No RN, 58 municípios foram
inclusos na lista do Ministério da Saúde.
Programa tem objetivo de levar profissionais para atuar em áreas carentes.
Programa tem objetivo de levar profissionais para atuar em áreas carentes.
As 58 cidades do Rio Grande do Norte inclusas na lista do
programa Mais Médicos terão até o dia 25 de julho para aderir ao projeto, que
teve a portaria publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU) da última
quarta-feira (10). As inscrições foram iniciadas na terça-feira (9) após
publicação do edital de convocação.
Os 58 municípios potiguares priorizados no programa Mais
Médicos são: Afonso Bezerra, Água Nova, Alexandria, Antônio Martins, Arês, Augusto Severo, Bodó, Bom Jesus,
Caiçara do Rio do Vento, Campo Redondo, Canguaretama, Caraúbas, Ceará-Mirim,
Cerro Corá, Coronel Ezequiel, Doutor Severiano, Espírito Santo, Fernando
Pedroza, Frutuoso Gomes, Galinhos, Ielmo Marinho, Jandaíra, Jardim de Angicos,
João Dias, Lagoa d'Anta, Lagoa de Pedras, Lagoa Nova, Lagoa Salgada, Lajes
Pintadas, Macaíba, Marcelino Vieira, Martins, Monte Alegre, Natal Nova Cruz,
Olho-d'Água do Borges, Parazinho, Passa e Fica, Patu, Pedro Avelino, Pedro
Velho, Portalegre, Porto do Mangue, Pureza, Riacho da Cruz, Riacho de Santana,
Riachuelo, Rio do Fogo, Santo Antônio, São José do Campestre, São Miguel, São
Tomé, Serra de São Bento, Serrinha, Tangará, Tenente Laurentino Cruz, Touros e
Upanema.
Os municípios que preencherem os
pré-requisitos estabelecidos pelo Mais Médicos deverão manifestar interesse de
participação e celebrar termo de adesão e compromisso. Por meio do sistema do
programa, os gestores municipais devem informar a quantidade de médicos
necessária na cidade. O presidente da Federação dos Municípios do RN (Femurn), Benes Leocádio,
recomenda que os municípios façam a adesão o quanto antes. "Com base nessa
adesão é que o governo abrirá o edital para os profissionais se candidatarem a
trabalhar nas cidades", avisa. Para Leocádio, a grande vantagem do Mais
Médicos é que a contratação dos profissionais ficará a cargo do governo
federal, desafogando as contas das cidades. De acordo com o presidente da Femurn, os municípios contratam
por meio da estratégia de Saúde da Família, do Ministério da Saúde, na qual
para convocar profissionais as cidades assumem responsabilidades como de
contrato, concurso, pagamento e obrigação previdênciária. "São recebidos
entre R$ 9 mil e R$ 10 mil para manter a equipe multiprofissional, mas o
investimento acaba sendo de R$ 15 mil a R$ 20 mil. O orçamento é
extrapolado", ressalta. Na avaliação de Leocádio, a lista divulgada pelo Ministério da Saúde atende os
municípios mais carentes e necessitados do estado. "São exatamente os que
estão precisando, que não conseguiram seguir o leilão de quem paga mais pelos
profissionais. Ao mesmo tempo, há uma certa omissão com os demais",
analisa o presidente da Femurn, se referindo ao fato de que muitas cidades já
pagam salários superiores aos R$ 10 mil oferecidos no programa Mais Médicos. Prefeito de Lajes, município a 125 quilômetros de Natal, Benes Leocádio conta
que na sua cidade, por exemplo, os profissionais recebem R$ 11 mil para
trabalhar de três a quatro vezes na semana. Por ser considerada uma das regiões
prioritárias, o Nordeste terá os municípios oferecendo 14 salários por ano aos
profissionais. Além do salário mensal de R$ 10 mil, serão pagos mais R$ 20 mil
como forma de incentivo para a vinda dos médicos.

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