sexta-feira, 22 de agosto de 2025

João Alves Jr destaca importância da CNH Popular e cobra agilidade da gestão

Em sessão ordinária realizada no dia 21 de agosto, o vereador João Alves Galvão Jr cobrou da gestão municipal o envio do projeto da CNH Popular para a Câmara de Vereadores.

A proposta foi apresentada pelo deputado Nelter Queiroz durante visita a Lagoa Nova no dia 7 de junho, quando o parlamentar garantiu uma emenda de R$ 100 mil para o programa.

O objetivo é beneficiar pessoas que não têm condições de arcar com os custos da habilitação, ampliando as oportunidades de emprego e inclusão social.

Agora, o próximo passo depende do Poder Executivo, que precisa elaborar e enviar o projeto à Câmara para apreciação e votação.

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Suplementação alimentar – necessidade ou exagero?

 Profissionais do CEJAM explicam quando pode ser útil e os riscos do uso sem orientação  

 

São Paulo, agosto de 2025 - Não é raro ver praticantes de musculação, inclusive adolescentes, iniciando a suplementação por conta própria ou seguindo as dicas de influenciadores digitais. Esse cenário levanta um sinal de alerta. O uso indiscriminado pode causar fadiga extrema, insônia, queda de desempenho e até mesmo alterações em órgãos vitais.

Segundo a profissional de Educação Física Gleice Candido, ​do ​CER IV M'Boi Mirim, unidade gerenciada pelo CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”) em parceria com a ​​Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo​​ (SMS​-SP​), suplementos, de modo geral, são úteis para otimizar resultados, auxiliar na recuperação muscular e contribuir para a prevenção de lesões. ​No entanto,​ apenas um profissional poderá avaliar a real necessidade e indicar o melhor tipo de suplemento para cada objetivo.

Conforme a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), os suplementos alimentares são destinados a pessoas saudáveis, com a finalidade de complementar a dieta por meio de nutrientes, enzimas, probióticos ou substâncias bioativas. A categoria foi regulamentada oficialmente em 2018, reunindo produtos que estavam dispersos em outras classificações e estabelecendo limites de segurança, composições permitidas e alegações com respaldo científico. ​Mesmo​ com esse avanço regulatório, o uso desenfreado e sem acompanhamento adequado ainda é um desafio.

Entre os suplementos mais populares está o pré-treino, cujo uso exige cuidado redobrado. “A maioria desses produtos contém doses elevadas de cafeína e outros estimulantes que prometem mais energia e foco. ​Contudo,​ também podem causar efeitos adversos como taquicardia, agitação, tontura e até colocar em risco quem tem histórico de hipertensão, arritmias ou problemas cardiovasculares. A pessoa toma o pré-treino achando que vai render mais​, porém,​ na prática, isso pode afetar a concentração e a segurança durante os exercícios”, reforça Gleice.

Para a especialista, muitas pessoas acreditam que a suplementação é mandatória para um bom resultado. Mas​,​ na verdade, é a combinação entre alimentação saudável, treino bem planejado, descanso e consistência que pode gerar impactos consideráveis.

Segundo a nutricionista Camila Lucena, da UBS Alto da Ponte, unidade gerenciada pelo CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”) em parceria com a ​​Secretaria Municipal de Saúde de São José dos Campos (SMS-SJC)​​, não há dose padrão universal e tudo vai depender da composição corporal, dos exames, da rotina e dos objetivos de cada um. Além disso, o uso prolongado ou desnecessário pode sobrecarregar rins, fígado, causar distúrbios digestivos e até interações medicamentosas.

“Alcançar bons resultados sem suplementos é perfeitamente possível​,​ especialmente para quem não é atleta profissional. Muitas pessoas gastam com whey protein, mas esquecem que o iogurte, o ovo, o feijão, o leite e as carnes magras podem suprir a necessidade proteica de forma eficaz”, diz a nutricionista.

​​Como uma​ boa opção para o pré-treino, ela recomenda combinações simples e acessíveis​:​ banana com aveia ou pão integral com mel, que fornecem energia de forma equilibrada. Já no pós-treino, alternativas naturais como iogurte com frutas, sanduíches com proteína ou smoothies caseiros ajudam na recuperação muscular com sabor, praticidade e sem riscos.

As profissionais destacam que um dos principais obstáculos para manter uma rotina saudável de treinos é a pressão por resultados imediatos e a crença de que só é possível começar quando tudo estiver “perfeito”. Elas ​​explicam que muitas​​ pessoas desistem antes mesmo de tentar, acreditando que precisam investir em suplementos caros ou seguir à risca a rotina de influenciadores digitais. “O que realmente funciona é começar com o que se tem, manter a constância e buscar orientação adequada”, ​ressaltam.​

Sobre o CEJAM    

O CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” é uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos. Fundada em 1991, a Instituição atua em parceria com o poder público no gerenciamento de serviços e programas de saúde em São Paulo, Rio de Janeiro, Mogi das Cruzes, Campinas, Carapicuíba, Barueri, Franco da Rocha, Guarulhos, Santos, São Roque, Ribeirão Preto, Lins, Assis, Ferraz de Vasconcelos, Pariquera-Açu, Itapevi, Peruíbe e São José dos Campos.

A organização faz parte do Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (IBROSS), e tem a missão de ser instrumento transformador da vida das pessoas por meio de ações de promoção, prevenção e assistência à saúde.

O CEJAM é considerado uma Instituição de excelência no apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS), tendo conquistado, em 2025, a certificação Great Place to Work. O seu nome é uma homenagem ao Dr. João Amorim, médico obstetra e um dos fundadores da Instituição. 

No ano de 2025, a organização lança a campanha "365 novos dias de saúde, inovação e solidariedade", reforçando seu compromisso com os princípios de ESG (Ambiental, Social e Governança). 
Siga o CEJAM nas redes sociais (@cejamoficial) e acompanhe os conteúdos divulgados no site da instituição. 

Brasileiros que ganham entre 2 e 5 salários mínimos são os que mais adotam hábitos sustentáveis, aponta pesquisa do Sindiplast/Nexus

Nove em cada 10 brasileiros que afirmam evitar desperdício e geração de lixo têm renda entre 2 e 5 salários mínimos, ou seja, ganham entre R$ 3.036 e R$7.590. O dado inédito é da pesquisa do Sindicato da Indústria de Material Plástico, Transformação e Reciclagem de Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindiplast), em parceria com a Nexus.

Mesmo sendo a classe privilegiada em termos de informação e infraestrutura, os que ganham acima de cinco salários não estão no topo do ranking de práticas sustentáveis e são 82% dos entrevistados. Já os que vivem com apenas um salário, o percentual cai para 74%. O estudo mostra que os brasileiros com renda intermediária são os que mais reciclam.

Apesar das barreiras, a pesquisa do Sindiplast/Nexus mostra um esforço coletivo na prática de hábitos sustentáveis, já que 81% dos brasileiros afirmam evitar o desperdício de lixo, 75% dizem separar materiais para reciclagem em casa, e 22% chegam a doar ou entregar embalagens plásticas para empresas especializadas.

Ainda de acordo com a pesquisa, o plástico é apontado como material mais reciclado no Brasil (90%) - a frente do alumínio (73%) e do papel/papelão (68%) -, e também é visto como essencial por 6 em cada 10 brasileiros, principalmente, por sua função de conservar alimentos e garantir higiene.

A barreira não é apenas econômica: a falta de informação (28%) e de estrutura pública (17%), como coleta seletiva, são apontadas como os maiores entraves.

METODOLOGIA

A pesquisa da Nexus, a pedido do Sindiplast, foi feita em março, por telefone, com 2.009 pessoas a partir de 16 anos, nos 26 estados e Distrito Federal. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

MPEduc: Ministério Público ouve reclamações e sugestões sobre educação básica em Bento Fernandes (RN)

Objetivo da escuta pública foi apresentar à comunidade o projeto e complementar um diagnóstico da situação do ensino
Mais de 100 pessoas, entre estudantes, professores, gestores e moradores do município de Bento Fernandes (RN) participaram da escuta pública inicial do projeto Ministério Público pela Educação (MPEduc), nesta quarta-feira (20). A iniciativa do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público do Estado (MPRN) busca garantir o direito de todos a uma educação básica de qualidade e vem sendo desenvolvida em municípios por todo o Brasil.

A escuta foi comandada pela procuradora da República Daniella Sueira e contou ainda com a participação do procurador da República Felipe Siman, da promotora de Justiça Marcella Pereira, do prefeito Jollemberg Soares, da secretária de Educação Kationy Lima e de representantes da administração, da Câmara Municipal e até mesmo da Universidade Federal de Campina Grande.

Professores, diretores de escolas e pais de alunos acompanharam uma apresentação sobre o projeto e tiveram a oportunidade de falar das dificuldades e desafios enfrentados no dia a dia do ensino no município.

O evento serviu para a coleta de informações sobre a situação da educação na rede pública municipal e complementa as informações já obtidas pelo Ministério Público tanto da administração local, quanto de visitas realizadas às escolas, no dia anterior.

Alguns dos principais problemas identificados - num primeiro momento - incluem o transporte escolar, a falta de uniformes escolares, a necessidade de uma melhor capacitação dos docentes, a ausência de computadores para uso dos estudantes, a carência de espaços para práticas de lazer e a insuficiência da estrutura para implantação adequada do ensino em tempo integral, entre outros.

RN - Bento Fernandes, localizado a 100 km de Natal, é o terceiro município potiguar contemplado pelo projeto, nesta nova fase. Em 2024, escutas públicas já ocorreram em Afonso Bezerra e Senador Georgino Avelino. O MPEduc prioriza cidades com baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), calculado pelo Ministério da Educação.

Após a escuta pública, os representantes do MPF e do MPRN irão avaliar as informações e preparar recomendações que serão enviadas à prefeitura local visando à melhoria do ensino na cidade. Caso as recomendações não sejam atendidas, o Ministério Público poderá ingressar com ações judiciais.
Após essa fase, em 2026 uma nova audiência será realizada, para a apresentação dos resultados do MPEduc em Bento Fernandes.

O MPEduc - O Ministério Público pela Educação (MPEduc) é um programa coordenado pela Câmara de Direitos Sociais e Fiscalização de Atos Administrativos do MPF (1CCR). O principal objetivo da iniciativa é verificar se as políticas públicas voltadas para a educação básica estão realmente sendo cumpridas pela rede escolar.

Para isso, o Ministério Público realiza audiências com a comunidade, aplica questionários, promove reuniões e visita pessoalmente as escolas. Com base nessas informações, são feitas recomendações para que as prefeituras e gestores locais melhorem o que for necessário. Tudo é acompanhado de perto pelo Ministério Público, que depois presta contas à sociedade sobre o que foi feito e os resultados alcançados.

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

CCJ do Senado aprova voto impresso na reforma eleitoral


O texto foi aprovado por 14 votos contra 12 no âmbito do Projeto de Lei Complementar (PLP) 112/2021, que cria o novo Código Eleitoral do Brasil, com cerca de 900 artigos. O texto-base do projeto já foi aprovado pelos senadores da CCJ.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (20), um destaque do PP que prevê o voto impresso nas eleições brasileiras, medida já considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O texto foi aprovado por 14 votos contra 12 no âmbito do Projeto de Lei Complementar (PLP) 112/2021, que cria o novo Código Eleitoral do Brasil, com cerca de 900 artigos. O texto-base do projeto já foi aprovado pelos senadores da CCJ.

A emenda aprovada prevê que, após a confirmação dos votos de cada eleitor, “o arquivo de registro digital de votos será atualizado e assinado digitalmente, com aplicação do registro de horário no arquivo log, de maneira a garantir a segurança e auditabilidade”.

Em seguida, ainda segundo o texto aprovado, “a urna imprimirá o registro de cada voto, que será depositado, de forma automática e sem contato manual do eleitor, em local previamente lacrado; III - o processo de votação não será concluído até que o eleitor confirme a correspondência entre o teor de seu voto e o registro impresso e exibido pela urna eletrônica”.

A emenda estabelece ainda que o novo modelo deve ser implementado na eleição seguinte à aprovação do projeto. O projeto ainda precisa ser analisado no plenário do Senado.

Como houve alterações no texto que veio da Câmara, a matéria deve voltar para nova análise dos deputados. Para valer para próxima eleição, a matéria precisa ser sancionada até um ano antes do próximo pleito.

A oposição justificou o voto impresso nas urnas eletrônicas alegando que as pessoas “simples” precisam confiar no sistema eleitoral e que a medida busca “pacificar o Brasil”.

A adoção do voto impresso foi proposta pela oposição em meio a acusações, sem provas, contra o sistema de urna eletrônica feitas por partidários do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“A gente tem que pacificar o país. Pelo amor de Deus! A questão não é querer ter razão, é ser feliz. Então, para pacificar o país e ser feliz, é o voto impresso”, justificou o senador Carlos Portinho (PL-RJ). A oposição apresentou destaque para incluir a obrigatoriedade do voto impresso no texto.

O relator da matéria, senador Marcelo Castro (MDB-PI), vinha rejeitando essa mudança alegando que, em quase 30 anos de urna eletrônica, nunca foi comprovada qualquer fraude no sistema eletrônico.

“É um sistema absolutamente seguro. Na eleição de prefeitos e vereadores de 2024 teve mais de 400 mil candidatos e não tem uma única ação judicial em todo o Brasil com alguém dizendo que perdeu porque teve fraude”, justificou na última sessão da CCJ que discutiu o tema.

Em 2020, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucional a minirreforma eleitoral de 2015 que previa a impressão do comprovante do voto. O Supremo considerou que havia risco de o sigilo do voto ser violado e de favorecer fraudes eleitorais.

Em 2021, a Câmara dos Deputados rejeitou a proposta de emenda à Constituição (PEC) que instituía a obrigatoriedade do voto impresso.

Fundação José Augusto celebra o mês do folclore com exposições, atividades educativas e cortejo

O encontro de grupos folclóricos está marcado para quinta-feira (21), na Cidade da Criança, com a participação de estudantes das escolas estaduais.
Nesta semana, até o dia 23 (sábado), a Fundação José Augusto (FJA) promove o evento “A Gosto do Folclore”, reunindo exposições, apresentações artísticas, cortejo cultural e atividades educativas em diferentes municípios do Rio Grande do Norte. A programação marca os 18 anos do Registro do Patrimônio Vivo do RN (RPV), iniciativa que reconhece e valoriza mestres e grupos tradicionais que preservam a identidade cultural potiguar. O cortejo de grupos folclóricos e estudantes será realizado nesta quinta-feira (21), na Cidade da Criança, em Natal (RN), às 14h30.

Entre os destaques, estão as exposições “Folguedos e Tradição”, com acervo da Pinacoteca do Estado, e “Registro do Patrimônio Vivo do RN”, no Teatro Candinha Bezerra, em Santa Cruz, onde também se apresenta a dupla de violeiros Felipe Pereira e Erasmo Ferreira, com o espetáculo Rimas Potiguares.

A programação inclui ainda a mostra “História dos Festejos Juninos”, exibida em quatro escolas estaduais de Natal. Na Cidade da Criança, no bairro do Tirol, o cortejo artístico reunirá grupos como Folia de Rua, Pastoril do Bom Pastor, Boi Calemba Pintadinho e os violeiros potiguares.

Encerrando as comemorações, no sábado (23), o Centro de Turismo de Barra de Cunhaú, em Canguaretama, recebe apresentações de grupos reconhecidos pelo RPV, como a Chegança de Barra de Cunhaú e o Fandango de Canguaretama.

O “A Gosto do Folclore” é uma ação do Governo do RN, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e da Fundação José Augusto, para celebrar a força das manifestações populares, integrando cultura, educação e memória. A supervisão da programação é da Coordenação das Casas de Cultura Popular do RN e do Centro de Promoções Culturais (CPC).

Programação completa

Até 30/08 – Exposição “Registro do Patrimônio Vivo do RN”

Local: Teatro Candinha Bezerra – Santa Cruz


Até 30/08 – Exposição “Folguedos e Tradição”

Local: Pinacoteca do Estado – Natal


Até 22/08 – Exposição “História dos Festejos Juninos”
Locais:
Escola Estadual Anísio Teixeira – Natal
Escola Estadual Severino Bezerra – Natal
Escola Estadual Isabel Gondim – Natal
Escola Estadual Felipe Guerra – Natal

21/08 – Cortejo artístico e apresentações folclóricas

Horário: 14h30 às 16h30
Local: Cidade da Criança – Natal

21/08 – Felipe Pereira e Erasmo Ferreira – Rimas Potiguares
Horário: 19h
Local: Teatro Candinha Bezerra – Santa Cruz

23/08 – Apresentações dos grupos do RPV
Horário: 19h
Local: Centro de Turismo de Barra de Cunhaú – Canguaretama

Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla: um marco pela inclusão e pela solidariedade


Data reforça direitos, promove maior conscientização e destaca iniciativas comunitárias de inclusão
Arthur Berl (de pé) frequenta o Grupo Chaverim, na capital paulista, há quase 30 anos

A Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, celebrada anualmente de 21 a 28 de agosto, é dedicada à conscientização e à mobilização da sociedade para os imensos desafios enfrentados por esses brasileiros - cerca de 2,6 milhões de pessoas se declaram com deficiência intelectual ou mental (1,4% da população), de acordo com o IBGE.

Para o Defensor Público Federal André Naves, a data representa a oportunidade de reforçar o foco no debate público, lembrando que a efetivação dos direitos da pessoa com deficiência intelectual e múltipla exige ações concretas de todos os setores da sociedade. " A inclusão deve ser construída coletivamente, com o engajamento da sociedade civil, das instituições públicas e privadas, e de cada cidadão que acredita em uma nação mais justa e igualitária”, reforça.

Pessoas com deficiência intelectual enfrentam uma série de desafios desde a infância. Um dos obstáculos mais recorrentes está no acesso à educação de qualidade. Muitas vezes, as escolas não estão preparadas para atender adequadamente às suas necessidades, seja por falta de formação dos professores, ausência de adaptações curriculares ou mesmo pelo preconceito no ambiente escolar. Isso limita as oportunidades futuras desses indivíduos.

Outro ponto crítico é a inclusão no mercado de trabalho. Apesar de existirem leis que incentivam a contratação de pessoas com deficiência, ainda há uma escassez de oportunidades reais, especialmente para quem tem deficiência intelectual. Barreiras como a falta de uma capacitação específica, a resistência por parte de empregadores e colegas, e a ausência de políticas efetivas de inclusão dificultam o ingresso e a permanência no mundo do trabalho. Isso leva à uma dependência econômica que pode perdurar por toda a vida.

A estigmatização social também é frequente. Muitas pessoas com deficiência intelectual enfrentam atitudes discriminatórias que as excluem de diversas esferas da vida comunitária. O preconceito, muitas vezes enraizado em desinformação, reforça a invisibilidade e impede que suas capacidades sejam reconhecidas e valorizadas. Essa exclusão se reflete também na baixa autonomia, já que, em muitos casos, elas são impedidas de tomar decisões sobre suas próprias vidas.

O acesso aos serviços de saúde é outro desafio. Profissionais muitas vezes não estão preparados para lidar com as especificidades da deficiência intelectual, o que pode resultar em diagnósticos equivocados, tratamentos inadequados ou mesmo em negligência. Além disso, a participação em atividades sociais, culturais e esportivas é frequentemente limitada pela falta de acessibilidade e pela ausência de políticas públicas voltadas à inclusão plena, o que contribui para o isolamento social. A própria mobilidade urbana pode ser um entrave, já que o transporte público nem sempre oferece condições adequadas para o deslocamento seguro e autônomo.

O apoio familiar, embora essencial, muitas vezes é marcado por sobrecarga emocional, falta de orientação e superproteção; e as famílias tendem a restringir ainda mais a autonomia da pessoa com deficiência intelectual e múltipla.

“Tudo isso reforça a necessidade de uma mudança cultural mais profunda, baseada no respeito à diversidade, na valorização das potencialidades e no reconhecimento dos direitos das pessoas com deficiência intelectual. É um processo árduo de conscientização e luta”, pontua o Defensor Público.

Instituições promovem sociabilização e inclusão

Diante deste cenário, André Naves ressalta a importância do trabalho de instituições que promovem a inclusão social, como o Grupo Chaverim, de São Paulo, que ajuda pessoas com deficiência intelectual e múltipla a superar obstáculos e preconceitos. Um dos frequentadores do Chaverim é Arthur Berl, de 69 anos, que além da deficiência intelectual, vive com a limitação de ter de enxergar com apenas um dos olhos.

“O Chaverim ocupa um papel especial na vida do Arthur. Trouxe segurança, acolhimento, amizades e a chance dele se manter ativo. Arthur participa das atividades, se distrai e ainda contribui com seu trabalho, lançando notas fiscais para a instituição. Ele frequenta o Chaverim há quase 30 anos e, nesse espaço, se sente bem, seguro e valorizado”, comenta Naves, que é conselheiro na instituição.

Uma oportunidade de avanço

Para o Defensor Público, a importância da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla está em seu reconhecimento legal e simbólico, que marca uma mobilização coletiva pela inclusão, alicerçada em lei. “Esta é mais uma oportunidade de diálogo, de avanço, de conscientização. Além disso, reforça o papel fundamental de iniciativas comunitárias concretas: o Grupo Chaverim, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), a Casa De David, a Fraternidade Irmã Clara, entre tantas outras que estimulam o convívio social por meio de atividades socioculturais e do apoio às famílias, fortalecendo vínculos e promovendo a dignidade humana”, finaliza André Naves.

Dia do Folclore: educadores dão dicas de como trabalhar a data e o assunto em sala de aula



Veja sugestões de projetos e atividades lúdicas que conectam estudantes ao universo das lendas, cantigas e saberes populares brasileiros


Clique aqui para baixar a sugestão de foto.

Comemorado anualmente em 22 de agosto, o Dia do Folclore foi instituído para valorizar as manifestações populares brasileiras. A data, instituída no Brasil em 1965, é um convite para as escolas mergulharem em um universo rico de histórias e símbolos que reforçam a identidade cultural do país e promovem o respeito à diversidade regional por meio de lendas, contos, danças, cantigas e saberes tradicionais.

A palavra “folclore” foi criada pelo pesquisador britânico William John Thoms, e publicada pela primeira vez em 22 de agosto de 1846. Tem origem nos termos folk, que significa “povo”, e lore, que significa “instrução”, “aprendizado”, “sabedoria”. Para aproveitar ao máximo essa data de celebração, educadores apresentam propostas específicas para cada etapa da educação básica: dicas práticas e inspiradoras para levar o folclore brasileiro à sala de aula, estimulando curiosidade, senso de pertencimento e respeito às tradições locais.

Ministério da Saúde afirma que tratamentos para câncer de mama estarão disponíveis no SUS até outubro



A pasta do governo, liderada pelo Ministro Alexandre Padilha, promete promover um “Outubro Rosa histórico”. Declaração corrobora campanha da FEMAMA em prol da disponibilização de medicamentos para casos metastáticos no sistema público


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou na última terça-feira (12) que os tratamentos para câncer de mama descritos no Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas da doença, conhecido como PCDT Rosa, devem estar disponíveis para a população que depende do Sistema Único de Saúde (SUS) em outubro, como parte de um “Outubro Rosa histórico”. A declaração vai ao encontro dos objetivos da campanha "PCDT Rosa, o protocolo foi só mais um passo!", promovida pela Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA), que mobilizou em julho, em frente ao Ministério da Saúde, dezenas de pacientes e lideranças de associações de apoio, em prol do acesso a medicamentos para câncer de mama metastático na saúde pública.

A fala do ministro ocorreu durante evento em Brasília. Na ocasião, Padilha também informou que o processo para disponibilizar os tratamentos está nas etapas finais de negociação, e que a tramitação envolve discussões com a indústria, para assegurar preços justos, considerando a alta demanda do SUS, assim como com estados e municípios, para o registro dos dados da medicação.

Oito meses após a publicação do PCDT do Câncer de Mama e quatro anos depois da incorporação dos medicamentos pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC), a Dra. Maira Caleffi, presidente fundadora da FEMAMA, vê a promessa do ministro como sendo de extrema importância.


Partindo da compreensão de que os marcos legais são apenas o começo para garantir o pleno acesso ao diagnóstico precoce e tratamento adequado, a iniciativa promovida pela FEMAMA destaca que uma política pública só funciona quando o paciente consegue acessar integralmente o que a regulamentação determina. Considerando que a incorporação dos medicamentos, em 2021, e a publicação do PCDT Rosa, em 2024, foram passos iniciais, FEMAMA organizou uma campanha que remete a um percurso, similar aos aplicativos de corrida e caminhada, para mostrar quantos passos foram dados desde a aprovação dos tratamentos pela CONITEC, e questionar: quanto ainda é preciso caminhar para se obter o acesso completo?

Mozart Sales, Secretário de Atenção Especializada à Saúde, também esteve presente no evento e declarou que, atualmente, 18 medicamentos oncológicos aprovados pela CONITEC ainda não estão disponíveis no SUS, e que o Ministério da Saúde criou um grupo de discussão com a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) para definir as prioridades de disponibilização das medicações. Dessa forma, à medida que os recursos se tornarem disponíveis, a aquisição de medicamentos será orientada por essa lista.

Além da disponibilização dos medicamentos, Padilha também destacou que outra meta a ser cumprida até outubro seria a criação de um plano de controle de qualidade das mamografias do Brasil. De acordo com o ministro, embora o país possua um número de mamógrafos superior ao necessário, muitos desses aparelhos apresentam mau funcionamento, estão em manutenção sem peças de reposição ou encontram-se inoperantes.

Sobre a FEMAMA

A Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama é uma organização sem fins econômicos que trabalha para reduzir os índices de mortalidade por câncer de mama em todo o Brasil, atuando por mais acesso ao diagnóstico precoce e a tratamento ágeis e adequados. Com foco em advocacy, representa mais de 70 ONGs de apoio a pacientes de 20 estados brasileiros e Distrito Federal, buscando influenciar a formulação de políticas públicas em prol dos direitos de pessoas com câncer. Conheça o trabalho da FEMAMA aqui.

terça-feira, 19 de agosto de 2025

Waldez aciona válvula dispersora na Barragem de Oiticica para levar água do Velho Chico a municípios do Seridó

É a primeira vez que o Rio Grande do Norte recebe, de forma regulamentada, o recurso do Rio São Francisco
O Rio Grande do Norte inicia uma nova etapa da sua história. Nesta terça-feira (19), as águas do Rio São Francisco chegaram ao estado, trazendo mais segurança hídrica para milhares de famílias que, por décadas, conviveram com a incerteza da seca. Em Jucurutu, na Barragem de Oiticica, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, ao lado da governadora Fátima Bezerra, acionou a válvula dispersora que permitirá a distribuição da água para dezenas de municípios. O gesto simbólico marcou um capítulo histórico para a população do estado, após anos de espera pelo encontro com o Velho Chico.

Ministro Waldez Góes e governadora Fátima Bezerra

Após percorrer 412 quilômetros sertão adentro, as águas do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF) seguem seu fluxo para atender a região do Seridó. “Hoje, 19 de agosto de 2025, estamos aqui para dizer que as águas de São Francisco chegaram no Rio Grande do Norte para ficar. Para salvar vidas, para desenvolver agricultura, indústria, economia, turismo, para garantir emprego e qualidade de vida para as pessoas”, comemorou Waldez Góes.


O município de Jardim de Piranhas, porta de entrada do Velho Chico no estado do Rio Grande do Norte, também foi visitado pelo ministro. É lá que o Rio São Francisco encontra o Rio Piranhas, por onde as águas seguem até a Barragem de Oiticica e a Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves.

Caminho das águas

Desde maio, o ministro Waldez Góes tem percorrido o sertão nordestino com o Caminho das Águas, iniciativa que reafirma o compromisso do Governo Federal com a universalização do acesso à água no Nordeste, promovendo dignidade, cidadania e impulsionando atividades econômicas essenciais para o desenvolvimento sustentável da região.

Investimentos que realizam sonhos

Esse cenário de segurança hídrica no Nordeste brasileiro só foi possível após autorização do Governo Lula para recuperar as bombas do Eixo Norte do PISF, paralisadas devido a falta de manutenção no governo passado. Foram investidos cerca de R$ 500 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) para a recuperação e duplicação da capacidade de bombeamento, beneficiando cerca de 8,1 milhões de pessoas em 237 municípios de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.