Mãos habilidosas que transformam
o que antes era lixo em artesanato e elementos da natureza em enfeites. As
mulheres da Associação dos Produtores da Agricultura Familiar do Brejão
(Apafab), do Assentamento Brejão, em Formosa (GO), encontraram no artesanato
uma forma de melhorar a renda familiar.
O assentamento foi regularizado
há dez anos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e
tem uma área total de 1206 hectares. Lá, cada uma das 49 famílias produz alguma
coisa, milho, banana, mandioca, mas é o artesanato que impulsiona a vida de
três mulheres. “A gente sente prazer em fazer isso”, define uma das
representantes da associação, Silvana Lobo, 27 anos.
Silvana confecciona, junto a mais
três mulheres, artesanato para vender. São caixas de presente, sacolas,
arranjos de mesa, porta-guardanapo, porta-retratos, quadros e muito mais. Tudo
feito com dedicação e utilizando materiais reciclados e elementos da natureza
do próprio assentamento.
Por meio da associação, as
artesãs tiveram acesso ao crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da
Agricultura Familiar (Pronaf), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
Depois de participar do Projeto Mãos Formosas, da Secretaria de Trabalho e
Promoção Social da Prefeitura de Formosa, que ensinou como reutilizar resíduos
sólidos, elas alavancaram a produção de peças artesanais no assentamento. “A
gente teve um incentivo a mais e pegamos gosto pela coisa”, ressalta.
Em sua casa, tudo é colorido e
vivo. As peças que Silvana faz enfeitam da sala ao banheiro. Recém-separada e
mãe de dois filhos, a artesã conta que, hoje, o que complementa sua renda é a
venda dos artesanatos que produz. “Eu não fico parada. Corro atrás, faço várias
peças pra vender, saio mostrando para as pessoas”, afirma.
A assentada diz que gosta tanto
do que faz que, muitas vezes, refaz uma peça para si mesma. “Nada fica igual,
mas tento. Tem peça que faço e acabo gostando tanto que fico para mim. Mas se
alguém me visita e gosta de alguma coisa na minha casa acabo vendendo”,
confessa.
De acordo com Silvana, a ideia é
crescer, cada vez mais, investir. “Quero ver o grupo crescer e mais mulheres
pegarem gosto pela arte”, revela.

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