quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Juiz federal esteve visitando área em conflito na comunidade remanescente quilombolas da Macambira.

Secretário Paulo Vandi discute o tema com o juiz Hallison Rêgo Bezerra



Na manhã desta quinta feira o juiz Hallison Rêgo Bezerra visitou a área em conflito, a princípio ele estava em dúvida no tocante as comunidades, Macambira I, II e III, tirando as dúvidas o juiz ouviu ambas as partes em litígio, no caso o advogado dos quilombolas Dr Adriano e o advogado do proprietário onde foram mostrados mapas, agora resta aguardar o juiz Hallison Rêgo Bezerra concluir o relatório onde ele vai analisar e em cima dos dados do relatório ele irá proferir uma sentença, independe desta decisão  já há no INCRA  um processo de reconhecimento de área quilombola e consequentemente a desapropriação de toda área, que está em torno de 2.500 hectares. Isso vai depender  da agilidade do processo administrativo pelo  INCRA, depois disso irá ser feita uma avaliação da área para que possa fazer a desapropriação, mas  depois que for confirmado a assinatura do decreto pela a presidente Dilma. A fundação Palmares esteve representada pelo procurador federal Willian Farias, e também por André Braga antropólogo do INCRA, Edmundo Pereira antropólogo da UFRN, ele é Doutor em Antropologia Social PPGAS - Museu Nacional / UFRJ com mestrado em Antropologia Social PPGAS/Museu Nacional/UFRJ, o secretário de agricultura Paulo Vandi esteve representando o prefeito João Maria, o vereador Antonio de Mariquinha, o ex-prefeito Erivan Costa e um grande número de remanescentes quilombolas.



O estudo feito por Edmundo Pereira destaca a formação sócio-histórica da comunidade de Macambira, desde meados do século XIX, apresentando dados de ordem histórica, econômica e sócio- cultural que a identificam como remanescente das comunidades quilombolas. Enfatizamos sua descendência de um ex-escravo, Lázaro Pereira de Araújo, de redes de parentesco e cooperação que se formaram ao longo dos últimos 150 anos, materializadas atualmente nas 5 sub-áreas em que a Comunidade se divide: Macambira II e III, Cabeça do Ferreira, Cabeça do Ludogério e Buraco de Lagoa. No campo político e das relações interétnicas, destaca-se na última década a retomada positiva de sua origem negra, dentro dos mecanismos de mobilização da Comunidade para mediar relações sociais no campo social regional ainda marcadamente assimétrico e etnocêntrico. Apresentamos também dados de ordem cartográfica, fundiária e agronômica, em especial a discussão sobre os limites contemporâneos de seu território em relação ao passado, a partir do cruzamento de um conjunto de “escrituras” do século XIX com narrativas compiladas com especialistas da memória local.

 




Juiz vista  sede da fazenda 



Filho de Ivanílson Araújo ( de óculos escuro)
Sede da Associação dos Quilombolas da Macambira

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