sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Festival de Cultura leva mamulengo, música e poesia à Praça Caetano Dantas

 

O "Festival de Cultura, Lazer e Mamulengo Dadi Calungueira" já acontece em Carnaúba dos Dantas, nas escolas, e dia 22, a Praça Caetano Dantas será o grande palco para música de Manoel do Fole, apresentação de espetáculos e poema de Dona Dadi.

São três espetáculos na praça, a partir das 18h30, com acesso gratuito, para toda família: "No meu sertão é assim" da Cia. Verso e Prosa, "O Barbeiro Nozin e o cara que queria ser Pop", com Caçuá de Mamulengos e "As Pelejas de Baltazar", com Trapiá Cia Teatral.

A programação nas escolas iniciou dia 19 e nesta sexta-feira, 21, visita a Escola Estadual João Henrique Dantas, às 7h30, com exibição de curta documentário "Dona Dadi, a Calungueira do Sertão" abertura de mala com Emanuel Bonequeiro, e distribuição do cordel “Poetizando Dadi: nossa mestra Calungueira" da poetisa cordelista Lourdinha Linhares. 
  
A realização é da Trapiá Cia Teatral, com projeto e produção da Associação Cultural Trapiá, apoio da Prefeitura Municipal de Carnaúba dos Dantas, financiamento do Tribunal de Justiça do RN, e Ministério Público do RN através da Comarca de Acari, RN, em Edital 001/2026 de Penas Pecuniárias.

Maioria dos deputados estaduais do RN tenta renovar mandato em 2026

A disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) terá forte presença de parlamentares que já exercem mandato.

Dos atuais 24 deputados estaduais, 20 vão buscar a reeleição, o equivalente a 83,3% da composição da Casa.

Apenas quatro não disputarão um novo mandato para a Assembleia:Dr. Bernardo (PV) vai concorrer a deputado federal;
Hermano Morais (MDB) será candidato a vice-governador na chapa de Allyson Bezerra;
José Dias (PL) não disputará a reeleição;
Vivaldo Costa (PV) também deixará a disputa após dez mandatos.

Entre os 20 que tentarão permanecer na ALRN, oito buscam a reeleição pela primeira vez: Adjuto Dias, Divaneide Basílio, Dr. Kerginaldo, Ivanilson Oliveira, Luiz Eduardo, Neilton Diógenes, Taveira Júnior e Terezinha Maia.

A eleição de 2026 promete uma disputa intensa por uma das 24 vagas do Legislativo potiguar. 

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

TSE divulga tempo dos candidatos à Presidência no horário eleitoral

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta quinta-feira (20) o tempo que os candidatos à Presidência da República terão no horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, que será exibido entre 28 de agosto e 1° de outubro.

Confira abaixo o tempo de cada candidato:Coligação Brasil Pronto para Mais - Luiz Inácio Lula da Silva (PT) : 5 minutos e 31 segundos diários.

A chapa é formada pelo PSB, PDT, Federação Brasil da Esperança (PT, PC do B e PV) e a Federação PSOL/Rede.PL - Flávio Bolsonaro: 4 minutos e 20 segundos diários.

A chapa do candidato não formou coligação com outros partidos.PSD - Ronaldo Caiado: 2 minutos e 2 segundos diários.

A chapa do candidato não formou coligação com outros partidos.Avante - Augusto Cury: 35 segundos diários.

A chapa do candidato não formou coligação com outros partidos.

Conforme sorteio realizado, o Avante será o primeiro a exibir sua propaganda no início do horário eleitoral. Em seguida, serão apresentadas as campanhas do PSD, PL e da Coligação Brasil Pronto para Mais. Nos dias seguintes, a exibição seguirá forma de rodízio.
Inserções

O tribunal também divulgou o tempo dos candidatos nas inserções que deverão ser veiculadas na programação diária das emissoras.

A coligação do PT terá 433 inserções, seguida pelo PL (339); PSD (159) e Avante (47).

Conforme sorteio realizado, o Avante será o primeiro a exibir sua propaganda no início do horário eleitoral. Em seguida, serão apresentadas as campanhas do PSD, PL e da Coligação Brasil Pronto para Mais. Nos dias seguintes, a exibição seguirá a forma de rodízio.
Como é calculado o tempo de propaganda eleitoral

O acesso ao horário eleitoral gratuito é calculado conforme a representatividade dos partidos na Câmara dos Deputados.

A campanha Lula terá o maior tempo por ter formado a maior aliança com outros partidos.

A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) tem 81 parlamentares. Por estar coligado com a Federação PSOL/Rede, o PDT e o PSB, a representatividade subiu para 127 deputados.

O PL, de Flávio Bolsonaro, tem 98 deputados, mas concorre isolado. O PSD tem 42 e também não se coligou, assim como o Avante, que possui 7 parlamentares.

Os demais candidatos não alcançaram as cláusulas de desempenho para terem acesso ao horário eleitoral. Suas legendas não possuem o mínimo de 13 deputados nem obtiveram pelo menos 2,5% dos votos válidos nacionais para a Câmara ou 1,5% de votos válidos nos estados.
Eleições 2026

O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

Conselho Gestor do Monumento Natural Cajueiro de Pirangi toma posse para mandato 2026-2028

Novo colegiado reúne representantes de diferentes setores da sociedade para fortalecer a participação social, o diálogo e a gestão integrada da Unidade de Conservação
O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) realizou, nesta quinta-feira (20), a posse dos primeiros membros do Conselho Gestor do Monumento Natural Cajueiro de Pirangi (Mona Cajueiro), que atuarão no mandato de 2026 a 2028. A solenidade foi realizada na sede da Unidade de Conservação (UC), em Parnamirim, e marcou a formalização de um novo ciclo de participação social na gestão de um dos mais importantes símbolos naturais, turísticos e culturais do Rio Grande do Norte.

A composição reúne representantes de órgãos públicos, entidades de classe, associações comunitárias, instituições de ensino e organizações não governamentais, ampliando a diversidade de vozes envolvidas na gestão da Unidade de Conservação. Entre os segmentos representados estão o turismo, o artesanato, a comunidade tradicional e pesqueira, instituições públicas e a área ambiental.

O Conselho Gestor é formado por representantes titulares e suplentes de instituições como Idema, Câmara Municipal de Parnamirim, SETUDE, SME, SEMUR, SETUR, EMPARN, SINGTUR/RN, SINDETUR/RN, SINDJIPE/RN, Associação dos Artesãos do Vale do Caju (AVAC), Colônia de Pescadores Z-56, IFRN e APC Cabo de São Roque. A presidência do Conselho ficou sob responsabilidade do representante titular do Idema, conforme estabelecido na composição. Os conselheiros exercerão suas funções sem remuneração, sendo a participação considerada serviço público relevante.

O colegiado passa a constituir um espaço permanente de diálogo entre o poder público e os diferentes setores que possuem relação direta com o território, permitindo que conhecimentos técnicos, experiências locais e demandas da sociedade contribuam para a conservação e a valorização da Unidade de Conservação.

O Monumento Natural Cajueiro de Pirangi é uma Unidade de Conservação criada para assegurar a preservação do famoso Maior Cajueiro do Mundo e de seus atributos naturais e paisagísticos. Além de sua relevância ambiental, o local possui forte importância cultural, turística e econômica para o município de Parnamirim e para o Rio Grande do Norte, sendo visitado por moradores e turistas ao longo de todo o ano.

Nesse contexto, a atuação do Conselho Gestor contribui para fortalecer a integração entre conservação ambiental e participação social. O colegiado poderá acompanhar, discutir e contribuir com questões relacionadas à proteção da unidade, ao uso público, à educação ambiental, à valorização cultural, ao turismo responsável e às relações estabelecidas entre a UC e seu entorno.

Com a posse dos novos integrantes, o CG inicia oficialmente o mandato 2026-2028, consolidando-se como um importante instrumento de diálogo e participação na gestão do Mona Cajueiro.

Composição do Conselho Gestor

O Conselho Gestor do Monumento Natural Cajueiro de Pirangi, para o mandato 2026-2028, é composto por representantes titulares e suplentes do Idema, Câmara Municipal de Parnamirim, SETUDE, SME, SEMUR, SETUR, EMPARN, além de representantes dos segmentos de turismo, artesanato, comunidade tradicional e pesqueira, instituições de ensino e pesquisa e organizações não governamentais ambientalistas.
São eles:

Idema: Daniel Rodrigo de Macedo Magalhães (titular) e Marcus Daniel Rodrigues Lopes (suplente).

Câmara Municipal de Parnamirim: Rárika de Araújo Bastos (titular) e Éder Rodrigues de Queiroz (suplente).

SETUDE: Gilney Michaell Delmiro de Góis (titular) e Libio Benedito Cavalcante Júnior (suplente).

SME: Francisco Geonilson Cunha Fonseca (titular) e Everaldo Freire da Silva Júnior (suplente).

SEMUR: Francisco Jozivan do Nascimento (titular) e Esdras de Oliveira França Júnior (suplente).

SETUR: Isabelly Karla Felipe Catão de Macedo (titular) e Camila Borges da Silveira Martins Duarte (suplente).

EMPARN: José Araújo Dantas (titular) e José Robson da Silva (suplente).

Segmento de turismo: pelo SINGTUR/RN, Edson José de Lima Júnior (titular) e Iacy da Mata Vasconcelos (suplente); pelo SINDETUR/RN, Francisco Câmara Junior (titular) e Creusa Bolonha Machado (suplente); e pelo SINDJIPE/RN, Christophy Guilherme Cruz da Silva (titular) e Aldenildo Rebouças Falcão (suplente).

Segmento de artesanato – AVAC: Maria das Graças Freire da Rocha (titular) e Marília Dias do Nascimento (suplente).

Comunidade tradicional e pesqueira – Colônia de Pescadores Z-56: Iracilda Francisca das Chagas de Souza (titular) e Erivan Bezerra de Medeiros (suplente).

Instituições de ensino, pesquisa e extensão – IFRN Campus Parnamirim: Andrea Pereira da Silva (titular) e Alberto Alexandre Lima de Almeida (suplente).


Organizações não governamentais ambientalistas – APC Cabo de São Roque: Lucas Gabriel Veríssimo Pinheiro da Silva (titular) e Sara Stephanie Rodrigues Soares Avelino (suplente).

Às margens do São Francisco, futuros médicos potiguares integram missão humanitária

Estudantes do curso de Medicina da Universidade Potiguar (UnP), integrante da Inspirali, ecossistema da Ânima Educação que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil, participaram da 1ª Missão São Francisco, iniciativa humanitária que levou atendimento em saúde a comunidades ribeirinhas da região de Propriá, em Sergipe. Realizada entre os dias 9 e 16 de agosto, a expedição teve como objetivo ampliar o acesso à saúde e proporcionar aos futuros médicos uma experiência de cuidado em diferentes realidades sociais e culturais.


Participaram da Missão São Francisco 37 estudantes, um egresso e cinco professores das escolas Ages, Anhembi Morumbi, UniBH, UNIFACS, UNIFG, UniSul, UnP e São Judas. A expedição foi realizada em parceria com a Prefeitura Municipal de Propriá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, além da articulação com as unidades da rede local.

Luiza Guimarães de Almeida, aluna do 10º período de Medicina, foi uma das representantes da UnP na missão. Para ela, a experiência ampliou a compreensão sobre o cuidado para além da dimensão estritamente clínica. A estudante, que também participou da Missão Planalto, em 2025, destaca que a atuação durante a expedição envolveu diversas especialidades.

“Na missão, nós temos vários papéis, e isso é distribuído em rodízio durante a semana. Temos atendimento de clínica geral, psiquiatria, pediatria e ginecologia e obstetrícia, além de triagem, farmácia e visita domiciliar”, explica.
Entre as principais demandas identificadas durante os atendimentos estavam hipertensão e diabetes, dores osteomusculares, doenças respiratórias, problemas dermatológicos e gastrointestinais, além de necessidades relacionadas à saúde da mulher e da criança.

“A região de São Francisco possui um acesso muito restrito à saúde por conta de sua localização. Entre os principais desafios estão as dificuldades de acesso a serviços especializados, limitações de deslocamento das comunidades ribeirinhas,

vulnerabilidades sociais e a necessidade de ampliar ações de promoção da saúde e prevenção de doenças. Também são frequentes demandas relacionadas ao acompanhamento de doenças crônicas e à atenção básica”, conta Rodrigo Dias Nunes, Diretor de Extensão Curricular, Extra-curricular e Travessia Humanitária da Inspirali.
 

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A vivência também contribuiu para transformar a percepção de Luiza sobre o papel do médico. “Acho que o principal ganho que a missão trouxe foi visualizar nossa resiliência diante da adversidade, tanto local quanto emocional, e conseguir nos superar para entregar o melhor para o paciente. Ter boa vontade e bom humor independentemente de como estamos”, afirma.

Durante a iniciativa, os estudantes realizaram anamnese e exame físico, discutiram os casos com os professores, apresentaram hipóteses diagnósticas e sugeriram condutas. Nas visitas domiciliares, acompanhados pelos docentes e agentes comunitários de saúde, os alunos conheceram de perto as condições de vida dos pacientes e puderam identificar carências que nem sempre aparecem durante uma consulta convencional.

Para a universitária, esse contato reforçou a importância de compreender o paciente de maneira integral. “Mudou a forma de ver a necessidade muitas vezes implícita que o paciente traz. Não é só um olhar técnico sobre o paciente, mas entender as necessidades mais básicas que eles passam”, relata.

As Missões Humanitárias fazem parte da metodologia de ensino da Inspirali e seguem os princípios da Atenção Primária à Saúde e da atuação em parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS). A Missão São Francisco foi a 31ª expedição humanitária realizada pelo ecossistema, que já promoveu ações em regiões ribeirinhas do Amazonas, no Vale do Jequitinhonha, no Araguaia, no Cerrado e no Planalto, além de iniciativas nos Sertões, três missões de catástrofe no Rio Grande do Sul após as enchentes e três missões internacionais em Benin, na África.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Laura Cardoso morre aos 98 anos em São Paulo

A atriz Laura Cardoso, um dos grandes nomes da dramaturgia brasileira, morreu aos 98 anos, na noite desta segunda-feira (17), em sua casa, em São Paulo. Segundo a família, a morte ocorreu às 23h24, por causas naturais.

A informação foi divulgada nas redes sociais da atriz. “Nossa grande estrela se despediu de nós. Laura Cardoso estará para sempre em nossos corações”, publicou a família.

Nascida em 13 de setembro de 1927, Laura Cardoso iniciou a carreira no rádio aos 15 anos e dedicou mais de oito décadas à atuação, passando pelo rádio, teatro, cinema, dublagem e televisão.

Na Globo, participou de novelas marcantes como Mulheres de Areia, A Viagem, Rainha da Sucata, Chocolate com Pimenta, Caminho das Índias, Império e O Outro Lado do Paraíso. Seu último trabalho em novelas foi A Dona do Pedaço, em 2019.

Em 2025, a atriz recebeu uma estrela na Calçada da Fama dos Estúdios Globo, em reconhecimento à sua trajetória.

Laura Cardoso deixa as filhas Fernanda e Fátima, além de netos e bisnetos. O velório acontece nesta terça-feira (18), das 8h às 14h, em São Paulo.

Uma carreira que atravessou gerações e deixou uma marca inesquecível na cultura brasileira. Laura Cardoso será eternamente lembrada.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Nelter Queiroz é o mais citado da Federação União Progressista e fica em 5º no geral em pesquisa ITEM

O deputado estadual e candidato à reeleição, Nelter Queiroz (progressistas), aparece como o nome mais citado da Federação União Progressista e ocupa a quinta colocação no cenário geral para deputado estadual na nova pesquisa do Instituto ITEM, divulgada pela Rádio Difusora de Mossoró, nesta segunda-feira (17). O desempenho reforça a competitividade do parlamentar na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. 

A pesquisa ITEM/Rádio Difusora foi realizada entre os dias 10 e 14 de agosto de 2026, com 1.250 entrevistas em 60 municípios do Rio Grande do Norte. O levantamento tem margem de erro de 2,77 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números RN-00166/2026 e BR-08695/2026.

O resultado ocorre em meio à caminhada de Nelter Queiroz pela renovação do mandato. Com nove mandatos consecutivos na Assembleia Legislativa, o deputado busca, em 2026, chegar ao 10º mandato. “Isso é o resultado do nosso trabalho, feito durante os quatro anos, com coerência, defendendo e votando sempre a favor das pessoas mais simples e mais humildes, e sempre votando contra o aumento de impostos”, afirmou Nelter Queiroz.

A nova pesquisa ITEM se soma a uma sequência de levantamentos que vêm apontando, repetidamente, Nelter Queiroz como um dos nomes mais competitivos na disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

 Estão habilitados a receber o benefício referente ao ano-base 2024 cerca de 4,1 milhões de trabalhadores. Valores variam conforme o período trabalhado


Tem início nesta segunda-feira (17/8), para 4,1 milhões de trabalhadores habilitados, o pagamento do sétimo lote do Abono Salarial referente ao ano-base 2024. Serão destinados R$ 5,2 bilhões aos beneficiários que nasceram em novembro e dezembro.

O Abono Salarial beneficiará 3.652.648 trabalhadores de empresas privadas (PIS), com pagamentos feitos pela Caixa Econômica Federal, e 471.948 servidores públicos (Pasep), cujos valores serão pagos pelo Banco do Brasil. Para o atual calendário, o benefício varia de R$ 136,00 a R$ 1.621,00, segundo a quantidade de meses trabalhados no ano-base 2024. O calendário do Abono Salarial referente ao ano-base 2024 teve início em 16 de fevereiro de 2026. Os valores ficarão disponíveis para uso até 30 de dezembro de 2026.

QUEM TEM DIREITO – Tem direito ao Abono Salarial o trabalhador que atender aos seguintes critérios:
➢ estar inscrito no PIS/Pasep há, pelo menos, cinco anos, contados a partir da data do primeiro vínculo empregatício;
➢ ter recebido remuneração média mensal de até R$ 2.766,00 durante o ano-base 2024, de empregadores contribuintes do PIS ou do Pasep;
➢ ter exercido atividade remunerada com carteira assinada por, no mínimo, 30 dias, consecutivos ou não, no período considerado;
➢ ter os dados corretamente informados pelo empregador no eSocial.

FORMAS DE PAGAMENTO – Na Caixa Econômica Federal o pagamento será realizado, prioritariamente, por crédito em conta corrente, poupança ou conta digital para trabalhadores com relacionamento bancário na instituição. E poderá ser disponibilizado crédito em conta poupança social digital, aberta automaticamente por meio do aplicativo Caixa Tem. Para quem não possui conta bancária, o benefício poderá ser sacado nas agências, lotéricas, terminais de autoatendimento e correspondentes Caixa Aqui.

No Banco do Brasil o pagamento será feito, preferencialmente, por crédito em conta bancária. Trabalhadores sem conta poderão receber por TED, Pix ou atendimento presencial nas agências, caso não possuam chave Pix cadastrada.

MAIS INFORMAÇÕES – Os trabalhadores podem buscar mais informações pelos canais de atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego, pelas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego ou pelo telefone 158.

A dívida que exclui - Como o endividamento público brasileiro sufoca crescimento, alimenta violência e limita inclusão

 

Por (*) André Naves


É uma cena, lamentavelmente, comum na realidade brasileira: uma mãe solitária que precisa levar o filho a uma fila de posto de saúde às quatro da manhã. Quando finalmente consegue a consulta, o medicamento prescrito não está disponível. Ela volta para casa, cansada, com a criança ainda doente. Essa cena — banal, cotidiana, brasileira — é o extremo de uma cadeia que começa em uma planilha do Tesouro Nacional, e termina na vida concreta de quem depende do Estado para sobreviver.

 

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) atingiu 81,1% do PIB em maio de 2026, o equivalente a R$ 10,6 trilhões, segundo o Banco Central. Em julho, subiu para 81,9% — o maior patamar em mais de cinco anos. O FMI projeta 97,8% do PIB para 2026 e 106,5% em cinco anos. Para dar dimensão relativa: a Alemanha encerra 2025 com dívida de cerca de 64% do PIB; o México, 51%; o Chile, 41,5%. Entre grandes economias emergentes, o Brasil é anomalia.
 

É verdade que nem toda dívida pública é patológica. Países soberanos em moeda própria podem, em tese, expandir endividamento para financiar investimento contracíclico, infraestrutura com retorno futuro ou amortecer recessões. O economista André Lara Resende, nos lembra com elegância e erudição que a dívida pública tem dois lados: é passivo do Estado, mas ativo do setor privado. Reduzir a dívida, nesse raciocínio, é também reduzir riqueza privada. Lara Resende revisita Keynes para sustentar que sociedades muito poupadoras precisam de déficit público permanente para manter a economia em pleno emprego.
 

O argumento é intelectualmente sedutor, mas a realidade brasileira mostra coisa diversa. A questão não é apenas o tamanho da dívida — é o que ela custa e o que ela gera. Em 2025, o governo desembolsou pela primeira vez na história R$ 1,5 trilhão em juros. A Selic permaneceu em 15% ao ano, nível mais alto em quase duas décadas. Cada ponto percentual de elevação da taxa básica acrescenta R$ 55 bilhões ao custo anual da dívida, segundo o próprio Banco Central. Não se trata apenas de uma variável entre outras: a trajetória da dívida é um dos principais fatores — embora não o único, pois inflação, expectativas e contexto externo também pesam — que pressiona os juros para cima. E juros dessa magnitude têm consequências materiais.
 

A primeira consequência é a ilusão de inesgotabilidade. Quando o Estado captura volumes crescentes de recursos via endividamento, instala-se a percepção de que dinheiro não tem restrição material. A sensação de que "dinheiro nasce em árvore" é um efeito estrutural do financiamento por dívida. Quando não há percepção clara de limite, gasta-se mal.
 

O desperdício assume duas formas, como classifica a literatura especializada: ativo — a corrupção, que desvia recursos deliberadamente — e passivo — a ineficiência administrativa, que perde recursos por incompetência gestora, burocracia paralisante ou má alocação.
 

Um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), publicado em 2019 e ainda referência central no debate, estima que ineficiências nos gastos públicos brasileiros cheguem a 3,9% do PIB — ou até US$ 68 bilhões por ano.
 

São escolas sem professores, hospitais sem insumos, estradas sem conservação. Não são falhas pontuais: são sintomas de uma estrutura que não cobra qualidade do gasto porque não percebe o custo de oportunidade de cada real desperdiçado.
 

A segunda consequência é a degradação dos serviços públicos. Quando o gasto é ineficiente, o serviço é deficitário. Quando o serviço é deficitário, ele é excludente por insuficiência material. As barreiras estruturais se elevam. Grupos minorizados, populações vulnerabilizadas, pessoas com deficiência — são sempre os primeiros a sentir o peso de um serviço público que não funciona. Os que mais dependem do Estado sejam os que mais sofrem quando o Estado desperdiça.
 

Dessa maneira, ainda que a relação entre dívida pública e violência não seja direta nem estatisticamente demonstrável de forma imediata, ela é uma inferência analítica, mediada por múltiplas variáveis: serviços públicos deficitários, segmentação social aprofundada, exclusão estrutural.
 

Ou seja, em 2024, o Brasil registrou 44.127 mortes violentas intencionais, com taxa de 20,8 por 100 mil habitantes, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O Atlas da Violência do IPEA demonstra que essa violência é desigual — afeta sobretudo jovens negros, mulheres vulneráveis e populações periféricas. É assim que a dívida pública "aumenta" a criminalidade: ao concorrer para a degradação dos serviços públicos e aprofundar a exclusão estrutural, a trajetória insustentável do endividamento alimenta indiretamente o ciclo de brutalização social. A desigualdade potencializa a violência. A exclusão majora a violência. E a dívida, ao sufocar a qualidade do gasto, concorre para ambas.
 

A terceira consequência é a sucção da renda privada. A taxa de juros elevada — pressionada, entre outros fatores, pela trajetória da dívida — transfere renda do setor produtivo para o pagamento dos juros.
 

As famílias brasileiras atingiram recorde histórico de endividamento: 82% declararam possuir dívidas em agosto de 2026, segundo a CNC. Entre famílias de baixa renda, o índice chega a 84,9%. Esse endividamento tem causas múltiplas — estagnação da renda real, cultura de consumo, crédito informal, inflação de itens específicos —, mas a Selic em patamares estratosféricos. é, sem dúvida, um fator agravante. Juros altos encarecem o crédito, esmagam a propensão ao consumo e reprimem o investimento.
 

O resultado é um círculo perverso: dívida pública elevada pressiona juros para cima, juros altos sugam a renda de famílias já endividadas, o consumo trava, o investimento regride, o crescimento se limita. E é precisamente o crescimento econômico o vetor mais potente de inclusão social.
 

A inclusão não se faz por decreto — ela se constrói pelo dinamismo do mercado, pela simplificação burocrática, pela facilitação do empreendedorismo, pelo incentivo à atividade econômica que tira pessoas da marginalidade e lhes devolve protagonismo.
 

Segundo o Índice de Capital Humano do Banco Mundial, uma criança nascida no Brasil hoje alcançará apenas 55% do potencial produtivo que teria com educação completa e saúde plena. Cada real desperdiçado em ineficiência é um real que deixa de ir para uma escola que funciona, um posto de saúde que atende, um programa de qualificação que emprega.
 

A observação de Lara Resende merece ser levada a sério, mas também confrontada com a realidade brasileira específica. Sim, a dívida é ativo do setor privado. A dívida pública brasileira, ao invés de financiar desenvolvimento, estimula a corrupção e o desperdício. Dinheiro que poderia estar em escolas, hospitais e infraestrutura.
 

Há quem sustente que soberania monetária anula a restrição orçamentária e que o Estado pode gastar sem limite. A inflação e os juros reais brasileiros desmentem isso. Não se pode gastar infinitamente sem custos. A questão é material.
 

O caminho não é a austeridade seletiva que penaliza pobres enquanto preserva privilégios. O caminho é a responsabilidade fiscal articulada com justiça social. Cada real economizado em corrupção e ineficiência é um real que pode ir para uma escola que funciona, um hospital que atende, um programa de inclusão que efetivamente inclui.
 

Responsabilidade fiscal e justiça social não são inimigas. São complementos indispensáveis. Quando o Estado gasta bem, gasta menos e inclui mais. Quando o Estado gasta mal, gasta muito e exclui ainda mais. A dívida pública, em sua trajetória atual, é uma questão de dignidade humana. Cada real desperdiçado é uma vida que fica à margem. Cada ponto de juro que sobe é uma família que não consegue fechar a conta no fim do mês.
 

É matemática. E, sobretudo, é ética.

 

  • André Naves é Defensor Público Federal, escritor, doutor em Economia pela Princeton University, mestre em Economia Política pela PUC/SP e bacharel em Direito pela USP.

Pesquisa de médico potiguar sobre dor crônica é publicada na revista científica Nature Mental Health

 Estudo indica que a dor persistente deve ser considerada na avaliação de pacientes com suspeita de depressão resistente ao tratamento


Uma pesquisa liderada pelo médico potiguar Nilson Mendes sobre a relação entre dor crônica e depressão ganhou repercussão internacional após ser publicada na revista científica Nature Mental Health. O estudo da Universidade Potiguar (UnP), integrante da Inspirali, ecossistema da Ânima Educação que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil, tem chamado a atenção da comunidade médica ao propor uma mudança na forma como profissionais de saúde avaliam pacientes com suspeita de depressão resistente ao tratamento.

 

Os resultados indicam que, antes de concluir que os antidepressivos não estão surtindo o efeito esperado, é fundamental investigar uma condição frequentemente negligenciada: a presença de dor crônica, que pode estar contribuindo para a persistência dos sintomas.
 

Nilson Mendes é pesquisador e professor de Medicina da UnP/Inspirali. O trabalho reúne evidências de que a dor crônica e a depressão compartilham mecanismos biológicos e podem influenciar mutuamente a evolução clínica, o que reforça a necessidade de uma avaliação mais abrangente desses pacientes.
 

Atualmente, pessoas que continuam apresentando sintomas depressivos mesmo após o uso adequado de diferentes medicamentos podem receber o diagnóstico de depressão resistente ao tratamento. Para o pesquisador, que também é egresso da UnP, parte desses casos pode ter relação com a presença de dor crônica não identificada ou subavaliada.
 

“O principal ponto do nosso trabalho é mostrar que a dor crônica pode ser uma variável importante na avaliação de pacientes que não apresentam a resposta esperada ao tratamento antidepressivo. Antes de concluir que estamos diante de uma depressão resistente, precisamos ter certeza de que estamos avaliando o paciente de forma completa. A proposta não é substituir nem questionar o uso dos antidepressivos, mas ampliar a investigação clínica para identificar fatores que possam estar contribuindo para a persistência dos sintomas”, explica.
 

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Muito além da dor física
 

A pesquisa também ajuda a entender os impactos da dor persistente na vida de quem convive com essa condição. Pessoas que sofrem com dor crônica costumam dormir pior, reduzir a prática de atividades físicas, perder autonomia, diminuir a produtividade no trabalho, restringir o convívio social e abandonar atividades que antes proporcionavam prazer. Esse conjunto de fatores pode dificultar a recuperação da saúde mental.
 

Além dos impactos na rotina, existem circuitos cerebrais envolvidos tanto no processamento da dor quanto em funções relacionadas ao humor, à motivação, ao estresse e aos mecanismos de recompensa, o que favorece a compreensão da relação entre as duas condições. “Mesmo que o antidepressivo esteja atuando sobre parte dos sintomas depressivos, o paciente pode continuar exposto diariamente a uma condição dolorosa que interfere diretamente no seu funcionamento e na sua qualidade de vida”, comenta o docente da UnP/Inspirali.
 

Uma avaliação mais completa
 

O estudo propõe que perguntas sobre a presença de dor passem a integrar a rotina de avaliação de pacientes com suspeita de depressão resistente ao tratamento. Questões como onde a dor está localizada, há quanto tempo ela existe, se interfere no sono, limita as atividades do dia a dia ou se o humor piora nos períodos de maior intensidade podem fornecer informações relevantes para o planejamento terapêutico. “Antes de apenas trocar ou intensificar o tratamento antidepressivo, precisamos entender melhor por que aquele paciente continua apresentando sintomas”, frisa o pesquisador.
 

Entre as condições frequentemente associadas à dor persistente estão lombalgia crônica, fibromialgia, enxaqueca, dores neuropáticas, osteoartrite e outras doenças que comprometem a funcionalidade do paciente. “Mais importante do que o diagnóstico em si é compreender o impacto dessa dor na vida da pessoa. Quando ela compromete o sono, limita a mobilidade, impede o trabalho ou faz o paciente abandonar atividades importantes, pode exercer uma influência significativa sobre a saúde mental”, afirma.
 

Tratamento integrado
 

Outro ponto reforçado no material é a importância de uma abordagem multidisciplinar, envolvendo especialidades como psiquiatria, medicina da dor, neurologia, reumatologia, fisioterapia, psicologia e atenção primária. “O objetivo final não é tratar apenas uma doença. É devolver funcionalidade, autonomia e qualidade de vida ao paciente”, resume Nilson Mendes.

Segundo ele, a resposta ao tratamento deve ser avaliada não apenas pela redução dos sintomas depressivos ou da intensidade da dor, mas também pela capacidade de o paciente retomar sua rotina, voltar ao trabalho, conviver com familiares e amigos e recuperar autonomia.
 

Pacientes não devem interromper o tratamento
 

Apesar dos resultados, o pesquisador faz um alerta: pacientes em tratamento para depressão não devem interromper nem modificar o uso de antidepressivos por conta própria. “A presença de dor não significa que o tratamento esteja inadequado ou que o medicamento deva ser suspenso. O mais importante é conversar com o médico e relatar detalhadamente essa dor: onde ela ocorre, há quanto tempo existe, qual é sua intensidade e como interfere na vida cotidiana”, detalha.
 

Para Nilson, a principal mensagem do estudo é ampliar o olhar sobre pacientes com depressão de difícil controle. “Se você convive com depressão e também sente dor crônica, converse com seu médico. Essa informação pode ser essencial para uma avaliação mais completa e para a definição de uma estratégia terapêutica mais adequada”, conclui.
 

O artigo está disponível para leitura no link: https://www.nature.com/articles/s44220-026-00691-9