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| Foto: Sidys TV Canal 4 |
Fundada em 2021 com o objetivo de fortalecer a atuação dos garimpeiros e ampliar as oportunidades no setor mineral, a Cooperativa Mineral Potiguar segue avançando no processo de organização legal e estrutural para iniciar suas atividades de forma totalmente regularizada.
Atualmente, a cooperativa conta com 24 cooperados e trabalha para garantir que todos possam atuar em áreas devidamente legalizadas, assegurando segurança jurídica e melhores condições de trabalho para os profissionais do segmento mineral.
De acordo com Sérvulo Dantas, representante da cooperativa, embora a entidade ainda não esteja em pleno funcionamento, o foco é estruturar um modelo organizado, transparente e dentro da legalidade.
“Estamos nos preparando para inserir os cooperados nas áreas legalizadas para que possam usufruir desse trabalho de maneira correta. A cooperativa está aberta ao diálogo, e todos podem procurar informações diretamente conosco”, destacou.
Segundo ele, a regularização ambiental é uma das etapas mais desafiadoras do processo, podendo levar pelo menos 12 meses até a liberação completa das atividades.
“A nossa ideia é funcionar apenas quando estiver tudo 100% legalizado. Não queremos criar expectativas irreais de que amanhã ou no próximo mês tudo estará funcionando. O processo é burocrático e exige responsabilidade”, explicou Sérvulo.
Além da organização documental, a cooperativa também pretende promover maior integração entre os trabalhadores do setor e a comunidade. Um dos projetos anunciados é a realização de uma feira de encontro na BR-226, com o objetivo de aproximar garimpeiros, investidores e a população regional para discutir o funcionamento do setor mineral dentro de um conjunto legal e sustentável.
“A ideia é trazer benefícios para a comunidade, geração de emprego, arrecadação de impostos e desenvolvimento para a cidade”, ressaltou.
Sérvulo também destacou o potencial mineral do Rio Grande do Norte, especialmente na exploração de tantalita, além de outros minerais como scheelita, água-marinha e quartzo. Segundo ele, estudos apontam uma grande capacidade produtiva no estado.
“O Rio Grande do Norte tem potencial para ultrapassar 200 toneladas de tantalita, além de outros minerais. Existe um potencial muito grande, baseado em estudos e também na vivência de quem conhece a realidade do setor”, afirmou.
A expectativa da cooperativa é que, com a conclusão do processo de regularização, a atividade mineral possa se fortalecer de maneira organizada, sustentável e trazendo impactos positivos para a economia regional.
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