Ao
alcançar a marca dos R$ 28 bilhões, a Copa de 2014 já entrou para a história
como a mais cara de todos os tempos. A cifra recordista supera a soma dos
gastos com a Copa da Alemanha em 2006 (R$ 10,7 bilhões) e com a Copa da África
do Sul em 2010 (R$ 7,3 bilhões). A gastança não vai parar por aí. Em junho,
Luis Manoel Rebelo Fernandes, secretário-executivo do Ministério dos Esportes e
coordenador do Grupo Executivo da Copa do Mundo (Gecopa), avisou que, até
o apito inicial do jogo de abertura, a conta deverá subir para R$ 33 bilhões.
A pouco mais
de 300 dias do início da Copa do mundo, o que se viu foi uma procissão de
contratos superfaturados, projetos reformulados, licitações espertas e aditivos
que engordam de modo obsceno os orçamentos originais. O preço dos novos
estádios é de assustar príncipe saudita. A Arena Mané Garrincha, por exemplo,
consumiu nada menos que R$ 1,7 bilhão. Como Brasília não tem nenhum time na
série A do Campeonato Brasileira vai abrigar o elefante branco mais caro do
mundo.
Além de
superar em 28% o valor destinado ao programa Bolsa Família em 2013, os R$ 28
bilhões investidos na Copa de 2014 seriam suficientes para construir:
─ 467 mil
casas populares
─ 43 mil
Unidades Básicas de Saúde
─ 31.748
escolas de Ensino Fundamental
─ 123
quilômetros de metrô
─ 5,6 mil
quilômetros de ferrovia
─ 11,2 mil
quilômetros de rodovia
─ 233
aeroportos
Também daria
para comprar 13,2 milhões de passagens aéreas (ida e volta) na rota Natal-Rio
de Janeiro. Ou 541 unidades de um dos modelos de avião usados pela
FABTur. Se fosse doados à Câmara presidida por Henrique Alves, todo
deputado teria um jatinho para chamar de seu.
Por
Ana Júlia/revista veja

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