Estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) articulam um abaixo-assinado que pede a expulsão do professor Tassos Lycurgo, do Departamento de Artes (Deart). O movimento acusa o docente de praticar condutas consideradas “racistas, transfóbicas e intolerantes”, com base em conteúdos publicados por ele em plataformas digitais.
A mobilização é impulsionada por grupos estudantis e militantes que divulgaram o abaixo-assinado acompanhando uma nota pública. No texto, os organizadores afirmam que Tassos, que também atua como pastor e influenciador de direita, utiliza sua visibilidade e o vínculo com uma instituição pública para difundir desinformação e discurso de ódio.
Eles destacam falas nas quais o professor nega a existência do racismo estrutural, critica movimentos identitários classificando-os como “negrismo”, compara pessoas trans a indivíduos que se identificam como animais e associa práticas como o veganismo ao satanismo.
Tassos Lycurgo rebateu as acusações por meio das redes sociais. Em sua manifestação, afirmou que a iniciativa seria uma ação coordenada por “militantes comunistas” e por grupos nacionais com interesses políticos. Ele argumenta que está sendo alvo de tentativa de silenciamento por expressar opiniões divergentes e diz que o campus não deve se transformar em um “laboratório ideológico”.
Segundo o professor, uma “universidade saudável” deve valorizar o debate, preservar a pluralidade e evitar qualquer forma de cancelamento. Ele defende que divergências políticas não podem fundamentar pedidos de expulsão ou punições administrativas.
Até o momento, a UFRN não divulgou posicionamento oficial sobre o caso. Enquanto isso, o abaixo-assinado continua circulando, ampliando o debate sobre liberdade de expressão, responsabilidade docente e os limites da convivência democrática dentro da universidade pública.
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