Existe um
homem que se esmera no comprimento do dever para dar bom exemplo:
Que fica humilde, quando poderia
se exaltar.
Que chora à distancia, a fim de
não ser observado. Que com o coração dilacerado se embrutece para se impor como
um juiz inflexível.
Que na ausência usam-no como
temor para evitar uma ação menos correta.
Que quase sempre é chamado de
desatualizado.
Que apenas fisicamente passa o
dia distante, na luta, por um futuro melhor.
Que ao fim da jornada avidamente
regressa ao lar para levar muito carinho e, às vezes, pouco receber. Que está
sempre pronto a ofertar uma palavra orientadora ou relatar uma atitude
benfazeja que possa ser imitada.
Que muitas vezes passa noites mal
dormidas a decifrar os segredos da vida, quando extenuado, ainda consegue
energias para distribuir energias. Que é tão humano e sensível, por isso,
normalmente, sente a ausência do afeto que lhe é dado raramente e de forma
pouco comunicativa.
Que vibra, se emociona e se
orgulha pelos feitos daqueles que tanto ama. Esse homem, geralmente, se
agiganta e passa a ser o valor inexorável quando deixa de existir para sempre.
Nunca perca, pois, a oportunidade de devotar muito carinho e amizade àquele que
é seu melhor amigo: SEU PAI.
Um
forte abraço: JOÃO MARIA ASSUNÇÃO.
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