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| Secretário Paulo Vandi discute o tema com o juiz Hallison Rêgo Bezerra |
Na manhã desta
quinta feira o juiz Hallison Rêgo Bezerra visitou a área em conflito, a
princípio ele estava em dúvida no tocante as comunidades, Macambira I, II e
III, tirando as dúvidas o juiz ouviu ambas as partes em litígio, no caso o
advogado dos quilombolas Dr Adriano e o advogado do proprietário onde foram
mostrados mapas, agora resta aguardar o juiz Hallison
Rêgo Bezerra concluir o relatório onde
ele vai analisar e em cima dos dados do relatório ele irá proferir uma sentença,
independe desta decisão já há no INCRA um processo de reconhecimento de área
quilombola e consequentemente a desapropriação de toda área, que está em torno
de 2.500 hectares. Isso vai depender da
agilidade do processo administrativo pelo INCRA, depois disso irá ser feita uma
avaliação da área para que possa fazer a desapropriação, mas depois que for confirmado a assinatura do
decreto pela a presidente Dilma. A fundação Palmares esteve representada pelo
procurador federal Willian Farias, e também por André Braga antropólogo do INCRA,
Edmundo Pereira antropólogo da UFRN, ele é Doutor em
Antropologia Social PPGAS - Museu Nacional / UFRJ com mestrado em Antropologia
Social PPGAS/Museu Nacional/UFRJ, o secretário de agricultura Paulo Vandi
esteve representando o prefeito João Maria, o vereador Antonio de Mariquinha, o
ex-prefeito Erivan Costa e um grande número de remanescentes quilombolas.
O estudo feito por Edmundo Pereira destaca a formação sócio-histórica da comunidade de
Macambira, desde meados do século XIX, apresentando dados de ordem histórica,
econômica e sócio- cultural que a identificam como remanescente das comunidades
quilombolas. Enfatizamos sua descendência de um ex-escravo, Lázaro Pereira de
Araújo, de redes de parentesco e cooperação que se formaram ao longo dos
últimos 150 anos, materializadas atualmente nas 5 sub-áreas em que a Comunidade
se divide: Macambira II e III, Cabeça do Ferreira, Cabeça do Ludogério e Buraco
de Lagoa. No campo político e das relações interétnicas, destaca-se na última
década a retomada positiva de sua origem negra, dentro dos mecanismos de
mobilização da Comunidade para mediar relações sociais no campo social regional
ainda marcadamente assimétrico e etnocêntrico. Apresentamos também dados de
ordem cartográfica, fundiária e agronômica, em especial a discussão sobre os
limites contemporâneos de seu território em relação ao passado, a partir do
cruzamento de um conjunto de “escrituras” do século XIX com narrativas
compiladas com especialistas da memória local.






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