O chefe de gabinete da deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) foi preso na quarta-feira (28), durante uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro que investiga uma organização criminosa suspeita de produzir e compartilhar vídeos de exploração sexual de crianças e adolescentes.
O assessor, Carlos Alberto Lúcio Bittencourt Filho, de 45 anos, trabalhava com a parlamentar desde 2019. Após tomar conhecimento da operação, Talíria determinou seu afastamento e anunciou a exoneração do servidor, enquanto os fatos são esclarecidos.
Carlos recebia salário mensal de R$ 18,2 mil e, entre suas atribuições, estava a representação da deputada em reuniões da bancada do PSOL na Câmara dos Deputados. Além dele, também foi preso o terceiro-sargento da Polícia Militar Maurício Douglas Souza das Chagas Moura, de 35 anos.
A operação, batizada de NXIVM, cumpriu oito mandados de prisão. As investigações começaram em julho deste ano, após a prisão de outro assessor ligado ao PSOL, Matheus Rodrigues Gonçalves, que trabalhava no gabinete do vereador Professor Túlio, em Niterói. Ele é acusado de estuprar uma adolescente de 16 anos.
Durante a apuração desse caso, os investigadores encontraram vídeos de exploração sexual no celular da adolescente. A partir do material, a Polícia Civil chegou a outros suspeitos e identificou a possível atuação do grupo criminoso.
Em nota, Talíria Petrone afirmou ter sido surpreendida pela operação e declarou que tomou providências assim que recebeu as informações.
“Minha vida é e sempre foi pautada pela defesa intransigente das mulheres e de seus direitos. Expresso minha total solidariedade à vítima e à sua família”, afirmou a deputada.
A parlamentar também informou que determinou a exoneração do assessor citado no processo enquanto aguarda o esclarecimento dos fatos.
Até o momento, as investigações seguem em andamento.

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