terça-feira, 16 de julho de 2013

A gastança com a Copa do mundo já chega a 467 mil casas populares

Ao alcançar a marca dos R$ 28 bilhões, a Copa de 2014 já entrou para a história como a mais cara de todos os tempos. A cifra recordista supera a soma dos gastos com a Copa da Alemanha em 2006 (R$ 10,7 bilhões) e com a Copa da África do Sul em 2010 (R$ 7,3 bilhões). A gastança não vai parar por aí. Em junho, Luis Manoel Rebelo Fernandes, secretário-executivo do Ministério dos Esportes e coordenador do Grupo Executivo da Copa do Mundo (Gecopa), avisou que, até o apito inicial do jogo de abertura, a conta deverá subir para R$ 33 bilhões.
A pouco mais de 300 dias do início da Copa do mundo, o que se viu foi uma procissão de contratos superfaturados, projetos reformulados, licitações espertas e aditivos que engordam de modo obsceno os orçamentos originais. O preço dos novos estádios é de assustar príncipe saudita. A Arena Mané Garrincha, por exemplo, consumiu nada menos que R$ 1,7 bilhão. Como Brasília não tem nenhum time na série A do Campeonato Brasileira vai abrigar o elefante branco mais caro do mundo.
Além de superar em 28% o valor destinado ao programa Bolsa Família em 2013, os R$ 28 bilhões investidos na Copa de 2014 seriam suficientes para construir:
467 mil casas populares
43 mil Unidades Básicas de Saúde
31.748 escolas de Ensino Fundamental
123 quilômetros de metrô
5,6 mil quilômetros de ferrovia
11,2 mil quilômetros de rodovia
233 aeroportos
Também daria para comprar 13,2 milhões de passagens aéreas (ida e volta) na rota Natal-Rio de Janeiro. Ou 541 unidades de um dos modelos de avião usados pela FABTur.  Se fosse doados à Câmara presidida por Henrique Alves, todo deputado teria um jatinho para chamar de seu.

 Por Ana Júlia/revista veja

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