A expectativa dos organizadores é
de que sejam movimentados R$ 500 milhões, e 20 mil empregos diretos sejam
criados
A primeira viagem
internacional do papa Francisco com intuito de participar da 28ª Jornada
Mundial da Juventude (JMJ) movimentará milhões de católicos pelo Brasil e pelo
exterior. O megaevento religioso, nunca antes sediado no país desde que foi
criado pelo pontífice João Paulo II, em 1985, deve reunir em torno de 2,5
milhões de pessoas, dos quais 350 mil de peregrinos de 175 países. Na nação com
o maior número de católicos do mundo — 120 milhões, segundo o censo do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2010 —, a jornada segue até
domingo. O evento tem o custo estimado em R$ 350 milhões. Como consequência da
semana de atividades da JMJ, a expectativa dos organizadores é de que sejam
movimentados R$ 500 milhões, e 20 mil empregos diretos sejam criados.
Amanhã, o líder da Igreja Católica desembarca às 16h no Aeroporto do Galeão e dá início a uma série de compromissos. O pontífice deve desfilar em papamóvel pelo menos três vezes enquanto estiver no Brasil. Nos passeios por Copacabana, na sexta-feira, e em Guaratiba, no domingo, são esperadas 1 milhão de pessoas em cada ocasião. O Campus Fidei, palco da missa e vigília do pontífice, nos dois últimos dias da visita ao Brasil, tem um espaço equivalente a nada menos do que sete Maracanãs.
A última JMJ foi em 2011 em Madri, na Espanha, com o papa Bento XVI, e o evento já passou por vários outros países, como Argentina, Alemanha, Austrália, Canadá, Estados Unidos, Filipinas e Polônia. O papa João Paulo II anunciou a instituição da JMJ em 1985, ano em que a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou como Ano Internacional da Juventude. Em março, houve um encontro internacional de jovens no Vaticano.

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