sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Lagoa Nova recebe movimentação de candidatos ao Governo do Estado

Esta sexta-feira (28) foi marcada pela movimentação política em Lagoa Nova, com a presença dos candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte Álvaro Dias (PL) e Allyson Bezerra (União Brasil), que cumpriram agendas no município.

Álvaro Dias foi recebido pelo prefeito Iranildo Aciole e por apoiadores. A mobilização teve início com um adesivaço no bairro Jesus Menino. Com a chegada do candidato, o grupo seguiu em carreata pelas ruas da cidade até a Praça Geraldo Dantas, onde aconteceram as falas das lideranças e apoiadores.

Já Allyson Bezerra foi recebido pelo vice-prefeito Daniel Saldanha, por Hélio Costa e pelo vereador e presidente da Câmara Municipal, Jean Carlo Dantas, além de apoiadores. O candidato foi aguardado na Avenida Tota Pereira, nas proximidades do Centro de Treinamento da Agricultura Familiar da EMATER.

Em seguida, o grupo saiu em caminhada pela Avenida Sílvio Bezerra de Melo, seguindo até a Praça João Marinho Dantas, onde aconteceu a concentração dos participantes.

A presença dos dois candidatos movimentou Lagoa Nova nesta sexta-feira, reunindo lideranças políticas e apoiadores em diferentes pontos da cidade.

TRE-RN inicia treinamento de mesários para atuação nas Eleições 2026

 

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) inicia nesta quinta-feira (27) o treinamento de mesárias e mesários que vão atuar nas Eleições 2026. A capacitação será realizada de forma presencial em Natal e em municípios do interior, além da opção de ensino a distância em algumas zonas eleitorais.


Na capital, a primeira etapa envolve os convocados da 69ª Zona Eleitoral, com turmas entre esta quinta-feira e o dia 2 de setembro. Já a 1ª e a 4ª Zonas Eleitorais terão treinamentos presenciais em setembro. A 2ª e a 3ª Zonas Eleitorais optaram pelo formato de ensino a distância, por meio do aplicativo Mesários. O prazo para conclusão do curso nessas duas zonas segue até as 23h59 do dia 3 de outubro.

No interior do Estado, os treinamentos presenciais serão realizados entre 31 de agosto e 11 de setembro, conforme programação definida pelas respectivas zonas eleitorais. Em Natal, as atividades presenciais ocorrerão na sede do TRE-RN, localizada na Avenida Rui Barbosa, 165, no bairro Tirol.

Os treinamentos têm como objetivo preparar os participantes para os procedimentos de votação e para situações que podem ocorrer durante o pleito. Mesários são responsáveis por auxiliar no funcionamento das seções eleitorais no dia da eleição.

Podem atuar na função eleitores maiores de 18 anos que estejam em situação regular com a Justiça Eleitoral e não se enquadrem nas hipóteses de impedimento previstas na legislação.

Entre os benefícios previstos estão auxílio-alimentação de R$ 65 por turno trabalhado, dois dias de folga para cada dia de atuação e outros dois dias pela conclusão do treinamento. Os dias trabalhados também podem ser utilizados como horas complementares em cursos universitários, conforme as regras de cada instituição.

Festival itinerante O Cinema é Rio chega a sua segunda edição


A 2ª edição do festival itinerante O Cinema é Rio vai promover uma circulação gratuita por quatro municípios do Rio Grande do Norte, a partir deste fim de semana. A programação percorrerá Sítio Novo, Riachuelo, Pedra Preta e Taipu, cidades localizadas nas bacias hidrográficas dos rios Potengi e Ceará-Mirim, promovendo sessões de cinema ao ar livre movidas a energia solar seguido de rodas de conversa sobre meio ambiente, mudanças climáticas e preservação dos recursos hídricos.

Através de uma proposta que une arte, sustentabilidade e cidadania, o festival utiliza o cinema como ferramenta de sensibilização para estimular reflexões sobre os desafios socioambientais da atualidade e incentivar atitudes voltadas à preservação do meio ambiente.

Durante a itinerância, serão exibidos oito curtas-metragens brasileiros que abordam diferentes aspectos da relação entre sociedade e meio ambiente.

A programação começa nesta sexta-feira (28), em Sítio Novo, a partir das 19h. Na sequência, às 20h, será realizada uma roda de conversa com o Comitê da Bacia Hidrográfica do Potengi e o Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (IGARN). Encerrando a noite, às 20h30, haverá apresentação artística com Luan Oliveira.

No dia 29 (sábado), Riachuelo recebe a programação na Praça Mãe das Dores, em frente à Igreja Matriz. A sessão de cinema começa às 19h e, às 20h, o público poderá participar de uma roda de conversa com representantes do Comitê da Bacia Hidrográfica do Potengi e do IGARN.

A programação segue no dia 4 de setembro, em Pedra Preta. Encerrando a circulação, Taipu recebe as atividades no dia 5 de setembro.Todas as atividades são gratuitas e contam com recursos de acessibilidade, ampliando o acesso da população à programação cultural.

MP Eleitoral recomenda que partidos e emissoras do RN garantam acessibilidade na propaganda e nos debates eleitorais

 



Devem ser incluídas legenda, intérprete de Libras e audiodescrição

O Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) recomendou a partidos políticos, federações, coligações, candidatos e emissoras de rádio e televisão do Rio Grande do Norte a adoção de medidas para garantir acessibilidade na propaganda eleitoral gratuita e nos debates das Eleições 2026.

A recomendação destaca que janela com intérprete de Libras, legendas e audiodescrição devem ser utilizadas de forma cumulativa e simultânea na propaganda eleitoral gratuita na televisão, tanto nos programas em bloco quanto nas inserções distribuídas ao longo do dia. A responsabilidade pela produção do material com esses recursos é dos partidos, federações e coligações.

Emissoras e canais de televisão por assinatura que operem no Rio Grande do Norte deverão veicular integralmente os recursos de acessibilidade presentes nos materiais recebidos. Assim, não devem suprimir, diminuir, recortar ou sobrepor a janela de Libras ou as legendas para adequar o material a padrões próprios de programação, identificação da emissora, logomarcas ou inserções publicitárias.

Caso recebam propaganda sem os recursos exigidos, devem comunicar o problema ao partido, federação ou coligação responsável e à Justiça Eleitoral para permitir a correção do material antes da veiculação. Nos debates promovidos pelas emissoras, também devem ser disponibilizados simultaneamente legendas, intérprete de Libras e audiodescrição.

O procurador regional eleitoral Fernando Rocha destaca que o Rio Grande do Norte tem número expressivo de eleitores com deficiência auditiva e visual. “A inobservância dos recursos de acessibilidade na propaganda eleitoral gratuita produz exclusão informacional que compromete a liberdade de formação da convicção do voto e, por consequência, a própria legitimidade do pleito”, ressalta.

Regras - Além de incluir os três recursos de acessibilidade, o MP Eleitoral recomenda que a janela de Libras ocupe, no mínimo, metade da altura e um quarto da largura da tela, com contraste, enquadramento e posicionamento adequados. O espaço não deve ser coberto por elementos gráficos, marcas d'água, legendas ou identificações das candidaturas.

Os recursos devem permanecer durante toda propaganda, inclusive em músicas, jingles, vinhetas e telas finais com número e legenda partidária. Textos apresentados apenas graficamente também devem ter leitura sonora. As agremiações devem ainda designar uma pessoa responsável por conferir previamente a acessibilidade das peças antes do envio às emissoras e registrar essa verificação.

Internet e impressos - A recomendação também orienta que, sempre que houver compatibilidade técnica, os recursos sejam estendidos à propaganda eleitoral na internet e nas redes sociais. Para materiais impressos, são indicados recursos como texto alternativo para descrição de imagens e impressão em braile, conforme as regras eleitorais aplicáveis.

Outra orientação é que candidatos adotem a autodescrição no início das falas, com um breve detalhamento de suas características físicas, vestimenta e ambiente.



Inteligência Artificial - Nos casos em que forem utilizadas ferramentas de inteligência artificial para produzir legendas, audiodescrição ou tradução para Libras, a recomendação determina a observância das regras de informação e rotulagem previstas pela Justiça Eleitoral e a revisão humana do conteúdo produzido.

O descumprimento das regras pode resultar em representação perante a Justiça Eleitoral, inclusive com pedido urgente para adequação imediata do material e suspensão da veiculação de peças sem acessibilidade. Em situações de descumprimento reiterado ou recusa deliberada, podem ser adotadas medidas mais graves, como multas e perda do tempo de propaganda.

 

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Rio Grande do Norte registra 28% de mulheres que vivenciaram violência doméstica nos últimos 12 meses sem declará-la como violência

 Atualização do Mapa Nacional da Violência de Gênero com dados da 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher permite comparar o cenário de violência doméstica declarada e não declarada entre as unidades da Federação

 

O Mapa Nacional da Violência de Gênero, recém-atualizado com os resultados por unidade da Federação da 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, aponta o Rio Grande do Norte com 28% das mulheres que relataram ter vivido, nos 12 meses anteriores à pesquisa, ao menos uma das situações concretas de violência investigadas, embora não tenham declarado espontaneamente ter sofrido violência doméstica ou familiar. O resultado do estado oscila dentro da margem de erro da estimativa do país (29%), o que não permite classificá-lo como distinto do patamar nacional.


A análise, possível pelo cruzamento de dados — uma das premissas do Mapa Nacional da Violência de Gênero, plataforma mantida pelo Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), o Instituto Natura e a Gênero e Número —, evidencia a distância entre a violência vivenciada pelas mulheres e aquela que chega aos registros oficiais e, consequentemente, ao alcance das políticas públicas de proteção e acolhimento.


A 11ª Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo DataSenado em 2025, tem propósito semelhante: investigar o problema além das estatísticas oficiais do país. O levantamento ouviu 21.641 mulheres de 16 anos ou mais em todo o Brasil entre 16 de maio e 8 de julho de 2025. A pesquisa tem amostra probabilística e nível de confiança de 95%.


“Ampliar a Rede de Proteção é fundamental, mas os dados mostram que precisamos olhar também para o que acontece antes de a mulher chegar na Rede. Uma política pública só consegue proteger plenamente quando as mulheres têm informação para reconhecer a violência, conhecem seus direitos e encontram caminhos acessíveis e seguros para buscar ajuda”, afirma Maria Teresa Prado, coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência do Senado Federal.

Gráfico 1 – Percentual de mulheres que vivenciaram situações de violência nos últimos 12 meses sem declará-las espontaneamente, por unidade da Federação

 

O levantamento realizado pelo DataSenado revela que 21% das potiguares já sofreram violência doméstica ou familiar provocada por um homem ao longo da vida. Entre essas mulheres, 18% afirmaram ter passado por esse tipo de violência nos 12 meses anteriores à pesquisa, realizada em 2025. Entre as mulheres que declararam ter sofrido violência provocada por um homem, 86% relataram violência psicológica, 82% violência moral e 80% violência física. Em 66% dos casos, o agressor era o marido ou companheiro da vítima no momento da agressão. Do total de vítimas no estado, 20% ainda convivem com a pessoa que as agrediu e, destas, 82% moram com o agressor.


Nas situações de violência mais grave, 49% das entrevistadas afirmaram que o agressor estava bêbado, 45% relataram ciúmes e 43% disseram que ele estava inconformado com o término ou tentativa de término do relacionamento. Já para 75% das mulheres que encerraram o relacionamento com o agressor, a violência teve muita influência na decisão. O impacto na rotina diária foi sentido por 70% das vítimas, enquanto 63% disseram que o convívio com outras pessoas foi afetado, 48% relataram impactos na vida profissional ou trabalho remunerado e 40% disseram que seus estudos foram impactados.


“Os dados ajudam a romper com uma leitura da violência doméstica como um episódio isolado e que a violência não termina quando a agressão acaba. Ela reorganiza a rotina, afeta relações, trabalho, renda e as possibilidades que uma mulher tem de tomar decisões sobre a própria vida. Quando olhamos para esses dados em conjunto, conseguimos entender que enfrentar a violência de gênero exige mais do que responder à agressão: exige políticas capazes de olhar para as condições que permitem que essas mulheres reconstruam suas vidas”, afirma Vitória Régia da Silva, diretora executiva da Gênero e Número.


A pesquisa aponta que o conhecimento sobre os instrumentos de proteção permanece limitado. Embora 94% das mulheres tenham afirmado conhecer ou já ter ouvido falar da Delegacia da Mulher e 78% o Ligue 180, 70% dizem conhecer pouco a Lei Maria da Penha e 11% afirmam não conhecer nada sobre a legislação. Em relação às medidas protetivas, 69% relatam conhecê-las pouco e 17% afirmam não ter conhecimento sobre o recurso.

 
A Delegacia da Mulher é o serviço de proteção mais conhecido pelas potiguares, citado por 94% das entrevistadas, seguida pela Defensoria Pública, com 86%, pelo CRAS ou CREAS, com 81%, e pelo Ligue 180, com 78%. Ao mesmo tempo, 68% afirmam conhecer alguma amiga, familiar ou pessoa próxima que já sofreu violência doméstica ou familiar. Os dados indicam ainda que 76% das potiguares perceberam aumento da violência doméstica e familiar contra as mulheres nos 12 meses anteriores à pesquisa e que 70% enxergam o Brasil como um país “muito machista”.


No Brasil, 93,6% das vítima não reconheceram a violência doméstica como tal ou não buscaram proteção policial
 

Das quase 29 milhões de mulheres que sofreram violência doméstica ou familiar nos últimos 12 meses no Brasil, segundo a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, 24,97 milhões de mulheres, cerca de 87%, relataram situações concretas de violência sem nomeá-las espontaneamente como violência. Quando se soma a esse grupo 1,87 milhão de mulheres que declararam ter sofrido violência, mas não acionaram a delegacia, o Ligue 180 ou o 190, chega-se a 26,84 milhões de brasileiras, ou 93,6% das vítimas na lacuna entre a violência vivenciada e a busca por proteção policial.


Para Beatriz Accioly, Gerente de Políticas Públicas pelo Fim da Violência contra as Mulheres do Instituto Natura, esses dados mostram que o problema é maior do que os registros oficiais conseguem captar. Muitas mulheres vivem situações de violência sem nomeá-las dessa forma e isso significa que a necessidade real de proteção e atendimento é muito maior do que a que hoje chega às delegacias, aos serviços de saúde e à Justiça.


“Para quase 25 milhões de brasileiras, a violência aparece apenas quando perguntamos o que aconteceu, mas desaparece quando perguntamos diretamente se elas sofreram violência. Isso revela uma barreira anterior ao próprio acesso à política pública: reconhecer e nomear o que se está vivendo. Se a mulher não reconhece o que vive como violência, torna-se muito mais difícil procurar proteção e acolhimento. Por isso, informação de qualidade não é algo acessório: é parte fundamental de qualquer política pública de enfrentamento à violência contra as mulheres. Não basta que a rede esteja preparada para acolher quem chega; precisamos também criar caminhos para alcançar quem ainda não consegue reconhecer que pode buscar ajuda”, afirma Beatriz.


De acordo com o levantamento, apenas 4% das brasileiras declararam ter sofrido violência doméstica ou familiar nos últimos 12 meses. Porém, ao serem questionadas sobre situações específicas de violência, sem que o termo fosse citado na pergunta, esse percentual sobe para 33% das brasileiras que relatam experiências compatíveis com violência doméstica. Isso significa que 29% da população feminina brasileira vivenciaram essas situações sem identificá-las e nomeá-las espontaneamente como violência.


"Creio que a grande contribuição do Senado Federal seja revelar a realidade da violência doméstica contra as mulheres, em todas as unidades da Federação, e, mais importante, expor claramente como esta realidade ainda está muito distante dos registros oficiais de todas estas localidades, logo, do alcance de políticas públicas efetivas. O Mapa Nacional não é apenas mais um agregador de dados sobre o tema, ao contrário, é talvez o principal instrumento público, efetivo, capaz de expor, comparar, confrontar e mudar a realidade vivida, a cada 12 meses, pelas mulheres no Brasil”, afirma José Henrique Varanda, coordenador do Instituto de Pesquisa DataSenado.
 

Acesse o Mapa e a Pesquisa.

Eclipse parcial da Lua nesta quinta-feira será visto em todo o Brasil

Um eclipse parcial da Lua poderá ser observado em todo o território brasileiro entre a noite desta quinta-feira (27) e a madrugada de sexta-feira (28). O fenômeno começa às 23h34, pelo horário de Brasília, quando a Lua inicia sua entrada na parte mais escura da sombra projetada pela Terra.

O máximo do eclipse acontecerá às 1h13, quando aproximadamente 96,2% do disco lunar estará encoberto. A fase parcial terminará às 2h52, enquanto o eclipse penumbral será encerrado às 4h02.

Segundo a astrônoma Josina Oliveira, do Observatório Nacional, o fenômeno acontece quando a Lua atravessa a sombra da Terra, formada pela iluminação do Sol. A sombra possui duas regiões: a penumbra, mais clara, e a umbra, mais escura.

No início, quando a Lua estiver apenas na penumbra, a mudança será praticamente imperceptível. A partir das 23h34, porém, será possível perceber gradualmente uma parte do disco lunar ficando mais escura. Conforme o eclipse avança, a sombra dará a impressão de estar “mordendo” a Lua.

Próximo ao máximo, quando 96,2% da Lua estiver obscurecida, o satélite natural poderá apresentar uma tonalidade avermelhada antes de começar a sair da sombra da Terra.

Observação a olho nu

Diferentemente dos eclipses solares, o eclipse lunar pode ser observado a olho nu, sem necessidade de óculos ou filtros especiais. O fenômeno poderá ser visto de qualquer ponto do Brasil, desde que as condições meteorológicas permitam.

Para uma boa observação, o ideal é procurar um local com céu aberto e pouca iluminação artificial. A Lua estará bem alta no céu durante o fenômeno.

Horários do eclipse

  • 23h00 (27/08): início da transmissão do Observatório Nacional;
  • 23h34 (27/08): início do eclipse parcial;
  • 1h13 (28/08): máximo do eclipse, com 96,2% de obscurecimento;
  • 2h52 (28/08): fim da fase parcial;
  • 4h02 (28/08): fim do eclipse penumbral.

O fenômeno também será transmitido ao vivo pelo Observatório Nacional, a partir das 23h, pelo horário de Brasília, em seu canal no YouTube.

Para quem estiver em estados que adotam outro fuso horário, o fenômeno ocorrerá no mesmo instante, mas será necessário ajustar o horário do relógio conforme a diferença em relação a Brasília.

Suplente de vereadora Irmã Yone teve encontro com a deputada e candidata a reeleição, Carla Dickson

A suplente de vereadora Irmã Yone Avelino recebeu, em sua residência, no Sítio Baixa Verde, a deputada federal e candidata à reeleição Carla Dickson. O encontro aconteceu na última terça-feira, 25 de agosto, e contou também com a presença do pastor Djailton Silva, assessor da parlamentar.

Durante a reunião, foram discutidos planos, estratégias e ações voltadas ao fortalecimento da região para as eleições de outubro. O encontro reafirmou a parceria política entre Irmã Yone e Carla Dickson, construída ao longo dos anos com base na amizade, na confiança e no compromisso com a população.

Vale destacar que Irmã Yone Avelino foi uma das primeiras lideranças da região a apoiar o nome de Carla Dickson em uma disputa eleitoral. Por meio dessa parceria, a suplente de vereadora tem articulado importantes benefícios para as comunidades locais.

Entre as conquistas viabilizadas por meio dos mandatos da deputada estão dois tratores de 90 CV, duas colhedoras/ensiladeiras de forragem, duas carretas basculantes de chapa de aço com capacidade para quatro toneladas e duas grades niveladoras de 28 discos. Os equipamentos contribuem diretamente para o fortalecimento da agricultura e para a melhoria das condições de trabalho dos produtores rurais.

"Receber a deputada Carla Dickson em nossa casa é motivo de muita alegria. Fui uma das primeiras pessoas da região a acreditar em seu projeto político e tenho orgulho de ver que essa parceria vem trazendo resultados concretos para nossa população. Continuaremos trabalhando para conquistar ainda mais benefícios para as comunidades", declarou Irmã Yone Avelino.

A deputada Carla Dickson destacou a importância da parceria e reafirmou seu compromisso com a região.

"Irmã Yone é uma amiga e uma liderança comprometida com as necessidades do seu povo. Nossa parceria é baseada no trabalho e na busca por resultados. Quero continuar contribuindo com ações, equipamentos e recursos que fortaleçam a agricultura e promovam mais qualidade de vida para as famílias da região", afirmou Carla Dickson.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

TRE-RN manda retirar vídeo de campanha que usou IA para simular apoio de deputado morto

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) determinou, em sede liminar, a remoção de vídeo de campanha do candidato a deputado estadual Raimundo Colaça da Silva Filho, conhecido como Júnior Colaça (PSDB), que utilizou inteligência artificial para reproduzir a imagem e a voz do ex-deputado estadual Raimundo Fernandes, falecido em 2023.

A decisão, proferida pelo desembargador eleitoral Lourinaldo Silvestre de Lima Filho, atendeu a representação da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-RN). Publicado no perfil oficial do candidato no Instagram, o vídeo apresentava reprodução digital de Raimundo Fernandes em manifestação de apoio à candidatura. Nos primeiros 50 segundos, a imagem artificial atribuía ao ex-deputado discurso favorável a Júnior Colaça; posteriormente, o candidato aparecia interagindo com a reprodução e afirmando pretender dar continuidade ao legado do político.

Segundo o relator, a utilização da tecnologia configurou a criação de manifestação política atribuída a pessoa falecida, em desconformidade com a legislação eleitoral. A Resolução TSE nº 23.610/2019 veda o uso de conteúdo sintético produzido ou manipulado digitalmente para criar, substituir ou modificar imagem ou voz de pessoas vivas, falecidas ou fictícias, quando destinado a beneficiar ou prejudicar candidatura.

O TRE-RN também apontou a ausência de identificação clara e acessível de que o conteúdo havia sido produzido artificialmente. Conforme consignado na decisão, a irregularidade independe da demonstração de efetivo engano de eleitores, bastando a aptidão do material para interferir na liberdade de escolha do eleitorado. O magistrado classificou a conduta como “ardil publicitário”.

Além da remoção, o candidato foi proibido de republicar o vídeo ou divulgar outros materiais eleitorais que utilizem inteligência artificial para simular, modificar ou reproduzir a imagem ou a voz de Raimundo Fernandes.

Foi fixado prazo de 24 horas, contado da comunicação oficial, para a retirada do conteúdo e a interrupção de eventuais compartilhamentos ou disparos em massa, inclusive por aplicativos de mensagens. O descumprimento sujeita o candidato à multa diária de R$ 5 mil, limitada inicialmente a R$ 50 mil.

A Meta Platforms, responsável pelo Instagram, também foi notificada para remover ou indisponibilizar a publicação e preservar os dados técnicos relacionados ao conteúdo.

A decisão possui natureza liminar e poderá ser revista no curso do processo. O candidato terá 48 horas para apresentar defesa, após o que a Justiça Eleitoral poderá proferir nova manifestação

Antiga vila de São Rafael que foi engolida pelas águas de uma barragem revela suas ruínas nos períodos de estiagem

A estiagem altera a paisagem do sertão e, em alguns períodos, faz ressurgir uma história que permanece submersa há décadas. Em São Rafael, no Rio Grande do Norte, a redução do nível da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves revela vestígios da antiga cidade, como paredes, fundações, calçamentos e marcas do antigo traçado urbano.

A antiga São Rafael ficava às margens do rio Piranhas-Açu e foi transferida para uma nova área durante a construção da barragem, na década de 1980. A mudança transformou profundamente a vida da população, que deixou para trás casas, ruas, espaços de convivência e lugares carregados de significado.

Quando o nível da água baixa após períodos prolongados de estiagem, parte dessa antiga paisagem volta a aparecer. As ruínas funcionam como uma espécie de janela para o passado, permitindo visualizar fragmentos da cidade que ficou sob as águas.

Entre os vestígios mais marcantes estão estruturas de antigas edificações, trechos de calçamento e locais que ajudam a identificar o antigo núcleo urbano. A antiga igreja também permanece como um dos símbolos mais lembrados pelos moradores, especialmente pela presença que teve na paisagem antes e durante os primeiros anos do reservatório.

Mas as ruínas contam apenas parte dessa história. As lembranças dos antigos moradores são fundamentais para compreender como era a vida em São Rafael antes da inundação. Relatos sobre ruas, casas, atividades econômicas, pesca, agricultura e locais de convivência ajudam a reconstruir uma cidade que não existe mais fisicamente, mas continua viva na memória de quem a conheceu.

O reaparecimento das ruínas também desperta o interesse de visitantes, pesquisadores e pessoas que possuem alguma ligação com a antiga comunidade. O cenário, marcado pela seca e pelos vestígios urbanos, transforma-se temporariamente em um espaço de memória e interesse histórico.

É importante, porém, que qualquer visita seja feita com respeito. As estruturas devem ser preservadas, sem retirada de objetos, pichações ou danos às ruínas. Cada pedra, parede ou fragmento pode representar uma parte importante da história de uma comunidade que passou por uma das maiores transformações provocadas pela construção do reservatório.

A antiga São Rafael mostra que a água pode esconder uma cidade, mas não consegue apagar sua história. Quando o reservatório recua, o passado reaparece por alguns momentos e lembra que, antes da barragem, existia ali uma comunidade com suas casas, suas ruas, suas tradições e suas histórias.

Mais do que ruínas expostas pela estiagem, São Rafael representa a memória de um povo que precisou deixar sua cidade para trás, mas que continua carregando consigo as lembranças do lugar que um dia chamou de lar.

Mais de 3 milhões de beneficiários de programas sociais estão impedidos de abrir contas em sites de apostas


Desde o início da sua implantação, em outubro de 2025, o Módulo de Impedidos atua para bloquear os acessos. Sistema cruza CPFs para impedir cadastro ou encerrar conta em até três dias, de forma automática Mais de 3 milhões de beneficiários do Bolsa Família, do Benefício de Prestação Continuada (BPC), do Fies e de programas de renegociação de dívidas não conseguem mais abrir ou manter contas em casas de apostas licenciadas no Brasil. 

Em consequência de uma decisão do Supremo Tribunal Federal, o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) criou, em outubro de 2025, o módulo Impedidos dentro do Sistema de Gestão de Apostas (Sigap). Trata-se de uma plataforma tecnológica que permite a regulação, o monitoramento e a fiscalização do mercado de apostas no país. 

A medida veda a participação de beneficiários de programas sociais em apostas de quota fixa para proteger recursos destinados à proteção social e à recuperação financeira dessas famílias. Desenvolvido pelo Serpro para a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, o Sigap processa cerca de 500 milhões de registros diários e já acumula mais de 5 milhões de arquivos na base. MÓDULO DE IMPEDIDOS – O Módulo de Impedidos verifica automaticamente se um usuário pode se cadastrar ou manter conta em plataforma licenciada. Integram a base de impedidos os beneficiários do Bolsa Família e do BPC, além de quem aderiu aos programas de renegociação de dívidas ou tomou empréstimo pelo Fies. 

A verificação é feita por cruzamento de CPF. COMO FUNCIONA O BLOQUEIO – O Serpro disponibiliza uma interface de integração tecnológica, chamada API, com as operadoras autorizadas. Elas consultam essa API em tempo real, no momento do cadastro e no primeiro login diário de cada usuário. A resposta da API indica se há impedimento. 

Ela também informa o motivo específico, com o detalhamento da condição do beneficiário. QUEM JÁ TEM CONTA – Quando o impedimento é identificado em conta já existente, a plataforma tem até três dias para encerrá-la. O saldo deve ser devolvido integralmente ao titular. 

A decisão de negar cadastro ou encerrar conta é da própria operadora. Não há intervenção manual nesse processo. CPF – O bloqueio incide sobre o CPF, independentemente da origem dos recursos usados nas apostas. A medida não gera nenhuma outra penalidade ao beneficiário. A responsabilidade pelo cumprimento da restrição é da plataforma de apostas, não do cidadão impedido.