terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Caso Kim Jong-nam: Malásia vai acusar duas mulheres pela morte

Envolvidas no assassinato serão acusadas na quarta-feira pela morte de meio-irmão de ditador da Coreia do Norte. Se condenadas, podem pegar a pena de morte.
A vietnamita Doan Thi Huong e a indonésia Siti Ashyah, acusadas de envolvimento no assassinato Kim Jong-Nam, meio-irmão do ditador norte-coreano Kim Jong-Un
A vietnamita Doan Thi Huong e a indonésia Siti Ashyah, acusadas de envolvimento no assassinato Kim Jong-Nam, meio-irmão do ditador norte-coreano Kim Jong-Un (AFP/AFP)
A indonésia Siti Aisyah e a vietnamina Doan Thi Huong serão formalmente acusadas na quarta-feira pelo assassinato do meio-irmão do ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, segundo o procurador-geral do país, Mohamed Apandi Ali. Caso sejam condenadas, podem pegar pena de morte. As duas estão detidas e disseram que participaram do homicídio porque acreditavam que iriam participar de uma “pegadinha” de um reality show.
Outros dois suspeitos do homicídio foram detidos – um cidadão malaio, libertado sob fiança, e um norte-coreano, que permanece sob custódia da polícia. Outros sete norte-coreanos que podem estar ligados ao caso foram identificados pela polícia.
Na segunda-feira, a agência de inteligência da Coreia do Sul afirmou que acredita que autoridades ligadas a dois ministérios da Coreia do Norte planejaram a morte de Kim Jong-nam. Em um discurso transmitido pela televisão, o parlamentar Kim Byung-kee afirmou que oficiais dos ministérios de relações exteriores e segurança nacional recrutaram as mulheres envolvidas no assassinato.
De acordo com informações dadas a jornalistas, entre os oito norte-coreanos suspeitos de planejar a morte de Kim Jong-nam, seis são ligados a ministérios da Coreia do Norte. “Entre os oito suspeitos no caso, quatro são do ministério de segurança nacional e dois, que agiram diretamente, são do ministério de relações exteriores”, disse o parlamentar Lee Cheol-woo a repórteres, segundo a Reuters.
Arma de destruição em massa
O VX é uma versão mais letal do gás sarin, extremamente tóxico. Os agentes nervosos agem com o estímulo excessivo das glândulas e dos músculos, o que cansa rapidamente as vítimas e ataca a respiração. De acordo com o ministro da Saúde, as causas da morte estão agora “mais ou menos confirmadas”.
Durante a madrugada de domingo, as equipes de defesa civil da Malásia, com trajes de proteção, rastrearam minuciosamente o local do crime, não encontraram nada e declararam que o aeroporto é uma área segura.






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