terça-feira, 25 de agosto de 2026

LAGOA NOVA — DESTINO QUE ENCANTA - Plano de Ocupação Turística e Requalificação do Entorno da Lagoa

Lagoa Nova possui uma combinação de natureza, clima serrano, cultura, gastronomia, paisagens e hospitalidade que pode transformar o município em uma referência turística da Serra de Santana e do Seridó potiguar.

O município integra o Geoparque Seridó, reconhecido como Geoparque Mundial da UNESCO, ao lado de outros cinco municípios potiguares, e já possui um inventário da oferta turística elaborado pela UFRN, que identifica significativo potencial turístico, atrativos naturais e culturais e oportunidades para o desenvolvimento sustentável da atividade.

A proposta do Projeto de Ocupação Turística de Lagoa Nova é transformar o entorno da lagoa em um grande espaço público de preservação ambiental, lazer, turismo, cultura, convivência e geração de oportunidades.

A ideia não é simplesmente construir uma orla.

É criar um novo território turístico para Lagoa Nova, planejado para as próximas décadas.


1. O PRIMEIRO PASSO: PLANO DE DESAPROPRIAÇÃO E REGULARIZAÇÃO DO ENTORNO DA LAGOA

O ponto de partida do projeto deverá ser a elaboração de um Plano de Desapropriação e Regularização Fundiária de toda a área estratégica no entorno da lagoa.

Antes de qualquer obra, o município deverá conhecer exatamente o território que pretende transformar.

Para isso, será necessário realizar:

  • levantamento topográfico;
  • levantamento cadastral;
  • identificação dos proprietários;
  • levantamento das matrículas e registros dos imóveis;
  • identificação das áreas públicas e privadas;
  • delimitação do perímetro de interesse turístico;
  • diagnóstico ambiental;
  • levantamento das construções existentes;
  • estudo de acessos e mobilidade;
  • avaliação econômica dos imóveis;
  • estudo jurídico das áreas;
  • definição das áreas prioritárias para aquisição ou desapropriação.

A partir desse diagnóstico, deverá ser definida a área de interesse público destinada ao futuro complexo turístico e ambiental da Lagoa Nova.

A aquisição dos imóveis poderá ocorrer por negociação e compra consensual ou, quando juridicamente cabível e mediante os procedimentos legais, por desapropriação por interesse público, sempre com avaliação adequada dos imóveis, observância da legislação e garantia dos direitos dos proprietários.

O objetivo é permitir que o município tenha planejamento e controle sobre uma área estratégica, evitando ocupações desordenadas e possibilitando a implantação de um projeto integrado.

Essa etapa ganha ainda mais importância porque o planejamento municipal para 2026–2029 já contempla ações de expansão do turismo e registra, entre suas ações, a aquisição e/ou desapropriação de imóveis.


2. CRIAÇÃO DE UM GRANDE PARQUE TURÍSTICO E AMBIENTAL

Com a área regularizada, a proposta é criar um Parque Turístico e Ambiental da Lagoa, tendo o espelho d'água e sua paisagem como principal elemento de atração.

O espaço deverá unir preservação ambiental, turismo, lazer, esporte, cultura, gastronomia e convivência.

A proposta é fazer com que moradores e visitantes possam caminhar, contemplar a natureza, praticar esportes, conhecer a história local, consumir produtos da região e permanecer mais tempo em Lagoa Nova.


3. OS CINCO EIXOS DE OCUPAÇÃO TURÍSTICA

Turismo natural

A natureza deverá ser um dos principais produtos turísticos.

A proposta inclui:

  • trilhas ecológicas;
  • mirantes;
  • passarelas;
  • áreas de contemplação;
  • observação da biodiversidade;
  • recuperação ambiental;
  • espaços para educação ambiental;
  • caminhos para caminhada e cicloturismo.

O objetivo é proporcionar experiências em contato com a natureza sem comprometer a preservação da área.


Turismo náutico e de lazer

A lagoa poderá receber atividades recreativas e esportivas compatíveis com sua capacidade ambiental.

Entre as possibilidades estão:

  • caiaque;
  • pedalinho;
  • pesca esportiva;
  • passeios contemplativos;
  • áreas de convivência;
  • espaços para atividades familiares.

Todas essas atividades deverão ser precedidas de estudos técnicos e regras de segurança e proteção ambiental.


Turismo cultural

A lagoa poderá se transformar também em uma vitrine da identidade de Lagoa Nova.

A proposta prevê:

  • roteiros históricos;
  • valorização da cultura local;
  • artesanato;
  • gastronomia típica;
  • feiras;
  • apresentações culturais;
  • eventos tradicionais;
  • exposições;
  • espaços para artistas e produtores locais.

A experiência turística deve apresentar ao visitante não apenas a paisagem, mas também a história e a identidade de Lagoa Nova.


Infraestrutura e acolhimento

Nenhum destino turístico se consolida apenas com beleza natural.

É necessário oferecer estrutura.

Por isso, o projeto prevê:

  • Centro de Apoio ao Turista;
  • banheiros;
  • estacionamento;
  • iluminação;
  • acessibilidade;
  • segurança;
  • sinalização turística;
  • mobiliário urbano;
  • áreas de descanso;
  • pontos de informação;
  • ciclovia;
  • pista de caminhada;
  • melhoria dos acessos.

O objetivo é criar um ambiente organizado, seguro e confortável para moradores e visitantes.


Envolvimento da comunidade

A população precisa ser parte central do projeto.

O turismo não deve transformar a lagoa apenas em um lugar visitado por pessoas de fora. Ele precisa gerar oportunidades para quem vive em Lagoa Nova.

Por isso, o projeto prevê:

  • capacitação profissional;
  • incentivo ao empreendedorismo;
  • qualificação de comerciantes;
  • fortalecimento do artesanato;
  • valorização dos produtores rurais;
  • formação de guias e condutores;
  • incentivo à gastronomia local;
  • criação de novos negócios;
  • participação da comunidade nas decisões.

A experiência do Geoparque Seridó demonstra justamente a importância de valorizar pessoas, artesãos, produtores e serviços locais dentro da cadeia turística.


4. ÁREAS PRIORITÁRIAS

O projeto propõe a criação de um circuito integrado com seis áreas principais:

1. Mirante da Lagoa

Estrutura para observação, contemplação e fotografia da paisagem.

2. Orla da Lagoa

Pista de caminhada, ciclovia, paisagismo, iluminação, bancos e espaços de convivência.

3. Praça Gastronômica

Área destinada à gastronomia típica, feiras, eventos e comercialização de produtos locais.

4. Centro de Apoio ao Turista

Informações, sanitários, atendimento, loja de artesanato e apoio aos visitantes.

5. Deck de Pesca

Espaço estruturado para pesca esportiva e contemplação.

6. Trilhas Ecológicas

Percursos sinalizados voltados à natureza, educação ambiental e turismo de aventura.

Esses espaços deverão estar conectados por um circuito de mobilidade, criando uma experiência contínua no entorno da lagoa.


5. A ORLA COMO GRANDE CARTÃO-POSTAL

A requalificação da orla deverá ser uma das principais intervenções do projeto.

A proposta é criar um espaço público de qualidade, com:

caminhada + bicicleta + contemplação + natureza + gastronomia + cultura + lazer.

A orla poderá se tornar um dos principais cartões-postais de Lagoa Nova e um ponto de encontro para moradores e visitantes.


6. PRAÇA GASTRONÔMICA

A gastronomia pode ser um dos grandes diferenciais do projeto.

A Praça Gastronômica poderá reunir restaurantes, quiosques, food trucks, produtores, agricultores, artesãos e empreendedores locais.

O espaço poderá receber:

  • festivais gastronômicos;
  • feiras;
  • apresentações culturais;
  • eventos temáticos;
  • comercialização de produtos regionais;
  • experiências gastronômicas.

A intenção é transformar a gastronomia em produto turístico e, ao mesmo tempo, criar renda para a população.


7. TURISMO, ESPORTE E LAZER

O entorno da lagoa deverá ser pensado também para os moradores.

A proposta prevê espaços para:

  • caminhada;
  • corrida;
  • ciclismo;
  • pesca;
  • atividades ao ar livre;
  • lazer infantil;
  • convivência familiar;
  • educação ambiental.

Assim, o investimento turístico também se transforma em qualidade de vida para a população local.


8. PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

O projeto deverá partir de um princípio fundamental:

ocupar para preservar, e não ocupar para degradar.

A implantação deverá ser orientada por estudos ambientais e pelas normas aplicáveis à área.

Entre as ações previstas estão:

  • recuperação das áreas degradadas;
  • proteção das margens;
  • recuperação da vegetação;
  • controle de resíduos;
  • educação ambiental;
  • fiscalização;
  • monitoramento da qualidade ambiental;
  • definição de áreas de preservação;
  • regras para atividades náuticas e de lazer.

O fato de Lagoa Nova estar inserida no território do Geoparque Seridó reforça a necessidade de conciliar proteção, educação e desenvolvimento sustentável.


9. CONEXÃO COM O GEOPARQUE SERIDÓ

O projeto deverá aproveitar a posição estratégica de Lagoa Nova dentro do Geoparque Seridó.

O território possui 21 geossítios inventariados e reúne patrimônio geológico, natural, histórico e cultural de importância internacional.

Lagoa Nova já está inserida nessa rota turística, com atrativos como o Tanque dos Poscianos e outros pontos de interesse apresentados em roteiros do Geoparque.

A lagoa poderá funcionar como uma espécie de porta de entrada turística de Lagoa Nova, conectando o visitante a outros atrativos do município e da Serra de Santana.


10. DIVULGAÇÃO E MARKETING TURÍSTICO

A estrutura física deverá ser acompanhada de uma estratégia permanente de divulgação.

O projeto prevê:

  • criação de uma identidade turística;
  • produção de vídeos e fotografias;
  • divulgação nas redes sociais;
  • campanhas digitais;
  • participação em feiras;
  • parceria com agências de turismo;
  • criação de roteiros;
  • divulgação regional e nacional;
  • calendário anual de eventos.

A proposta é consolidar a marca:

LAGOA NOVA — DESTINO QUE ENCANTA

E utilizar como conceito:

“Lagoa Nova: onde a natureza encontra você.”


11. CALENDÁRIO ANUAL DE EVENTOS

O espaço deverá ter programação durante todo o ano.

Poderão ser criados eventos como:

  • festival gastronômico;
  • feira de artesanato;
  • festival cultural;
  • eventos esportivos;
  • encontros de ciclistas;
  • competições de pesca;
  • atividades ambientais;
  • eventos para crianças;
  • apresentações musicais;
  • eventos religiosos e tradicionais;
  • feiras de produtos da agricultura familiar.

A intenção é evitar que o turismo fique concentrado em poucos períodos do ano.


12. PARCERIAS

A execução do projeto deverá buscar articulação entre:

  • Prefeitura Municipal;
  • Câmara Municipal;
  • Governo do Estado;
  • Governo Federal;
  • SEBRAE;
  • universidades;
  • instituições financeiras;
  • iniciativa privada;
  • empreendedores locais;
  • associações;
  • entidades do turismo;
  • comunidade.

O objetivo é criar uma estrutura de governança capaz de manter o projeto funcionando no longo prazo.


13. BENEFÍCIOS ESPERADOS

A implantação do projeto poderá gerar impactos positivos em diferentes áreas:

Econômicos

  • geração de empregos;
  • aumento da renda;
  • fortalecimento do comércio;
  • estímulo ao empreendedorismo;
  • atração de investimentos;
  • fortalecimento da cadeia turística.

Sociais

  • novos espaços de lazer;
  • melhoria da qualidade de vida;
  • valorização da população local;
  • capacitação profissional;
  • novas oportunidades para jovens.

Ambientais

  • recuperação de áreas degradadas;
  • proteção da lagoa;
  • preservação da vegetação;
  • educação ambiental;
  • valorização do patrimônio natural.

Turísticos

  • aumento do número de visitantes;
  • maior permanência dos turistas;
  • criação de novos roteiros;
  • fortalecimento da imagem de Lagoa Nova;
  • integração com o turismo do Geoparque Seridó.

14. PÚBLICO-ALVO

O projeto poderá atender diferentes públicos:

Famílias | Aventureiros | Ecoturistas | Ciclistas | Pescadores | Estudantes | Turistas de segunda residência | Visitantes do Geoparque Seridó

Essa diversidade permite que o espaço tenha utilização durante todo o ano.


15. PRIMEIROS PASSOS

A implantação deverá seguir uma sequência planejada:

1º — Criar o Comitê de Turismo Local

Reunir poder público, iniciativa privada, entidades e comunidade.

2º — Delimitar a área do projeto

Definir tecnicamente todo o perímetro estratégico do entorno da lagoa.

3º — Elaborar o Plano de Desapropriação e Regularização

Identificar proprietários, avaliar imóveis e definir as áreas prioritárias para aquisição ou desapropriação.

4º — Realizar os estudos técnicos

Topografia, meio ambiente, mobilidade, infraestrutura, saneamento e viabilidade econômica.

5º — Elaborar os projetos executivos

Projeto urbanístico, arquitetônico, paisagístico, ambiental e turístico.

6º — Buscar recursos

Apresentar o projeto aos governos estadual e federal, instituições financeiras e possíveis parceiros.

7º — Executar as primeiras obras

Priorizar acessos, orla, mirante, trilhas, infraestrutura básica e Centro de Apoio ao Turista.

8º — Capacitar a comunidade

Preparar empreendedores e trabalhadores para receber o fluxo turístico.

9º — Criar os produtos turísticos

Roteiros, passeios, gastronomia, eventos, trilhas e atividades de lazer.

10º — Promover Lagoa Nova

Colocar o município no mapa do turismo regional e nacional.


UMA VISÃO PARA AS PRÓXIMAS DÉCADAS

O Projeto de Ocupação Turística de Lagoa Nova não deve ser pensado como uma obra isolada ou como um projeto de uma única administração.

Trata-se de uma proposta de planejamento territorial e desenvolvimento econômico de longo prazo.

A desapropriação ou aquisição planejada das áreas estratégicas é o primeiro passo para garantir que o entorno da lagoa não seja ocupado de maneira desordenada e possa ser destinado a um projeto público integrado.

Depois disso, vem a infraestrutura, a preservação ambiental, o turismo, a cultura, a gastronomia, o esporte, o lazer e a geração de oportunidades.

O objetivo final é transformar a lagoa em um grande patrimônio público de Lagoa Nova, criando um espaço que seja motivo de orgulho para os moradores e uma experiência marcante para quem visita a cidade.

Lagoa Nova tem beleza.

Com planejamento, preservação e visão de futuro, tem potencial para transformar sua paisagem em desenvolvimento, emprego, renda e qualidade de vida.

LAGOA NOVA

DESTINO QUE ENCANTA

Lagoa Nova: onde a natureza encontra você.

Prêmio Boehringer Ingelheim de Jornalismo abre inscrições para reconhecer reportagens sobre Fibrose Pulmonar

 Premiação de até R$ 10 mil destacará trabalhos jornalísticos que contribuam para ampliar o acesso à informação de qualidade sobre uma doença rara e de difícil diagnóstico

São Paulo, agosto de 2026 – Estão abertas as inscrições para a terceira edição do Prêmio Boehringer Ingelheim de Jornalismo, iniciativa que neste ano reconhecerá reportagens sobre Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI) e Fibrose Pulmonar Progressiva (FPP). Ao todo, seis trabalhos jornalísticos serão premiados, sendo três na categoria Jornalismo Audiovisual e três em Jornalismo Textual, com valores entre R$ 5 mil e R$ 10 mil.


O prêmio tem como objetivo contribuir para ampliar o acesso da população a informações confiáveis sobre a Fibrose Pulmonar, uma condição rara, crônica e de difícil diagnóstico, promovendo o debate e contribuindo para a jornada de pacientes, familiares e profissionais de saúde.


“O jornalismo tem um papel fundamental na forma como a sociedade compreende temas de saúde. Ao incentivar reportagens e reconhecer os profissionais envolvidos, queremos contribuir para ampliar o acesso da população à informação, diagnóstico e cuidado, além de reforçar nosso compromisso com o jornalismo de qualidade no Brasil”, afirma Andrea Sambati, Presidente da Boehringer Ingelheim no Brasil.


Com a nova edição, o Prêmio Boehringer Ingelheim de Jornalismo busca estimular uma cobertura jornalística responsável e aprofundada sobre a Fibrose Pulmonar, contribuindo para combater a desinformação e promover o debate sobre os desafios enfrentados por pessoas que convivem com a doença.


Nas duas primeiras edições, o prêmio reconheceu reportagens sobre Psoríase Pustulosa Generalizada (PPG), uma forma rara e grave de psoríase, e posteriormente sobre Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), condições cardiovasculares que estão entre as principais causas de morte e incapacidade no país.


Fibrose Pulmonar: os desafios de uma doença rara e de difícil diagnóstico

O prêmio reconhecerá reportagens que contenham informações sobre Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI) e/ou Fibrose Pulmonar Progressiva (FPP), doenças pulmonares crônicas que comprometem a capacidade respiratória de forma irreversível e impactam significativamente a qualidade de vida dos pacientes.


Por apresentar sintomas inespecíficos, como tosse persistente, cansaço e falta de ar, a jornada do paciente com Fibrose Pulmonar até o diagnóstico e tratamento pode levar cerca de quatro anos. Esse cenário reforça a importância da disseminação de informações confiáveis sobre a doença e de uma cobertura jornalística que contribua para ampliar o conhecimento da sociedade sobre seus sinais, desafios e impactos na vida dos pacientes.


Nesse contexto, o jornalismo tem papel essencial ao traduzir informações científicas em linguagem acessível, abordar a jornada do paciente e promover um debate mais amplo sobre diagnóstico, cuidado e qualidade de vida. O tema ganha ainda mais visibilidade com o Dia Mundial da Fibrose Pulmonar, celebrado em 7 de setembro, data que reforça a importância da conscientização e da disseminação de informações confiáveis sobre a condição.


Serviço

Categorias da premiação

O Prêmio Boehringer Ingelheim de Jornalismo 2026 será dividido em duas categorias, avaliadas por jurados especializados em Comunicação e Saúde:

  • Jornalismo Audiovisual - Conteúdos em vídeo ou áudio publicados em TV, rádio, podcasts, websites e outros formatos.
  • Jornalismo Textual (Online e Impresso) - Reportagens publicadas em jornais, revistas, portais e demais veículos de imprensa.

Ao todo, seis trabalhos jornalísticos serão premiados: três na categoria Jornalismo Audiovisual e três em Jornalismo Textual, com valores entre R$ 5 mil e R$ 10 mil. Podem participar profissionais vinculados a veículos de comunicação no Brasil, com trabalhos publicados em português e território nacional. Não há limite de inscrições por participante.

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Dois mandatos, nenhum sucessor eleito: um tabu que já dura mais de duas décadas no RN

 

Na história recente do Rio Grande do Norte, governadores que cumpriram dois mandatos consecutivos não conseguiram eleger seus sucessores.

O primeiro caso foi Garibaldi Alves Filho, que governou o Estado de 1995 a 2002. Depois de dois mandatos, Garibaldi deixou o governo para disputar o Senado e seu vice, Fernando Freire, assumiu o cargo e tentou permanecer no Executivo estadual. No entanto, Freire foi derrotado por Wilma de Faria nas eleições de 2002.

O mesmo ocorreu com Wilma de Faria, que governou de 2003 a 2010. Seu grupo político lançou Iberê Ferreira de Souza, que assumiu o governo após sua saída, mas acabou derrotado por Rosalba Ciarlini na eleição de 2010.

Agora, em 2026, Fátima Bezerra chega ao fim de dois mandatos consecutivos diante da possibilidade de quebrar esse tabu. A governadora, que assumiu o Estado em 2019 e foi reeleita em 2022, trabalha para manter seu grupo político no comando do Rio Grande do Norte. O nome apoiado pelo seu grupo é Cadu Xavier, atual secretário estadual da Fazenda.

A eleição deste ano, portanto, terá um ingrediente histórico: Fátima Bezerra poderá ser a primeira governadora, nessa sequência histórica, a concluir dois mandatos e conseguir eleger um sucessor escolhido pelo seu grupo político, rompendo um tabu que já dura mais de duas décadas.

Lions Clube Rainha da Serra entrega óculos a alunos da escola Cícero Romão de Souza

O Lions Clube Rainha da Serra realizou, na tarde desta segunda-feira (24), a entrega de óculos para oito crianças da Escola Municipal Cícero Romão de Souza, em Lagoa Nova. A ação faz parte do trabalho social desenvolvido pela instituição e tem como objetivo contribuir para a saúde visual e o desempenho escolar dos alunos.

A entrega foi realizada por Nenên Assunção, presidente do Lions Clube Rainha da Serra, que foi recebida pela gestora da escola, Maria José. O momento foi marcado pela satisfação das famílias em receber os óculos, que vão auxiliar as crianças no dia a dia e nas atividades escolares.

“Para nós, é uma grande alegria poder contribuir com essas crianças. A visão tem um papel fundamental no aprendizado, e essa parceria mostra como a união entre instituições pode transformar vidas e trazer benefícios concretos para nossa comunidade.” Maria José, gestora da Escola Municipal Cícero Romão de Souza.

A presidente do Lions Clube Rainha da Serra também destacou a importância da iniciativa:

“Essa entrega representa muito mais do que oferecer um par de óculos. Estamos ajudando essas crianças a enxergar melhor, estudar melhor e ter mais qualidade de vida. É uma ação que nos deixa muito felizes e reforça o compromisso do Lions com o cuidado e o bem-estar da comunidade.”

Após recomendações do MPF, rua e ponte no RN deixam de ter nomes ligados à ditadura militar

Município de São José de Mipibu renomeou Rua 31 de Março e Dnit retirou referência a Costa e Silva de ponte em Natal
Recomendações do Ministério Público Federal (MPF) já começaram a produzir mudanças em nomes de espaços públicos no Rio Grande do Norte que homenageavam nomes ou fatos ligados à ditadura militar. No município de São José de Mipibu, a antiga Rua 31 de Março passou a se chamar Rua Mirandolinda Teixeira de Andrade. Já o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) retirou a referência à Ponte Presidente Costa e Silva (popularmente conhecida como Ponte de Igapó) da base de dados do Sistema Nacional de Viação de Natal.

As recomendações do MPF, emitidas em 2025, orientaram a revisão de nomes de vias e bens públicos que façam referência, elogio ou homenagem a colaboradores da ditadura civil-militar (1964–1985), ou a datas e outros marcos ligados a esse período. A iniciativa faz parte de uma atuação ampla do Ministério Público Federal no estado.

O MPF já recomendou a retirada de homenagens em diversos espaços públicos de dez municípios potiguares e do governo estadual

A medida tem também papel educativo. “Precisamos contribuir para o resgate da memória democrática e para que novos espaços públicos não recebam homenagens desse tipo”, afirma o procurador regional dos Direitos do Cidadão Emanuel Ferreira, autor dos pedidos.


Trocas - Em São José de Mipibu, a alteração no nome da rua foi feita por meio de lei municipal aprovada e sancionada em fevereiro. No caso do Dnit, a denominação Costa e Silva não havia sido definida por lei federal e aparecia apenas como referência local no cadastro. O órgão informou que a mudança foi realizada e que o local (uma das principais vias de acesso à zona Norte de Natal) passou a constar como ponte sobre o Rio Potengi.

Em Natal, porém, a prefeitura e a Câmara Municipal ainda não promoveram as alterações recomendadas pelo MPF. Por isso, o Ministério Público Federal ingressou com uma ação civil pública (0010966-55.2026.4.05.8400) em março para buscar a mudança dos nomes de bens e espaços públicos municipais que façam referência à ditadura. O processo tramita na Justiça Federal e ainda não houve sentença a respeito.

Ex-prefeito Marcelo Filho rompe com gestão de Bodó e critica gastos e falta de diálogo com o prefeito

Em vídeo, o ex-prefeito de Bodó, Marcelo Filho, explica os motivos que levaram ao rompimento político com a atual gestão do município.

Segundo Marcelo, desde 2025 ele tentou estabelecer diálogo com o prefeito, por meio de ligações e conversas, mas afirma que não conseguiu ser atendido. O ex-prefeito reforça que a decisão, segundo ele, não tem caráter pessoal, mas estaria relacionada ao que considera um “descaso” da administração.

Marcelo Filho também faz críticas à situação financeira do município e afirma que Bodó tinha cerca de R$ 12 milhões em reserva, recursos que, segundo ele, teriam sido consumidos em menos de um ano, além de apontar aumento nos gastos públicos sem resultados positivos para a população.

Ele cita ainda dificuldades em serviços básicos, como abastecimento e transporte de pacientes, além de veículos parados em oficinas por falta de pagamento.

Ao justificar o rompimento, Marcelo Filho afirma: “Meu compromisso não é com prefeito, meu compromisso é com o povo da minha cidade.”

As declarações são do ex-prefeito Marcelo Filho e refletem a avaliação apresentada por ele sobre a atual gestão de Bodó.

Dino anula emendas indicadas por dirigentes partidários sem mandato

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou neste domingo (23) a nulidade de emendas parlamentares indicadas por dirigentes partidários sem mandato no Congresso e por ex-parlamentares. A decisão estabelece que essas indicações não podem ser utilizadas como fundamento para a execução de despesas públicas.

Dino determinou que os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, comuniquem imediatamente as áreas técnicas das duas Casas sobre a decisão.

A determinação alcança presidentes de partidos que não sejam deputados ou senadores e também pessoas que exerceram mandato parlamentar, mas não ocupam atualmente cargo eletivo.

Indicações sem validade

Segundo Dino, dirigentes partidários sem mandato não têm competência para indicar, distribuir ou alocar emendas parlamentares. O ministro também determinou que eventuais indicações feitas por essas pessoas não sejam consideradas nos procedimentos administrativos de execução do Orçamento.

A decisão estabelece ainda que documentos que atribuam a presidentes de partidos ou ex-parlamentares a autoria, titularidade ou poder de indicação sobre emendas sejam considerados juridicamente inválidos.

A determinação inclui documentos como ofícios, planilhas, tabelas, expedientes, comunicações e solicitações encaminhadas às áreas responsáveis pela execução das despesas.

O ministro afirmou que eventual descumprimento da ordem deverá resultar na apuração de responsabilidade disciplinar, sem prejuízo de possíveis consequências nas esferas civil e penal.

Controle sobre emendas

A decisão faz parte de uma série de medidas adotadas por Dino para ampliar o controle sobre a indicação e a execução de emendas parlamentares. O tema ganhou destaque no STF diante de questionamentos sobre a transparência na destinação de recursos públicos e sobre a participação de pessoas sem mandato nos processos de indicação.

Em julho, o ministro criticou o que classificou como “terceirização de emendas” e determinou que o Congresso apresentasse esclarecimentos sobre possíveis irregularidades na distribuição de recursos do Orçamento federal.

Na avaliação do magistrado, a indicação de emendas deve estar vinculada aos parlamentares que efetivamente possuem mandato e competência constitucional para participar do processo orçamentário.

Bloqueios de patrimônio

A nova decisão ocorre poucos dias após Dino determinar o bloqueio de R$ 119 milhões em bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e de R$ 6 milhões do ex-deputado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

As medidas estão relacionadas a investigações sobre a indicação e a destinação de emendas parlamentares por pessoas que não ocupam mandato eletivo.

O caso de Cunha chamou atenção porque, embora não exerça atualmente cargo parlamentar, ele é acusado de ter participado da indicação de recursos. Já Valdemar Costa Neto preside o PL, mas também não tem mandato no Congresso.

Decisão atinge Congresso

Com a determinação, as áreas técnicas da Câmara e do Senado deverão desconsiderar eventuais indicações de dirigentes partidários sem mandato e de ex-parlamentares nos procedimentos relacionados à execução de despesas públicas.

A decisão reforça a necessidade de que a identificação do autor e do responsável pela indicação das emendas corresponda a um parlamentar com mandato e respeite as regras estabelecidas para a execução do Orçamento da União.

A ordem de Dino passa a orientar os procedimentos das duas Casas do Congresso e estabelece que eventuais atos praticados em desacordo com a determinação poderão ser submetidos à apuração de responsabilidade.

domingo, 23 de agosto de 2026

ESCADÃO É CAMPEÃO DO FUTEBOL AMADOR DE LAGOA NOVA 2026!


Com gol de Xinini, o Escadão venceu o Sport por 1 a 0, no tempo normal, e conquistou o título do Campeonato de Futebol Amador de Lagoa Nova-RN 2026.

A partida foi bastante disputada e emocionante. O Sport teve a grande oportunidade de abrir o placar, mas desperdiçou uma penalidade. E, como diz a velha máxima do futebol, “quem não faz, leva”: no segundo tempo, o Escadão balançou as redes com Xinini e garantiu a vitória.

O Sport ainda teve um jogador expulso na etapa final e, mesmo buscando o empate, não conseguiu superar a defesa do Escadão.

Fim de jogo: Escadão 1 x 0 Sport!

Parabéns ao Escadão, campeão do futebol amador de Lagoa Nova 2026!

Lagoa Nova recebe visita que fortalece conexão entre os Geoparques Seridó e Quarta Colônia

Lagoa Nova recebeu, neste domingo (23), uma visita especial marcada pela troca de experiências, valorização do território e conexão entre o Geoparque Seridó e o Geoparque Quarta Colônia, ambos integrantes da Rede Mundial de Geoparques da UNESCO.

A comitiva reuniu professores e estudantes, contando com a presença de Adriano, representante do Geoparque Quarta Colônia - Rio Grande do Sul; dos professores Yuri e Marco Túlio; e do professor Marcos Nascimento, coordenador científico do Geoparque Seridó, além de outros participantes.

Durante a passagem pelo município, o grupo conheceu  iniciativas e experiências que expressam a identidade, o patrimônio e o potencial de Lagoa Nova dentro do território do Geoparque Seridó.

Entre os locais visitados esteve a Bodega Vô Chico do Ó, espaço que reúne iniciativas de economia criativa e colaborativa, valorizando o trabalho de artesãos, produtores da agricultura familiar e talentos locais. O espaço funciona como uma vitrine dos saberes, sabores, histórias e produtos que traduzem a identidade e o pertencimento da comunidade.

A programação em Lagoa Nova também contemplou a visita ao Geossítio Mirante de Santa Rita – Portal do Universo, experiência conduzida pelo professor Ronaílson, proporcionando ao grupo contato com a paisagem, os aspectos geológicos e as experiências desenvolvidas no território.

A passagem da comitiva reforça a importância da integração entre territórios que compartilham princípios como a valorização do patrimônio, a educação, o desenvolvimento sustentável e, principalmente, o envolvimento das comunidades.

Mais do que conhecer lugares, produtos e iniciativas, encontros como este permitem conectar pessoas e compartilhar experiências. Afinal, um território não se constrói apenas a partir de suas paisagens ou limites geográficos: ele ganha vida através das pessoas que nele vivem, preservam seus patrimônios, produzem, empreendem e compartilham seus saberes.

Territórios são construídos por pessoas, com pessoas e para pessoas. E é justamente nessa troca que conexões entre o Seridó e a Quarta Colônia se transformam em aprendizado, pertencimento e novas possibilidades de cooperação.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

MPF disponibiliza 0800 nacional e gratuito para atendimento ao cidadão

Número 0800 000 5640 permite entrar em contato com unidades do Ministério Público Federal de qualquer estado

A partir de agora, cidadãos de todo o país têm mais uma forma de entrar em contato com o Ministério Público Federal (MPF). A instituição disponibilizou o número 0800 000 5640, um canal telefônico nacional e gratuito que direciona cada ligação para a unidade do MPF correspondente à localidade informada pelo usuário. O novo serviço foi criado para facilitar o acesso da população ao MPF.

Como funciona?

Ao ligar para 0800 000 5640, o cidadão informa, por comando de voz, o estado e a cidade onde deseja ser atendido. O sistema identifica a localidade e encaminha automaticamente a chamada para a unidade do MPF responsável pelo atendimento naquela região.

Depois do direcionamento, a conversa é realizada diretamente com a equipe da unidade. O serviço utiliza uma Unidade de Resposta Audível (URA) com tecnologia de reconhecimento de voz e foi homologado e testado para funcionamento em todo o país.

O que o cidadão pode fazer pelo telefone?

O número não é destinado a um serviço específico e serve como um canal adicional aos meios de contato já existentes, incluindo os telefones de cada unidade. Ele funciona como uma porta de entrada para quem precisa entrar em contato com o MPF e não sabe o telefone da unidade com a qual deseja falar.

Entre as possibilidades estão:

- Buscar orientações sobre como fazer denúncias;

- Falar com a Sala de Atendimento ao Cidadão;

- Entrar em contato com a Ouvidoria;

- Falar com áreas específicas de cada unidade.

O envio de denúncias ao MPF e o acesso a outros serviços podem ser feitos de forma on-line, pelo MPF Serviços.

O que faz o Ministério Público Federal?

O MPF atua na defesa da sociedade e na fiscalização do cumprimento da Constituição e das leis federais. Entre suas atribuições estão a defesa dos direitos coletivos e individuais indisponíveis, do meio ambiente, do patrimônio público, dos povos indígenas e de outros grupos vulneráveis, além da atuação na área criminal federal e no combate à corrupção.

Por isso, quando um cidadão identifica uma situação que pode envolver direitos coletivos, interesses da sociedade ou questões de competência federal, pode procurar o Ministério Público Federal para saber se o caso está dentro das atribuições da instituição.

Anote o número: 0800 000 5640.