sábado, 18 de abril de 2026

Reintegração de posse marca um capítulo doloroso na luta da comunidade quilombola de Macambira


A manhã da sexta-feira, 12 de abril de 2013, ficou marcada como um dos momentos mais difíceis na história recente da comunidade remanescente quilombola de Macambira, localizada entre os municípios de Lagoa Nova e Bodó. Por volta das 8h, várias viaturas da Polícia Militar chegaram à área para cumprir uma ordem de reintegração de posse que atingia cerca de 500 hectares de terra, até então ocupados por aproximadamente 260 famílias.

A área, utilizada há anos para o cultivo de milho, feijão e mandioca, garantia o sustento das famílias quilombolas. No entanto, de acordo com o mandado judicial expedido pela Justiça da comarca de Santana do Matos — à qual o município de Bodó é subordinado — os agricultores não teriam sequer o direito de colher o que haviam plantado com esforço.

O território em disputa faz parte de uma área maior, de cerca de 3 mil hectares, historicamente reivindicada pelos remanescentes quilombolas da Macambira. Desde 1997, as famílias vinham desenvolvendo atividades agrícolas no local, transformando uma realidade antes marcada pela extrema pobreza.

“Se essa situação não for revertida, estaremos regredindo 16 anos na nossa história”, relatou, à época, um morador da comunidade, evidenciando o impacto social da decisão.

Durante todo esse período de luta e mobilização, o Portal Lagoa Nova Destaque esteve acompanhando de perto cada passo da luta dos quilombolas da Macambira, dando visibilidade às dificuldades enfrentadas pelas famílias e reforçando a importância do debate sobre os direitos das comunidades tradicionais.

Após meses de resistência, o desfecho veio no dia 3 de abril de 2014. Quase um ano depois da primeira ação, foi efetivada a reintegração de posse, em cumprimento à determinação da 9ª Vara Federal de Caicó.

O episódio evidenciou a fragilidade enfrentada por comunidades tradicionais na luta pelo reconhecimento e garantia de seus territórios, além de reforçar o debate sobre direitos históricos e justiça social no interior do Rio Grande do Norte.

A manhã da sexta-feira, 12 de abril de 2013, ficou marcada como um dos momentos mais difíceis na história recente da comunidade remanescente quilombola de Macambira, localizada entre os municípios de Lagoa Nova e Bodó. Por volta das 8h, várias viaturas da Polícia Militar chegaram à área para cumprir uma ordem de reintegração de posse que atingia cerca de 500 hectares de terra, até então ocupados por aproximadamente 260 famílias.

A área, utilizada há anos para o cultivo de milho, feijão e mandioca, garantia o sustento das famílias quilombolas. No entanto, de acordo com o mandado judicial expedido pela Justiça da comarca de Santana do Matos — à qual o município de Bodó é subordinado — os agricultores não teriam sequer o direito de colher o que haviam plantado com esforço.

O território em disputa faz parte de uma área maior, de cerca de 3 mil hectares, historicamente reivindicada pelos remanescentes quilombolas da Macambira. Desde 1997, as famílias vinham desenvolvendo atividades agrícolas no local, transformando uma realidade antes marcada pela extrema pobreza.

“Se essa situação não for revertida, estaremos regredindo 16 anos na nossa história”, relatou, à época, um morador da comunidade, evidenciando o impacto social da decisão.

Durante todo esse período de luta e mobilização, o Portal Lagoa Nova Destaque esteve acompanhando de perto cada passo da luta dos quilombolas da Macambira, dando visibilidade às dificuldades enfrentadas pelas famílias e reforçando a importância do debate sobre os direitos das comunidades tradicionais.

Após meses de resistência, o desfecho veio no dia 3 de abril de 2014. Quase um ano depois da primeira ação, foi efetivada a reintegração de posse, em cumprimento à determinação da 9ª Vara Federal de Caicó.

O episódio evidenciou a fragilidade enfrentada por comunidades tradicionais na luta pelo reconhecimento e garantia de seus territórios, além de reforçar o debate sobre direitos históricos e justiça social no interior do Rio Grande do Norte.

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