O número de pessoas em situação de rua no Brasil segue em alta. Segundo levantamento do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua (UFMG), o total passou de 327.925 em dezembro de 2024 para 365.822 no fim de 2025. Os dados são do Cadastro Único (CadÚnico).
Após queda durante o início da pandemia (2020–2021), o número voltou a crescer em 2022 e segue aumentando desde então. A maioria dessa população está no Sudeste (61%), com destaque para São Paulo, que concentra mais de 150 mil pessoas. O Nordeste aparece em seguida, e o Amapá tem o menor número.
Pesquisadores apontam como causas principais o fortalecimento do CadÚnico, a falta de políticas públicas estruturantes (moradia, trabalho e educação), a precarização das condições de vida pós-pandemia e as emergências climáticas. Representantes do movimento da população em situação de rua destacam ainda a persistência da fome, o alto custo de medicamentos e as dificuldades de inserção no mercado de trabalho, agravadas pelo avanço tecnológico.
O governo de São Paulo informou investimentos de R$ 633 milhões em ações sociais, incluindo programas de alimentação e acolhimento terapêutico. O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania ainda não se manifestou sobre o levantamento.
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