Circula nas redes sociais
informação de que empresa teria ganho o direito de continuar a operar a partir
de 1º de agosto
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| Carro com marca da TelexFree na cidade Lucas do Rio Verde no estado do Mato Grosso |
A TelexFree
negou, nesta segunda-feira, por meio de seu advogado, que foi autorizada pela
Justiça a retomar suas atividades a partir de agosto. A afirmação foi dada ao
site de VEJA depois que rumores começaram a circular na internet sobre a
possível retomada da operação da empresa. “A TelexFree está cumprindo
determinações judiciais que lhe são cabíveis e não houve nenhuma decisão neste
sentido, de liberar a operação”, disse o advogado que cuida dos interesses da
empresa no Acre, Alexandre Teixeira Rodrigues.
A TelexFree
teve os bens bloqueados por decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Acre
após investigações apontarem para indícios
do crime de pirâmide financeira.
O juiz Lois Carlos Arruda, da 3ª Vara Cível do Acre, que assumiu o caso nesta
segunda-feira em substituição à juíza Thaís Borges, em férias, não foi
encontrado para comentar o caso.
No sábado, a
companhia investigada por formação de pirâmide financeira, cujos bens foram
bloqueados pela Justiça em junho, divulgou um comunicado afirmando que sua
atuação é "economicamente viável".
Segundo a
empresa, seus advogados ofereceram garantias de 660 milhões de reais para que a
Justiça do Acre desbloqueie os bens dos sócios. "A TelexFree está se
defendendo de forma vigorosa perante o Poder Judiciário do Acre e confia
plenamente na Justiça Brasileira que certamente reparará uma das decisões judiciais
mais danosas da história do empreendedorismo brasileiro", diz o
comunicado.
Contudo, a
promotora do departamento de Defesa do Consumidor do Ministério Público do
Acre, Alessandra Garcia Marques, que acompanha o caso, disse ao site de VEJA
que “não há a menor chance de a Justiça do estado aceitar a proposta”.
Leia
também: TelexFree:
como o caso traumatizou uma cidade
Pirâmide - O crime de pirâmide financeira se confunde,
muitas vezes, com o modelo de marketing multinível, pois ambos trabalham com o
conceito de agregar associados à rede de vendas. A diferença entre eles é que
no segundo, legal, a remuneração dos associados e vendedores é atrelada ao
volume de vendas, e não ao número de associados novos angariados. O modelo de
pirâmide é insustentável no longo prazo porque a base de potenciais associados
fica, com o tempo, mais estreita - e a receita da companhia com a venda dos
produtos não consegue ser suficiente para remunerar as comissões de todos os
associados.
Além da
TelexFree, a BBom também teve seus bens congelados durante a investigação. No
caso da primeira, era comercializado um sistema de telefonia via internet, o
VOIP (Voice Over Internet Protocol). Já na segunda, a inserção de novos
integrantes na rede era feita sob a alegação de que eles seriam parceiros em um
comércio de rastreadores, que, segundo a investigação, era um negócio de
fachada. Nem mesmo os rastreadores eram homologados junto à Agência Nacional de
Telecomunicações (Anatel).
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