domingo, 25 de outubro de 2026

Fátima Bezerra entra para a história política do RN ao eleger seu sucessor

 

Desde a implantação da possibilidade de reeleição para cargos do Poder Executivo, em 1997, o Rio Grande do Norte registra uma trajetória marcada pela dificuldade dos governadores em garantir a continuidade de seus grupos políticos no comando do Estado.

Ao longo das últimas décadas, diferentes gestores conseguiram conquistar um segundo mandato nas urnas, mas não tiveram o mesmo êxito na hora de eleger seus sucessores.

O primeiro exemplo foi o de Garibaldi Alves Filho, reeleito em 1998. Ao concluir seu segundo mandato, em 2002, apoiou o então vice-governador Fernando Freire, que disputou o Governo do Estado, mas acabou derrotado por Wilma de Faria.

Quatro anos depois, em 2006, Wilma voltou a vencer nas urnas e conquistou a reeleição, derrotando novamente Garibaldi Alves Filho. Entretanto, em 2010, não conseguiu transferir sua força política para o vice-governador Iberê Ferreira de Souza, que havia assumido o Governo e disputava a continuidade do projeto. Iberê foi derrotado por Rosalba Ciarlini, ainda no primeiro turno.

O mesmo cenário se repetiu nas eleições seguintes. Robinson Faria, eleito em 2014, tentou a reeleição em 2018, mas foi derrotado por Fátima Bezerra, que assumiu o Governo do Estado em janeiro de 2019.

Em 2022, Fátima conseguiu um feito importante ao conquistar a reeleição, tornando-se a segunda governadora do RN a alcançar dois mandatos consecutivos desde a implantação da regra.

Agora, em 2026, a história ganha um novo capítulo. Fátima Bezerra entra definitivamente para a história política do Rio Grande do Norte ao conseguir eleger seu sucessor, Cadu Xavier, quebrando uma sequência de derrotas dos grupos políticos que tentaram manter a continuidade administrativa após oito anos de governo.

Diferentemente de seus antecessores, que não conseguiram transformar a aprovação ou a força política de suas gestões em votos suficientes para eleger um sucessor, Fátima conseguiu fazer essa transferência política.

O resultado representa não apenas uma vitória eleitoral do PT, mas também um marco na história das disputas pelo Governo do Rio Grande do Norte: pela primeira vez, desde a implantação da reeleição, um governador que conquistou dois mandatos consecutivos consegue eleger o nome apoiado por seu grupo político para dar continuidade à gestão estadual.

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