Além de não mudar o cenário na maioria dos reservatórios do Estado,
as chuvas que caíram no Rio Grande do Norte também não conseguiram
trazer alento para nove municípios que estão em colapso no abastecimento
d’água fornecido pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do
Norte (Caern). Além disso, 159 municípios potiguares estão em estado de
emergência. E a previsão não é animadora. Segundo a Semarh, nos próximos
meses, outros municípios devem entrar em colapso no abastecimento.
Açude de Pau dos Ferros está com apenas 11% de sua capacidade total. Cidades do Oeste são as mais afetadas pela estiagem
Na
região do Alto Oeste, que faz parte da regional Pau dos Ferros da
Caern, os municípios em colapso são: João Dias, Pilões, São Francisco do
Oeste, Luís Gomes, Antônio Martins, Venha Ver, Francisco Dantas e
Paraná. No Seridó, administrada pela regional Caicó, o município de
Carnaúbas dos Dantas vive a situação de colapso.
De acordo com o meteorologista da Emparn, Gilmar Bristot, o ciclo de
chuvas na região semiárida potiguar praticamente foi encerrado. “A
previsão era de chuvas até maio. As precipitações foram dentro que
estava previsto, ou seja, foram normais. A partir de agora, as chuvas
vão se concentrar no litoral”, revelou. As previsões para região foram
reveladas em fevereiro passado. Naquele mês, Bristot apontou as análises
presentadas na III Reunião de Análise e Previsão Climática para o Norte
do Nordeste do Brasil.
Um mês após o anúncio das previsões, o
Governo do Estado emitiu o sexto decreto reconhecendo situação de
emergência em 159 dos 167 municípios do Rio Grande do Norte. Para
assinar o decreto de nº 24.209 datado do dia 15 de março, a governadora
Rosalba Ciarlini levou em conta o fato de que os principais
reservatórios de água, à época, estavam com 25% a 30% de sua capacidade
hídrica de armazenamento.
Atualmente, apenas oito municípios do
Estado não estão em situação de emergência: Extremoz, Goianinha, Macau,
Maxaranguape, Natal, Parnamirim, Rio do Fogo e São Gonçalo do Amarante. A
Caern revelou também que, neste mês, três municípios saíram da situação
de colapso: Ipueira, São José do Seridó e Equador.
Para Joana
D’arc, da Semarh, diante das previsões reveladas pela Emparn e nível de
abastecimento dos reservatórios, os próximos meses podem ser
preocupantes. “A não ser que ocorra um cataclismo, o cenário vai ser de
mais cidades entrando em colapso no abastecimento e a necessidade de
usar carros-pipa e outras alternativas para o abastecimento”, afirma.
Armando Ribeiro
O
maior reservatório de água do Nordeste, a barragem Armando Ribeiro
Gonçalves, localizada em Assu, foi o manancial que mais recebeu água nos
últimos meses. O cenário atual é de 1.073.240.000 metros cúbicos, que
representa 44,72% da capacidade total – 2.400.000.000 metros cúbicos. No
dia 3 de abril, a capacidade no local era de 34,47%
Segundo
Joana Dar’c, o acúmulo de água no reservatório deve-se às chuvas que
ocorreram na cabeceira do rio Piranhas-Açu, na Paraíba. “Felizmente
choveu no interior da Paraíba e a água desceu para a barragem”, diz.
Colapso
Cidades em colapso no abastecimento d’água
João Dias: Poços
Pilões
São Francisco do Oeste
Luís Gomes
Antônio Martins
Venha Ver
Francisco Dantas
Paraná
Carnaúbas dos Dantas
Além destas, mais 159 municípios estão em estado de emergência devido à estiagem.
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