Um aumento de apenas 5% na velocidade permitida em uma via pode provocar crescimento de até 20% no número de mortes no trânsito. O alerta é da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), que divulgou a diretriz “Tolerância Humana a Impactos: implicações para a segurança viária”.
Segundo a entidade, o corpo humano possui limites biomecânicos que não podem ser ignorados, e a energia liberada em colisões cresce de forma exponencial conforme a velocidade. Isso aumenta significativamente o risco de mortes e sequelas graves, especialmente entre pedestres, ciclistas e motociclistas, considerados usuários mais vulneráveis das vias.
A diretriz também chama atenção para fatores como o crescimento da frota de SUVs e veículos com frente elevada, que podem ampliar o risco de lesões fatais em atropelamentos, mesmo em velocidades consideradas legais.
Outro ponto abordado é a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), autorizada por medida provisória recente. Para a Abramet, a avaliação médica periódica continua sendo fundamental, já que condições de saúde, idade e doenças podem reduzir a capacidade do corpo humano de suportar impactos.
Dados do DataSUS mostram que pedestres, ciclistas e motociclistas representam mais de 75% das internações hospitalares relacionadas ao trânsito, cenário agravado por velocidade elevada e infraestrutura inadequada.
Na primeira semana de validade da renovação automática da CNH, mais de 323 mil motoristas foram beneficiados, gerando economia estimada de R$ 226 milhões em taxas e exames.
Especialistas reforçam que políticas de trânsito precisam considerar não apenas a fluidez das vias, mas principalmente os limites biológicos do corpo humano, priorizando a redução de velocidade e a proteção da vida.
Fonte: Agência Brasil
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