sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Festival de Cultura leva mamulengo, música e poesia à Praça Caetano Dantas
Maioria dos deputados estaduais do RN tenta renovar mandato em 2026
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
TSE divulga tempo dos candidatos à Presidência no horário eleitoral


Conselho Gestor do Monumento Natural Cajueiro de Pirangi toma posse para mandato 2026-2028
Às margens do São Francisco, futuros médicos potiguares integram missão humanitária
Estudantes do curso de Medicina da Universidade Potiguar (UnP), integrante da Inspirali, ecossistema da Ânima Educação que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil, participaram da 1ª Missão São Francisco, iniciativa humanitária que levou atendimento em saúde a comunidades ribeirinhas da região de Propriá, em Sergipe. Realizada entre os dias 9 e 16 de agosto, a expedição teve como objetivo ampliar o acesso à saúde e proporcionar aos futuros médicos uma experiência de cuidado em diferentes realidades sociais e culturais.
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terça-feira, 18 de agosto de 2026
Laura Cardoso morre aos 98 anos em São Paulo
A atriz Laura Cardoso, um dos grandes nomes da dramaturgia brasileira, morreu aos 98 anos, na noite desta segunda-feira (17), em sua casa, em São Paulo. Segundo a família, a morte ocorreu às 23h24, por causas naturais.
A informação foi divulgada nas redes sociais da atriz. “Nossa grande estrela se despediu de nós. Laura Cardoso estará para sempre em nossos corações”, publicou a família.
Nascida em 13 de setembro de 1927, Laura Cardoso iniciou a carreira no rádio aos 15 anos e dedicou mais de oito décadas à atuação, passando pelo rádio, teatro, cinema, dublagem e televisão.
Na Globo, participou de novelas marcantes como Mulheres de Areia, A Viagem, Rainha da Sucata, Chocolate com Pimenta, Caminho das Índias, Império e O Outro Lado do Paraíso. Seu último trabalho em novelas foi A Dona do Pedaço, em 2019.
Em 2025, a atriz recebeu uma estrela na Calçada da Fama dos Estúdios Globo, em reconhecimento à sua trajetória.
Laura Cardoso deixa as filhas Fernanda e Fátima, além de netos e bisnetos. O velório acontece nesta terça-feira (18), das 8h às 14h, em São Paulo.
Uma carreira que atravessou gerações e deixou uma marca inesquecível na cultura brasileira. Laura Cardoso será eternamente lembrada.
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Nelter Queiroz é o mais citado da Federação União Progressista e fica em 5º no geral em pesquisa ITEM
O deputado estadual e candidato à reeleição, Nelter Queiroz (progressistas), aparece como o nome mais citado da Federação União Progressista e ocupa a quinta colocação no cenário geral para deputado estadual na nova pesquisa do Instituto ITEM, divulgada pela Rádio Difusora de Mossoró, nesta segunda-feira (17). O desempenho reforça a competitividade do parlamentar na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.
A pesquisa ITEM/Rádio Difusora foi realizada entre os dias 10 e 14 de agosto de 2026, com 1.250 entrevistas em 60 municípios do Rio Grande do Norte. O levantamento tem margem de erro de 2,77 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números RN-00166/2026 e BR-08695/2026.
O resultado ocorre em meio à caminhada de Nelter Queiroz pela renovação do mandato. Com nove mandatos consecutivos na Assembleia Legislativa, o deputado busca, em 2026, chegar ao 10º mandato. “Isso é o resultado do nosso trabalho, feito durante os quatro anos, com coerência, defendendo e votando sempre a favor das pessoas mais simples e mais humildes, e sempre votando contra o aumento de impostos”, afirmou Nelter Queiroz.
A nova pesquisa ITEM se soma a uma sequência de levantamentos que vêm apontando, repetidamente, Nelter Queiroz como um dos nomes mais competitivos na disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.
A dívida que exclui - Como o endividamento público brasileiro sufoca crescimento, alimenta violência e limita inclusão
Por (*) André Naves
É uma cena, lamentavelmente, comum na realidade brasileira: uma mãe solitária que precisa levar o filho a uma fila de posto de saúde às quatro da manhã. Quando finalmente consegue a consulta, o medicamento prescrito não está disponível. Ela volta para casa, cansada, com a criança ainda doente. Essa cena — banal, cotidiana, brasileira — é o extremo de uma cadeia que começa em uma planilha do Tesouro Nacional, e termina na vida concreta de quem depende do Estado para sobreviver.
A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) atingiu 81,1% do PIB em maio de 2026, o equivalente a R$ 10,6 trilhões, segundo o Banco Central. Em julho, subiu para 81,9% — o maior patamar em mais de cinco anos. O FMI projeta 97,8% do PIB para 2026 e 106,5% em cinco anos. Para dar dimensão relativa: a Alemanha encerra 2025 com dívida de cerca de 64% do PIB; o México, 51%; o Chile, 41,5%. Entre grandes economias emergentes, o Brasil é anomalia.
É verdade que nem toda dívida pública é patológica. Países soberanos em moeda própria podem, em tese, expandir endividamento para financiar investimento contracíclico, infraestrutura com retorno futuro ou amortecer recessões. O economista André Lara Resende, nos lembra com elegância e erudição que a dívida pública tem dois lados: é passivo do Estado, mas ativo do setor privado. Reduzir a dívida, nesse raciocínio, é também reduzir riqueza privada. Lara Resende revisita Keynes para sustentar que sociedades muito poupadoras precisam de déficit público permanente para manter a economia em pleno emprego.
O argumento é intelectualmente sedutor, mas a realidade brasileira mostra coisa diversa. A questão não é apenas o tamanho da dívida — é o que ela custa e o que ela gera. Em 2025, o governo desembolsou pela primeira vez na história R$ 1,5 trilhão em juros. A Selic permaneceu em 15% ao ano, nível mais alto em quase duas décadas. Cada ponto percentual de elevação da taxa básica acrescenta R$ 55 bilhões ao custo anual da dívida, segundo o próprio Banco Central. Não se trata apenas de uma variável entre outras: a trajetória da dívida é um dos principais fatores — embora não o único, pois inflação, expectativas e contexto externo também pesam — que pressiona os juros para cima. E juros dessa magnitude têm consequências materiais.
A primeira consequência é a ilusão de inesgotabilidade. Quando o Estado captura volumes crescentes de recursos via endividamento, instala-se a percepção de que dinheiro não tem restrição material. A sensação de que "dinheiro nasce em árvore" é um efeito estrutural do financiamento por dívida. Quando não há percepção clara de limite, gasta-se mal.
O desperdício assume duas formas, como classifica a literatura especializada: ativo — a corrupção, que desvia recursos deliberadamente — e passivo — a ineficiência administrativa, que perde recursos por incompetência gestora, burocracia paralisante ou má alocação.
Um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), publicado em 2019 e ainda referência central no debate, estima que ineficiências nos gastos públicos brasileiros cheguem a 3,9% do PIB — ou até US$ 68 bilhões por ano.
São escolas sem professores, hospitais sem insumos, estradas sem conservação. Não são falhas pontuais: são sintomas de uma estrutura que não cobra qualidade do gasto porque não percebe o custo de oportunidade de cada real desperdiçado.
A segunda consequência é a degradação dos serviços públicos. Quando o gasto é ineficiente, o serviço é deficitário. Quando o serviço é deficitário, ele é excludente por insuficiência material. As barreiras estruturais se elevam. Grupos minorizados, populações vulnerabilizadas, pessoas com deficiência — são sempre os primeiros a sentir o peso de um serviço público que não funciona. Os que mais dependem do Estado sejam os que mais sofrem quando o Estado desperdiça.
Dessa maneira, ainda que a relação entre dívida pública e violência não seja direta nem estatisticamente demonstrável de forma imediata, ela é uma inferência analítica, mediada por múltiplas variáveis: serviços públicos deficitários, segmentação social aprofundada, exclusão estrutural.
Ou seja, em 2024, o Brasil registrou 44.127 mortes violentas intencionais, com taxa de 20,8 por 100 mil habitantes, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O Atlas da Violência do IPEA demonstra que essa violência é desigual — afeta sobretudo jovens negros, mulheres vulneráveis e populações periféricas. É assim que a dívida pública "aumenta" a criminalidade: ao concorrer para a degradação dos serviços públicos e aprofundar a exclusão estrutural, a trajetória insustentável do endividamento alimenta indiretamente o ciclo de brutalização social. A desigualdade potencializa a violência. A exclusão majora a violência. E a dívida, ao sufocar a qualidade do gasto, concorre para ambas.
A terceira consequência é a sucção da renda privada. A taxa de juros elevada — pressionada, entre outros fatores, pela trajetória da dívida — transfere renda do setor produtivo para o pagamento dos juros.
As famílias brasileiras atingiram recorde histórico de endividamento: 82% declararam possuir dívidas em agosto de 2026, segundo a CNC. Entre famílias de baixa renda, o índice chega a 84,9%. Esse endividamento tem causas múltiplas — estagnação da renda real, cultura de consumo, crédito informal, inflação de itens específicos —, mas a Selic em patamares estratosféricos. é, sem dúvida, um fator agravante. Juros altos encarecem o crédito, esmagam a propensão ao consumo e reprimem o investimento.
O resultado é um círculo perverso: dívida pública elevada pressiona juros para cima, juros altos sugam a renda de famílias já endividadas, o consumo trava, o investimento regride, o crescimento se limita. E é precisamente o crescimento econômico o vetor mais potente de inclusão social.
A inclusão não se faz por decreto — ela se constrói pelo dinamismo do mercado, pela simplificação burocrática, pela facilitação do empreendedorismo, pelo incentivo à atividade econômica que tira pessoas da marginalidade e lhes devolve protagonismo.
Segundo o Índice de Capital Humano do Banco Mundial, uma criança nascida no Brasil hoje alcançará apenas 55% do potencial produtivo que teria com educação completa e saúde plena. Cada real desperdiçado em ineficiência é um real que deixa de ir para uma escola que funciona, um posto de saúde que atende, um programa de qualificação que emprega.
A observação de Lara Resende merece ser levada a sério, mas também confrontada com a realidade brasileira específica. Sim, a dívida é ativo do setor privado. A dívida pública brasileira, ao invés de financiar desenvolvimento, estimula a corrupção e o desperdício. Dinheiro que poderia estar em escolas, hospitais e infraestrutura.
Há quem sustente que soberania monetária anula a restrição orçamentária e que o Estado pode gastar sem limite. A inflação e os juros reais brasileiros desmentem isso. Não se pode gastar infinitamente sem custos. A questão é material.
O caminho não é a austeridade seletiva que penaliza pobres enquanto preserva privilégios. O caminho é a responsabilidade fiscal articulada com justiça social. Cada real economizado em corrupção e ineficiência é um real que pode ir para uma escola que funciona, um hospital que atende, um programa de inclusão que efetivamente inclui.
Responsabilidade fiscal e justiça social não são inimigas. São complementos indispensáveis. Quando o Estado gasta bem, gasta menos e inclui mais. Quando o Estado gasta mal, gasta muito e exclui ainda mais. A dívida pública, em sua trajetória atual, é uma questão de dignidade humana. Cada real desperdiçado é uma vida que fica à margem. Cada ponto de juro que sobe é uma família que não consegue fechar a conta no fim do mês.
É matemática. E, sobretudo, é ética.
- André Naves é Defensor Público Federal, escritor, doutor em Economia pela Princeton University, mestre em Economia Política pela PUC/SP e bacharel em Direito pela USP.
Pesquisa de médico potiguar sobre dor crônica é publicada na revista científica Nature Mental Health
Estudo indica que a dor persistente deve ser considerada na avaliação de pacientes com suspeita de depressão resistente ao tratamento
Uma pesquisa liderada pelo médico potiguar Nilson Mendes sobre a relação entre dor crônica e depressão ganhou repercussão internacional após ser publicada na revista científica Nature Mental Health. O estudo da Universidade Potiguar (UnP), integrante da Inspirali, ecossistema da Ânima Educação que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil, tem chamado a atenção da comunidade médica ao propor uma mudança na forma como profissionais de saúde avaliam pacientes com suspeita de depressão resistente ao tratamento.
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Outro ponto reforçado no material é a importância de uma abordagem multidisciplinar, envolvendo especialidades como psiquiatria, medicina da dor, neurologia, reumatologia, fisioterapia, psicologia e atenção primária. “O objetivo final não é tratar apenas uma doença. É devolver funcionalidade, autonomia e qualidade de vida ao paciente”, resume Nilson Mendes.
O artigo está disponível para leitura no link: https://www.nature.com/
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