domingo, 8 de março de 2026

Brasil é pior país da América Latina em presença de mulheres na política, indica ONU


Mesmo após décadas de lutas e conquistas, as mulheres ainda não possuem os mesmos direitos legais que os homens em grande parte do mundo. Um relatório da ONU Mulheres revela que, em 2026, as mulheres têm apenas 64% dos direitos legais garantidos aos homens, o que as deixa mais expostas à discriminação e à violência.

Os dados mostram situações alarmantes:
▪ Mais da metade dos países ainda não reconhecem o estupro como crime.
▪ Em quase 3 de cada 4 nações, meninas podem ser obrigadas a se casar pela legislação.
▪ Em 44% dos países, a lei não garante salário igual para homens e mulheres na mesma função.

A desigualdade também se reflete na política. Segundo a ONU, o Brasil ocupa a 133ª posição mundial em presença feminina na política, sendo o pior da América Latina nesse indicador. A baixa participação feminina nos espaços de poder faz com que muitos problemas que afetam as mulheres sequer sejam considerados nas decisões públicas.

Especialistas alertam que a desigualdade de gênero é estrutural e exige mudanças profundas, como reformas legais, fortalecimento dos sistemas de justiça e maior participação das mulheres na política e nas decisões da sociedade.

Apesar dos desafios, há avanços: 87% dos países já possuem leis contra a violência doméstica, e mais de 40 nações ampliaram proteções constitucionais para mulheres e meninas na última década.

A luta pela igualdade continua, e garantir direitos às mulheres significa fortalecer a democracia e construir uma sociedade mais justa para todos.

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