| Foto: Mariana Di Pietro |
Em seu primeiro discurso na volta do recesso parlamentar,
nessa quinta-feira (1º), o líder do Democratas no Senado, José Agripino,
criticou a falta de prioridade do governo federal com a saúde pública do país e
disse que o Congresso não pode se calar diante do descaso. Segundo Agripino,
não há mais como adiar a votação e aprovação dos 10% da receita bruta da União
para a saúde. “Não temos alternativa senão votar essa matéria que vai significar
transferência de recursos efetivos para o setor”, frisou.
O parlamentar potiguar citou a situação da saúde em Natal em
que o prefeito Carlos Eduardo decretou estado de calamidade pública. “É assim
de norte a sul no Brasil. Vi na televisão que em Macapá pacientes estão
deitados no chão dos hospitais ao invés de leitos. Cenas que os governantes não
podem esquecer”, frisou. Agripino criticou ainda a falta de atitude da
presidente Dilma Rousseff após as reivindicações que ocuparam as ruas do Brasil
em junho.
“Entre as manifestações das ruas e agora o que houve de
melhoria na saúde? Nada! Se a União não toma providências, cabe a nós tomarmos.
O Senado tem que cumprir sua obrigação e fazer aquilo que o cidadão quer que
façamos porque somos representantes da vontade do povo, sem demagogia, e sim
com espírito público”, ressaltou. “Saúde tem que ser prioridade no país”,
acrescentou.
O senador também fez um balanço dos compromissos assumidos e
não cumpridos pelo governo federal nos últimos meses. Entre eles estão os cinco
pactos anunciados pela chefe do Executivo após os protestos, como mais
investimentos para a educação, saúde e transporte público. “O Brasil
mais do que nunca precisa de uma estadista. Providências foram anunciadas sem
talento, sem brilho, sem consequência”, afirmou Agripino. “A visita do Papa
Francisco ao Brasil deixou claro um ensinamento que deve ser seguido por
qualquer governante: quem quer exercer liderança tem que abrir mão de
privilégios e se submeter às reais preocupações da sociedade”.
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