Um assunto considerado grave foi levado à tribuna da Câmara Municipal de Lagoa Nova pelo vereador Júnior Galvão. Durante seu pronunciamento, o parlamentar questionou o desligamento de dois profissionais da área médica que atuavam no município.
Segundo Júnior Galvão, uma das profissionais seria vinculada ao Governo Federal e estaria prestando atendimento à população de Lagoa Nova. O vereador afirmou que a médica, Dra. Luiza Coutinho, que atuava na UBS do Buraco, teria sido descredenciada pela gestão municipal.
O parlamentar relatou que, no dia 29 de julho, teria sido encaminhado um ofício manifestando o interesse da gestão em não contar mais com os serviços da profissional. No entanto, segundo ele, até o momento do pronunciamento a médica ainda não teria sido oficialmente comunicada sobre a decisão.
Júnior Galvão também chamou atenção para o fato de a médica ser esposa do vice-prefeito e médico Daniel Saldanha. Para o vereador, a decisão precisa ser esclarecida, principalmente diante da necessidade de atendimento médico em diversas comunidades rurais do município.
“Se a gestão não quer mais esse médico, por que não solicita ao Governo Federal outro profissional?”, questionou o parlamentar. Ele citou comunidades como Serrano, Filgueira, Baixa Verde, Baixa Grande e Macambira, onde, segundo ele, existe demanda por atendimento médico.
O vereador também afirmou que, caso o município precise contratar um profissional por conta própria, o custo poderia chegar a aproximadamente R$ 20 mil mensais. Em sua avaliação, a não utilização de um profissional disponibilizado pelo Governo Federal poderia representar um impacto financeiro significativo aos cofres públicos ao longo de uma gestão.
Durante o discurso, Júnior Galvão levantou ainda a possibilidade de que questões políticas estejam relacionadas à decisão, utilizando termos como “perseguição” e “pirraça”. Essas afirmações, entretanto, correspondem à avaliação apresentada pelo vereador em plenário e não representam, por si só, uma comprovação das razões que motivaram o desligamento.
O caso deverá continuar sendo acompanhado e os motivos oficiais apresentados pela gestão municipal poderão esclarecer a situação envolvendo os profissionais de medicina.
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