Um dos maiores desafios no Brasil quando se fala em demência é a falta de diagnóstico. Dados do Relatório Nacional de Demências (Renade), divulgados em 2024 pelo Ministério da Saúde, apontam que cerca de 80% dos casos de demência no país não são diagnosticados.
Uma pesquisa do instituto Datafolha, encomendada pela farmacêutica Eli Lilly e divulgada nesta segunda-feira (9), mostra que o Alzheimer é a segunda doença que os brasileiros mais temem que atinja alguém próximo, ficando atrás apenas do câncer.
De acordo com o levantamento, 75% dos entrevistados citaram o câncer como maior preocupação, enquanto 13% apontaram o Alzheimer, seguido por Aids (9%) e Parkinson (1%). A pesquisa ouviu 2.002 pessoas com mais de 16 anos em todo o Brasil.
Outro dado que chama atenção é que 4 em cada 10 brasileiros afirmam conhecer alguém com Alzheimer, reflexo do envelhecimento da população e do aumento dos diagnósticos da doença.
Especialistas alertam que o medo e o desconhecimento ainda dificultam a busca por diagnóstico precoce. Muitas pessoas acreditam que a perda de memória é algo natural do envelhecimento, o que não é verdade. Mudanças cognitivas, como dificuldades de memória, comunicação ou realização de tarefas do dia a dia, devem sempre ser investigadas.
Apesar de não ter cura, o Alzheimer possui tratamento, e quanto mais cedo ele começa, melhores são os resultados. Com acompanhamento médico, medicação, atividade física e estímulos cognitivos, muitos pacientes conseguem manter autonomia e qualidade de vida por vários anos.
Fonte: Folha Press
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