Conjunto de cidades solicitou a
contratação de 15.460 médicos para atuar em suas unidades básicas; Entre
brasileiros e estrangeiros, 18.450 médicos se inscreveram no programa
O programa Mais Médicos para o
Brasil encerrou, à meia-noite desta quinta-feira (25), seu primeiro mês de
inscrições com a adesão de 3.511 municípios, que equivalem a 63% do total de
prefeituras no Brasil e a 92% das consideradas prioritárias para o programa.
Juntas, estas cidades apresentaram demanda e capacidade para terem 15.460
médicos atuando na atenção básica. O segundo mês de adesão terá início no dia
15 de agosto.
Entre os municípios inscritos, 92%
já acessaram recursos federais para melhorar a infraestrutura das suas unidades
básicas de saúde e 90% participam de ações do Ministério da Saúde para melhorar
a qualidade do atendimento prestado.
O ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, agradeceu a forte mobilização de estados e municípios, em especial
daqueles situados em áreas prioritárias. “Chamo a atenção para o fato de que
nenhuma região teve índice de adesão menor do que 55%. Em especial, destaco o
bom resultado do Norte do país: o Amazonas chegou a 97% e o Amapá a 94% de
adesão. Com esse mapeamento, teremos mais clareza do esforço que teremos que
fazer para atender à população onde faltam médicos no Brasil”, declarou o
ministro.
Padilha destacou ainda o aumento
da demanda por médicos no país do início do ano para cá. “Não só faltam médicos
na atenção básica como cresceu a demanda. Pela chamada do Provab, realizada no
início do ano, tínhamos 9 mil vagas. Em 15 dias de inscrições no programa, os
municípios mostram que há mais de 15 mil vagas. Ou seja, os dados da adesão
mostram que faltam médicos no Brasil e que a carência desses profissionais
aumentou desde o início do ano”.
A região Norte teve a maior
participação de seus municípios (73%), seguida de Sul (68%), Nordeste (66%),
Centro-Oeste (60%) e Sudeste (55%). Entre os estados, destacam-se o Amazonas
(97%), Amapá (94%), Acre (86%), Rondônia (85%), Ceará (82%), Roraima (80%),
Bahia (76%), Piauí (74%), Pará (73%), Paraná (72%) e Espírito Santo (71%).
O secretário de Gestão do Trabalho
e da Educação na Saúde (Segets), Mozart Sales, elogiou o resultado do primeiro
mês de seleção do Mais Médicos. “Estamos muito satisfeitos com o andamento do
processo. O resultado demonstrou que nossa análise estava correta, porque a
adesão dos municípios prioritários foi extremamente significativa”, afirmou.
Todos os profissionais serão
avaliados e supervisionados por universidades federais. Nesta primeira etapa,
41 instituições, de todas as regiões do País, se inscreveram no Mais Médicos.
MÉDICOS - Desde o lançamento do
edital, em nove de julho, 18.450 médicos se inscreveram no programa. Neste
universo, os filtros estabelecidos pelo Ministério da Saúde para evitar
inscrições de quem não tinha real interesse em atender a população de
municípios do interior e da periferia das grandes cidades identificaram 8.307
pedidos de participação com números inválidos de registro em conselhos
regionais de Medicina (CRMs).
Também foi apontada a inscrição de
1.270 médicos residentes, que terão de formalizar o desligamento de seus
programas de especialização antes de homologar sua participação no Mais
Médicos.
Todos os médicos brasileiros têm
até a meia-noite de domingo para sanar eventuais inconsistências e concluir,
por meio do portal www.saude.gov.br, a entrega de documentos. Eles também terão
de indicar seis opções de cidades, entre as 3.511 participantes, onde desejam
trabalhar.
Nesta lista, eles apontarão, em
ordem de preferência, uma opção entre cada dos seguintes grupos: capital;
município de região metropolitana; bloco de 100 municípios mais populosos e de
maior vulnerabilidade social; cidades cujo índice de extrema pobreza supera 20%
de sua população; e distritos sanitários indígenas. A sexta opção estrará entre
as cidades que não estão nestes perfis.
Como definido desde o lançamento
do Mais Médicos, os brasileiros terão prioridade no preenchimentos dos postos
apontados. Os remanescentes serão oferecidos a primeiramente aos brasileiros
graduados no exterior e em seguida aos estrangeiros. Entre os 18.450
profissionais inscritos, 1.920 se formaram no exterior, em 61 países distintos.
Em 1º de agosto, será divulgada a
relação de médicos com CRM válido no Brasil e a indicação do município
designado para cada profissional. Os profissionais terão de homologar a
participação e assinar um termo de compromisso até três de agosto. Dois dias
depois, as escolhas serão publicadas no Diário Oficial da União.
SOBRE O PROGRAMA - Lançado pela
Presidenta da República, Dilma Rousseff, no dia 8 de julho, o Mais Médicos faz
parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do Sistema
Único de Saúde (SUS), com objetivo de acelerar os investimentos em
infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde e ampliar o número de médicos
nas regiões carentes do país, como os municípios do interior e as periferias
das grandes cidades.
Os médicos do programa receberão
bolsa federal de R$ 10 mil, paga pelo Ministério da Saúde, mais ajuda de custo,
e farão especialização em Atenção Básica durante os três anos do programa.
O Governo Federal está investindo,
até 2014, R$ 15 bilhões na expansão e na melhora da rede pública de saúde de
todo o Brasil. Deste montante, R$ 7,4 bilhões já estão contratados para
construção de 818 hospitais, 601 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24h) e de
16 mil unidades básicas. Outros R$ 5,5 bilhões serão usados na construção,
reforma e ampliação de unidades básicas e UPAs, além de R$ 2 bilhões para 14
hospitais universitários.

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