sábado, 29 de novembro de 2025

Vereador Jean Carllo reforça alerta sobre falta de transparência e influência de equipe externa na gestão municipal

 Presidente da Câmara afirma que fiscalização é dever constitucional e que não aceitará práticas que limitem o acesso às informações públicas

Durante a última sessão da Câmara Municipal, o presidente do Legislativo, vereador Jean Carllo Dantas, fez um pronunciamento firme sobre a condução administrativa adotada pelo Executivo desde o início do atual mandato. Segundo ele, a transparência — princípio essencial da gestão pública — tem sido comprometida pela presença de uma equipe externa que passou a ocupar funções estratégicas no município após as eleições.

Jean Carllo relembrou que foi eleito pelo mesmo partido do atual prefeito e que ambos trabalharam juntos durante todo o processo eleitoral, acreditando em um projeto administrativo sério, organizado e comprometido com o interesse público. No entanto, segundo o vereador, a primeira surpresa veio logo após o resultado das urnas: a formação de uma equipe de transição composta por pessoas de fora, desconhecidas pela população e sem qualquer diálogo institucional com a cidade.

De acordo com o vereador, o prefeito justificou a decisão afirmando que não desejava profissionais locais na equipe de transição para evitar conflitos com a gestão anterior. “Desde o início alertei, de forma leal e responsável, que aquela condução poderia gerar prejuízos à futura administração, principalmente porque nenhum dos secretários que assumiria as pastas participou da transição”, destacou.

Equipes externas e decisões centralizadas

Para Jean Carllo, os primeiros dias de governo comprovaram as preocupações levantadas. A mesma equipe que conduziu a transição passou a assumir postos-chave no município, como jurídico, contabilidade, finanças, compras, licitações, recursos humanos e outros setores estratégicos. “Quem conduziu a transição passou a conduzir a administração inteira. Isso é um fato”, afirmou.

O vereador também criticou o decreto que limitou a validade das licitações realizadas pela gestão anterior a apenas 90 dias. No período, segundo ele, seria natural a preparação de novos processos licitatórios, mas isso não aconteceu. Em vez disso, o que se viu foi um grande número de adesões a atas de outros municípios, contratações emergenciais e processos de inexigibilidade, alguns deles, segundo o parlamentar, com possíveis vínculos com a equipe externa.

Falta de transparência preocupa Legislativo

Outro ponto destacado foi a dificuldade enfrentada pela Câmara para obter informações oficiais. Jean Carllo afirmou que pedidos formais encaminhados pelo Legislativo não têm sido respondidos, o que, segundo ele, impede a fiscalização legítima, assegurada pela Constituição.

Não se trata de briga política ou disputa por espaço. Trata-se da defesa da nossa cidade, do dinheiro do contribuinte e do respeito aos princípios básicos da administração pública: transparência e legalidade”, ressaltou.

O presidente da Câmara reforçou ainda que não aceitará práticas que afastem a sociedade das decisões administrativas ou que concentrem poder em um grupo que, segundo ele, desconhece a realidade do município. “A população espera que façamos nosso papel, e é isso que vamos fazer com absoluta responsabilidade.”

Câmara aberta ao diálogo, mas não à omissão

Jean Carllo afirmou que o Legislativo permanece aberto ao diálogo, ao esclarecimento e à cooperação institucional, mas destacou que jamais aceitará a omissão diante de irregularidades ou falta de informações.

Lagoa Nova merece uma gestão que respeite as pessoas, que valorize os profissionais da terra, que planeje suas ações e que responda aos questionamentos feitos em nome da população. Caso contrário, não haveria motivo para termos sido eleitos”, concluiu.

Ao finalizar, o presidente do Legislativo pediu serenidade, união e confiança no trabalho da Câmara Municipal, garantindo que seguirá firme e comprometido com a verdade e com o interesse público.

Nenhum comentário :

Postar um comentário