quarta-feira, 21 de maio de 2014

USP de São Carlos desenvolve caneta que evita fraudes

Foram necessárias quatro assinaturas de uma pessoa para treinar o sistema, que obteve valores de acerto superiores a 90% na identificação

SÃO PAULO – O som emitido pela caneta em contato com o papel ou qualquer superfície rígida, durante a assinatura, pode ser uma nova técnica de autenticação biométrica e pode evitar fraudes, segundo um projeto desenvolvido no IFSC (Instituto de Física de São Carlos), da USP.

O sistema, que adota inteligência artificial, pode ser utilizado por instituições bancárias e cartórios. O autor da pesquisa e tecnólogo em informática, João Paulo Lemos Escola, utilizou uma caneta esferográfica comum, com um simples microfone acoplado para capturar o ruído ao escrever a assinatura.

O ruído, então, é transferido para o computador e armazenado em um arquivo de áudio WAV. A diferenciação de usuários é feita por meio de um software desenvolvido pelo pesquisador aplicando uma rede neural artificial, também criada pelo autor.

Nos resultados da pesquisa, foram necessárias quatro assinaturas de uma pessoa para “treinar” o sistema, que obteve valores de acerto superiores a 90% na identificação.

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