A morte prematura de André Donaldson Pegado Mendes, aluno do Bacharelado de Ciências e Tecnologia (BCT) da Escola de Ciências e Tecnologia (ECT) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), na madrugada deste sábado, 24, surpreendeu a comunidade acadêmica da instituição.
Familiares, colegas, professores, dirigentes da Escola e gestores da
UFRN acompanharam, consternados, o sepultamento de André Pegado, no
Cemitério de Nova Descoberta, ao final da manhã do mesmo sábado.
Filho único, André Pegado foi vítima de meningococcemia, que é a
forma mais grave de infecção pela Neisseria meningitides (meningococo).
A direção da Escola tomou conhecimento da hospitalização
do aluno na UTI do hospital ainda na sexta-feira, 23, à tarde, ocasião
em que não havia diagnóstico definitivo a respeito. Juntamente com a
reitoria da UFRN, passou a acompanhar o estado de saúde do aluno.
Procedimentos
A respeito da transmissão do meningococo, a Reitoria da UFRN e a
direção da ECT consultaram o médico-infectologista e professor Kleber
Luz, do Departamento de Infectologia da UFRN.
Kleber Luz esclareceu que é necessário um contato muito próximo e prolongado, como compartilhar
ambientes fechados (dormitórios), por várias horas seguidas. Outra
forma de transmissão é o compartilhamento de copos e talheres, assim
como contatos interpessoais íntimos (beijo).
De acordo com o médico, a recomendação da utilização de medicamentos
para evitar o surgimento da doença (quimioprofilaxia) deve ser restrita
aos familiares e parceiros sexuais.
O infectologista orienta que não é recomendável o procedimento
profilático às pessoas que trabalham em um mesmo ambiente e/ou estudam
em uma mesma sala de aula.
Ele alerta que o uso de medicamentos profiláticos em tais
grupos ao invés de proteger pode interferir na flora bacteriana normal e
favorecer a chegada de um germe agressivo.
O professor Kleber Luz esclarece que por ser exclusivo
de seres humanos esse tipo de germe é incapaz de sobreviver em
superfícies inanimadas, como carteiras, cadeiras, bebedouros, aparelhos
de ar condicionado, livros, mochilas, trinco de portas.
Portanto, “não precisa adotar medidas de desinfecção em ambientes
físicos frequentados por pessoas portadoras da bactéria meningococo”,
tranquiliza o professor.
Segundo o infectologista Kleber Luz, um caso, como o do aluno
Donaldson Mendes, está dentro das expectativas de ocorrência e não se
trata de um surto da doença.
Ainda a respeito da doença, na manhã deste sábado, 24, a Coordenadoria de Promoção
à Saúde, por meio da Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica, da
Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP/RN), divulgou Nota
Informativa.
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