As manifestações populares que tomaram
as ruas em todo o país continuam cobrando seu preço do governo da presidente
Dilma Rousseff, com forte queda de popularidade e um caminho bem mais
complicado para a reeleição, mostrou pesquisa CNT/MDA divulgada nesta
terça-feira.
Segundo o levantamento do instituto MDA encomendado pela
Confederação Nacional do Transporte (CNT), 31,3 por cento dos entrevistados
fizeram uma avaliação positiva do governo neste mês, ante 54,2 por cento em
junho.
Já 38,7 por cento veem o governo como regular, ante 35,6 por
cento no mês passado. A avaliação negativa mais do que triplicou, passando a
29,5 por cento, ante 9 por cento. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos
percentuais.
A aprovação do desempenho pessoal de Dilma desabou para 49,3
por cento neste mês, ante os 73,7 por cento registrados em junho. Já a taxa dos
que desaprovam o desempenho da presidente pulou para 47,3 por cento, em
comparação aos 20,4 por cento anteriores.
No mês passado, manifestantes tomaram as ruas do país para
reivindicar melhores serviços públicos e combate à corrupção, entre outras
demandas. As manifestações foram aprovadas por 84,3 por cento dos
entrevistados, segundo a pesquisa CNT/MDA.
"Estão muito ligados os protestos a questões específicas
e a resultados que as pessoas querem", disse o presidente da CNT, senador
Clésio Andrade (PMDB-MG), para argumentar que uma recuperação dos níveis
anteriores de popularidade é "muito difícil".
Para Andrade, a resolução dos problemas como transporte
público, saúde e educação demandam bilhões de reais em investimentos e os
resultados demoram muitos anos para aparecer. Por isso, uma recuperação da
popularidade nos níveis do começo do ano dificilmente ocorrerá.
"Se as manifestações continuarem e as manifestações
derem a entender que são os políticos e que a presidenta é a principal
responsável, na minha opinião, não vai voltar ao seu patamar normal (de
aprovação)", analisou. Continuação...
Nenhum comentário :
Postar um comentário