segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Professores da rede estadual de ensino iniciam greve no RN



Decisão de greve foi confirmada em assembleia nesta segunda-feira (12).
Professores reclamam de falta de investimentos nas escolas.


Escola Estadual Angelita Félix Bezerra

Os professores da rede estadual de ensino do Rio Grande do Norte entraram em grave nesta segunda-feira (12) por tempo indeterminado. A decisão foi confirmada em assembleia realizada nesta segunda na Escola Estadual Winston Churchill, em Natal. As aulas estão suspensas a partir de hoje.
Em entrevista ao Bom Dia RN desta segunda, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte/RN), Fátima Cardoso, informou que uma das razões da greve é a falta de investimentos nas escolas. “Nós temos 306 escolas pesquisadas e 94% estão com comprometimento. Isso significa dizer que o governo do estado não vem investindo nas escolas”, disse. Além disso, a presidente do Sinte afirmou que o déficit da rede estadual de ensino é de 1.500 professores e que o Governo não investe os 25% do orçamento na área de Educação, conforme determina a lei, há pelo menos dois anos.
A presidente do Sinte alega que o estado vem descumprindo uma determinação do Superior Tribunal Federal para que as horas extras dos professores sejam pagas. “O estado vem descumprindo essa decisão e nós, inclusive, nós já pedimos o bloqueio dos recursos do governo  estamos aguardando o posicionamento da Justiça”, disse.
Em nota, a Secretaria Estadual de Educação afirmou que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação não tem motivos para deflagrar uma paralisação da categoria e "tenta emplacar uma greve política, buscando envolver os professores da rede estadual na defesa das cessões irregulares de servidores para a entidade". A nota afirma ainda que por recomendação do Ministério Público, a Secretaria de Educação convocou de volta para as salas de aula 36 servidores cedidos ao sindicato. "Como eles não se apresentaram, processos por abandono de cargo estão sendo abertos e suas faltas foram descontadas do salário. Embora o sindicato acuse o Estado de perseguição, o fato é que a secretária da Educação, professora Betania Ramalho, precisava cumprir a recomendação da promotoria, sob risco de sofrer sanções por improbidade administrativa.", informou a secretaria.
A nota diz ainda que a atual gestão já convocou, desde 2011, 3.723 professores aprovados no concurso da Educação e que a secretaria tem uma política de reestruturação da Educação Estadual que vem realizando a compra de equipamentos e a recuperação das escolas.

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