Grande parte dos gastos acaba
recaindo sobre a família, relatam profissionais
Por R7.COM
Uma das profissões mais almejadas
pelos estudantes no Brasil, a medicina também é aquela que se destaca quando o
assunto é dinheiro. Não só pelo senso de que o médico irá ganhar muito bem em
sua carreira, mas pelo status que a profissão oferece na sociedade. O curso
costuma ser frequentemente o mais concorrido nos vestibulares para as 201
faculdades de medicina no País.
Porém, para chegar até lá, é
preciso, em média, cerca de dez anos de estudos, entre cursinhos preparatórios,
a faculdade e a residência médica, uma das especializações profissionais da
categoria. Este tempo pode aumentar caso o programa Mais Médicos, proposto
recentemente pelo governo federal, seja aprovado. Pelo programa, os estudantes
terão de atuar durante dois anos, além dos seis da graduação formal, de maneira
obrigatória no SUS (Sistema Único de Saúde).
Entre os custos, apenas para se
formar em na faculdade, o estudante pode desembolsar até R$ 721.500 se optar
por realizar o curso em uma universidade em São Paulo. Na maioria dos casos,
quem arca com este custo diretamente não é o aluno, lembra o professor Joseph
Elias Benabou, médico do Hospital das Clínicas, ligado à FMUSP (Faculdade de
Medicina da Universidade de São Paulo).
— O aluno de medicina custa caro
para a família [dele], porque ele ficará estudando em tempo integral durante
todo este tempo. O que é que ele vai comer? E o transporte? E se ele namorar?
Ele vai sair com a namorada para comer cachorro-quente? Ele é um aluno que
custa para a família e esta tem de sustentá-lo.
Sobre custos com materiais de
apoio, como livros, estetoscópio, aparelho para medir pressão, jalecos etc,
este total não chega a ser tão impactante, relata o professor.
— Ele pode pegar o livro
emprestado na biblioteca, ele pode estudar junto com outros alunos, pode ganhar
o livro. Acho que este não é o gasto principal dele [aluno].

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