quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Operação investiga suposta venda de acesso a exames no Walfredo Gurgel e mira dois vereadores do RN

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nesta quarta-feira (7), a Operação Sine Mora, que investiga um suposto esquema de comercialização irregular de acesso a exames de imagem realizados no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal. A ação contou com apoio da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e do GAECO/MPRN.

Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o afastamento preventivo de cinco servidores efetivos do hospital, além de outras medidas cautelares. Não houve prisões.

Segundo as autoridades, a investigação apura se exames custeados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como tomografias e radiografias, estariam sendo facilitados ou antecipados de forma irregular, permitindo que pacientes passassem à frente da fila mediante possível pagamento de vantagens indevidas.

Entre os alvos das diligências estão dois vereadores do Rio Grande do Norte: Carol Pires, de Parnamirim, e Percivaldo Júnior, de Poço Branco. No caso de Percivaldo, o mandado foi cumprido em um imóvel localizado em Ceará-Mirim.

A Sesap informou que a investigação teve origem em informações encaminhadas pela própria secretaria. Foram identificadas inconsistências entre registros de entrada de pacientes e exames realizados, além de atendimentos que teriam ocorrido fora do fluxo regular da unidade. Celulares, equipamentos e documentos foram apreendidos para análise.

Vereadores se manifestam

A vereadora Carol Pires afirmou, em nota, que foi surpreendida pela diligência e que ainda não havia tido acesso aos autos para conhecer os detalhes da investigação. Ela informou que colaborou com os policiais e entregou voluntariamente seu celular e a respectiva senha para análise.

A parlamentar também declarou, por meio de sua defesa, que tem interesse no esclarecimento dos fatos e que possui convicção de que não praticou qualquer ato ilícito.

Já o vereador Percivaldo Júnior afirmou não reconhecer qualquer participação, vínculo ou envolvimento com o objeto da investigação e negou ter praticado conduta ilícita relacionada aos fatos apurados.

A investigação continua e deverá analisar o material apreendido para esclarecer como funcionava o possível esquema e se houve participação de outras pessoas.

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